ECONOMIA


13/06/24 22:05

Santa Maria, 13 Jun (Inforpress)- A terceira edição do Cabo Verde Investment Forum chegou hoje ao fim, depois de dois dias de trabalhos, tendo este ano conseguido arrecadar mais de mil milhões de euros em novos projectos destinados a diferentes ilhas.

O evento, que contou com cerca de 300 participantes de várias latitudes, para além de personalidades como os ministros do Turismo de Angola e de Portugal e representantes da agência congénere do Senegal, revelou uma mudança de paradigma no investimento turístico, com uma forte aposta no turismo residencial e no sector da saúde para várias ilhas.

Conforme o vice-primeiro ministro e ministro das Finanças e do Fomento Empresarial, Olavo Correia, há também novidades em termos da captação de investimentos, e o mesmo no que toca ao ecossistema de financiamento.

“Cerca de 1 bilhão de euros, cerca de 300 participantes, centenas de encontros e depois vimos aqui todo o ecossistema financeiro nacional e internacional disponível para financiar bons projectos cabo-verdianos, mas também de estrangeiros que procuram Cabo Verde para investir”, sublinhou.

Para o ministro das Finanças o Fundo Solidário Africano vai injectar cerca de 45 milhões de euros na Pró Garante, como accionista, “para ter mais recursos no ecossistema e poder apoiarmos os microempresários, pequenos e médios empresários cabo-verdianos em termos de novos projectos de investimentos”.

Olavo Correia destacou os jovens e mulheres que apresentaram projectos cabo-verdianos, e que “demonstraram aquilo que estão a fazer a partir do país para o mundo inteiro”.

“Portanto, foi um fórum que permitiu-nos ganhar energia para fazermos aquilo que Cabo Verde precisa, ou seja, escala, velocidade, impacto nos projectos estruturantes transformativos, para que possamos criar oportunidades de emprego e treinamento para os jovens”, continuou.

A mesma fonte frisou que deixou uma mensagem para que toda a equipa que trabalha no Governo “seja um facilitador, não crie complicações, evite burocracias desnecessárias e ajudar para que os empresários possam ganhar em termos de ambição,” e possam fazer mais e melhor para Cabo Verde.

“A nossa obrigação enquanto governantes e enquanto gestores públicos é tudo fazer para que possamos fazer mais, fazer melhor e fazer mais rápido para esta nação que é Cabo Verde”, sustentou.

O vice-primeiro-ministro concluiu afirmando que Cabo Verde tem de ser uma economia diversificada, capaz de criar oportunidades nos mais diversos domínios e de ser também uma economia resiliente aos choques internos e externos.

Para o presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde Tradeinvest, José Almada Dias, em termos de volume de investimentos, o fórum termina com novos projectos assinados, avaliados em mais de mil milhões de euros.

“Há aqui ganhos, apesar de termos encurtado o fórum, desta vez foi um dia e meio, mas conseguimos ter um número maior, mais de 30% de reuniões agendadas na plataforma”, frisou.

Segundo a organização, o “CV Investment Fórum” já é uma marca consolidada, e agora o desafio consiste na Internacionalização do evento, estando programados para ainda este ano outros fóruns na diáspora, concretamente em Boston a 02 de Julho, São Paulo, Brasil em meados de Setembro e em Lisboa no mês de Outubro.

No próximo ano, o evento irá expandir-se para o continente africano, começando por Angola e Senegal.

NA/JMV
Inforpress/Fim

13/06/24 13:36

Cidade da Praia, 13 Jun (Inforpress) – A Direcção Nacional das Receitas do Estado (DNRE), através da Delegação Aduaneira do Aeroporto da Praia, efetivou 17 apreensões de divisas não declaradas (euro e dólar), em 2023, totalizando um montante de 41.172.103,49 ECV.

Em comunicado, o Governo, através do Ministério das Finanças, explicou que as apreensões decorreram no âmbito do exercício da sua competência de controlo, sendo que as divisas apreendidas tinham como destino, sobretudo, Lisboa e Dacar.

A mesma fonte avançou que este valor superou as apreensões realizadas em 2022, que atingiram os 9.242.049,63 ECV.

“Tais apreensões de divisas justificam-se pelo facto de não terem sido cumpridos os procedimentos legais, em conformidade com o número um do artigo 11 da Lei no 120/VIII/2016, de 24 de Março, que estabelece a obrigatoriedade de apresentação do formulário “Declaração de Divisas”, explicou a mesma fonte.

Ou seja, clarificou, sempre que os passageiros, nacionais ou estrangeiros, entrem ou saiam do território cabo-verdiano com o montante igual ou superior a 1.000.000$00 (um milhão de escudos), ou equivalente em moeda estrangeira tem essa obrigação.

Trata-se de uma acção, conforme adiantou o Governo, também alinhada às medidas que vêm sendo implementadas para detectar os movimentos físicos de dinheiro líquido, incluindo o sistema de declarações, estabelecidas pelo Grupo de Acção Financeira sobre o branqueamento de capitais (GAFI), organismo intergovernamental.

Isto, visando conceber e promover, a nível internacional, estratégias contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo.

ET/AA

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13/06/24 13:05

Porto Novo, 13 Jun (Inforpress) – Milhares de pessoas deverão passar pela décima oitava edição da feira agro-pecuária de Santo Antão, que arranca sexta-feira, na cidade do Porto Novo, com 59 expositores provenientes de toda a ilha, estimou hoje a organização do certame.

A feira, que marca um dos “momentos altos” das festas de São João no município do Porto Novo, é promovida pela edilidade porto-novense e constitui “um espaço privilegiado para o encontro dos sabores e saberes” de Santo Antão, representando também “um dos atractivos” das festividades do santo padroeiro.

Esta mostra de produtos agro-pecuários e do artesanato de Santo Antão, segundo a organização, tem como um dos propósitos a promoção e divulgação das actividades que estão associadas ao mundo rural (agricultura e pecuária) e ao artesanato da ilha.

Depois da feira, as atenções estarão voltadas para a aldeia cultural com a realização de vários eventos culturais, com destaque para a morna fest, conforme o programa das festividades, que arrancaram oficialmente a 01 de Junho e se prolonga até ao dia 25 deste mesmo mês.

JM/ZS

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13/06/24 07:54

Espargos, 13 Jun (Inforpress) - A Universidade Técnica do Atlântico (UTA) apresentou publicamente no Sal o Instituto Superior de Aeronáutica e Turismo (ISAT) e o arranque do funcionamento dos primeiros dois cursos está marcado para o mês de Outubro do corrente ano.

O ISAT terá o seu Campus no edifício do antigo hotel Atlântico, já cedido pelo Governo para o efeito, tendo o projecto de adequação e equipamento do mesmo sido desenvolvido pelo Gabinete Técnico da Câmara Municipal do Sal e orçado em 36 milhões de escudos.

Segundo o primeiro-ministro, na sessão de abertura na quarta-feira, 12, nos Espargos, a abertura do ISAT no Sal é a materialização da opção do Governo de especialização da oferta formativa de acordo com a vocação regional e local de cada ilha.

“É uma grande satisfação porque consta do programa de governo, fazer com que o ensino superior se expanda e se desenvolva, também fazendo convergência com aquilo que é a vocação das ilhas”, explico Ulisses Correia e Silva.

Para o chefe do Governo, foi assim que foi criado o Campus do Mar em São Vicente, a extensão de cursos de Ciência Agrária em Santo Antão, Geologia e Vulcanismo na ilha do Fogo e agora no Sal “faz todo sentido ter Turismo e Aeronáutica”.

A abertura do instituto na ilha, conforme Ulisses Correia e Silva, vai criar oportunidades adicionais para os jovens se formarem em duas áreas, que têm “alto nível de empregabilidade e remuneração”.

No que toca à formação de pilotos aeronáuticos e o curso extra curricular de tripulantes de cabine, a parte teórica irá ser ministrada no ISAT, na Ilha do Sal, e a prática conta com uma “forte componente” de parceria internacional.

O instituto começa por oferecer nesta primeira fase dois cursos e 40 bolsas de estudo, mas a ideia é aumentar a oferta formativa nos próximos anos, conforme o reitor da UTA, João do Monte Duarte.

“A ideia é que depois o Instituto se vá consolidando e expandindo a sua oferta formativa, não só a questão do ensino, mas também a investigação e a transferência de soluções para a sociedade”, sublinhou.

Portanto, conforme a mesma fonte, à medida que o instituto se consolida na ilha vão sendo apresentadas novas ofertas formativas, em função das demandas do mercado, tanto nacional como internacional.

A sede administrativa do ISAT vai funcionar provisoriamente no edifício do Ministério do Turismo e Transportes, enquanto que as aulas e actividades de investigação ocorrerão no edifício do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e no auditório clube Académico do Sal.

O perfil de entrada está estipulado em quatro modelos, ou seja, estudantes que se graduaram no 12.º ano da escolaridade, de qualquer área científica, cidadãos maiores de 25 anos que não tenham o 12.º ano completo, mas que tenham experiência e conhecimentos nessas áreas, mas também pessoa que já tenha um curso de licenciatura, ou detentores de diploma de cursos superiores profissionalizantes nas áreas de formação.

NA/AA

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12/06/24 18:26

Santa Maria, 12 Jun (Inforpress) – O presidente do Instituto do Turismo reconheceu hoje que o facto de Cabo Verde estar localizado no cruzamento das rotas do Atlântico e sendo o destino tropical mais próximo da Europa, tem uma dinâmica muito crescente do sector empresarial.

“Cabo Verde é um país definitivamente magnífico, localizado estrategicamente no cruzamento das rotas do Atlântico, é o destino tropical mais próximo de um dos mercados mais dinâmicos em termos de emissor de turismo, que é a Europa”, explicou Humberto Lélis.

Lélis disse que o país dispõe de recursos naturais extraordinários, referindo-se às praias que, em seu entender, são as melhores do mundo.

“Temos a nossa realidade, nomeadamente, as nossas ilhas, as montanhas, a exuberância da beleza natural e a vivência social que é, também, extraordinária”, continuou.

Para Lélis, é natural que o tecido empresarial tenha entendido isso e tenha feito as contas “analisado tanto o país, como todas as variáveis de competitividade”.

“É normal ter aqui, uma dinâmica muito crescente e interesse do sector empresarial em relação aos investimentos”, disse.

Segundo Humberto Lélis, um facto “interessante” é que cada vez mais a diáspora cabo-verdiana “está a mostrar-se interessada em relação ao turismo”.

Por isso, realçou a articulação entre o ministério e o Instituto do Turismo para dar resposta em relação ao crescente interesse da diáspora cabo-verdiana em relação aos investimentos em Cabo Verde.

Questionado sobre o interesse crescente dos investidores por Cabo Verde, o presidente sublinhou que há uma diferença “substancial e qualitativa”, da primeira edição a esta, que “com certeza irá superar a captação de investimentos”.

A mesma fonte concluiu salientando a pretensão de, até 2030, fazer o país crescer à volta de 25 mil quartos.

“É crítica a necessidade do aumento da capacidade de alojamento do país, há uma pressão mundial nos mercados, sobretudo no Inverno e não estamos a conseguir dar respostas em relação à pressão de demanda dos mercados”, conclui.

NA/HF

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12/06/24 17:53

Mindelo, 12 Jun (Inforpress) – A Câmara Municipal de São Vicente organiza na sexta-feira e sábado, 14 e 15, a primeira Feira Agro-pecuária e Ambiental por forma a valorizar a produção local e promover intercâmbio entre operadores do sector.

O evento, a acontecer na Praça Dom Luís, tem por objectivo, conforme informações da edilidade, valorizar e divulgar a produção agro-pecuária local, proporcionando intercâmbio entre os produtores rurais e criando oportunidade para dinamizar o agro-negócio.

A feira, segundo a mesma fonte, será uma oportunidade para se expor o que melhor se produz em São Vicente, desde produtos hortícolas (folhas, tubérculos), fruticultura, avicultura, suinicultura, produtos transformados, entre outros.

Neste sentido, na sexta-feira e sábado, vão se realizar, além da abertura oficial, actividades que incluem exposição de animais vivos e de produtos alimentares, educação ambiental, praça alimentar com pratos tradicionais e ainda música ao vivo.

A I Feira Agro-pecuária e Ambiental de São Vicente, realizada sob o lema “Juntos por uma agricultura moderna e saudável”, conta com a parceria da Delegação do Ministério de Agricultura e Ambiente.

LN/CP

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12/06/24 16:59

Pedra Badejo, 12 Jun (Inforpress) – O ministro do Mar garantiu hoje que os investimentos entregues no município de Santa Cruz vão ter reflexos na melhoria das condições de trabalho dos pescadores e peixeiras, sendo agora necessário trabalhar na preservação.

Abraão Vicente fez estas considerações no seu discurso, após a inauguração da fábrica de gelo no Centro Técnico Social (CTS) e do sistema de painéis solares, da fábrica de gelo ‘Mar e Terra’.

Nessa cerimónia fez-se, igualmente, a assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Santa Cruz e o Fundo Autónomo para o Desenvolvimento e Segurança dos Transportes Marítimos (FADSTM) que visa a construção de duas torres e colocação de nadadores-salvadores nas praias do município.

Segundo este governante, estes investimentos foram feitos graças a parcerias entre o Governo, a autarquia e o sector privado, orçadas em mais de 10 mil contos.

Neste sentido, o ministro destacou que o impacto vai ser sentido no dia-a-dia dos pescadores e peixeiras do município, reforçando que também, que vão impactar a vida de todos os santa-cruzenses.

O governante ressaltou que, com estes investimentos, Santa Cruz passa a ser um dos municípios com maior capacidade de produção de gelo no país, sublinhando que da taxa zero há alguns anos, hoje, já tem a capacidade de produzir 21 toneladas diariamente.

Pede agora aos munícipes que cuidem destes equipamentos para que se possa avançar em investimentos noutros projectos, em vez de reparar danos nos já instalados.

Aproveitou a ocasião para informar que o Governo, em parceria com um privado, está a trabalhar para ter uma ligação directa Santa Cruz/Maio, diariamente, o que vai facilitar o transporte de passageiros, produtos agrícolas e aumento do volume de oferta do país a partir de Santa Cruz.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Carlos Silva, enalteceu a importância dos projectos e investimentos que têm sido realizados nesta área, sublinhando que o município tem tido vários ganhos neste sector.

Relembrou que a falta de gelo era um dos maiores problemas dos pescadores e peixeiras no município e que foram encetados contactos, lutas, tendo mobilizado um privado para investir no sector que produz cerca de 20 toneladas diariamente e com a nova fábrica inaugurada hoje, com o financiamento do Ministério do Mar e da Cooperação Japonesa Overseas Fishery Cooperation Foundation (OFCF) que tem a capacidade de produzir mais uma tonelada o município deu “um salto gritante”.

Igualmente, destacou a importância que o sistema de painéis solares, da fábrica de gelo Mar e Terra no cais de pesca do município, vai ter na redução dos custos de energia, um dos problemas que a fábrica estava a enfrentar.

No que tange aos custos, o proprietário da fábrica, Fernando Loureiro informou que este projecto tem 218 painéis montados e vai economizar em cerca de 75 a 80 por cento (%) da energia necessária.

Em nome dos pescadores e peixeiras do município, o presidente da associação, Francisco Veiga, considerou que os painéis vão dar mais vida à fábrica, ditando a redução dos custos mensais em relação à energia.

Na mesma senda elencou os vários ganhos que os pescadores e peixeiras têm tido nos últimos tempos com os vários investimentos e com a construção de algumas infra-estruturas, pese embora, realçou, ainda haja vários desafios pela frente.

MC/HF

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12/06/24 16:45

Santa Maria, 12 Jun (Inforpress) - O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças e do Fomento Empresarial, Olavo Correia, considerou hoje, na ilha do Sal, que Cabo Verde é um país de oportunidades, mas que é preciso trabalhar para vencer os desafios com os quais confronta.

O também ministro da Economia Digital intervinha depois da abertura do Fórum Cabo Verde Investiment, a decorrer na ilha do Sal, sob o tema “Potencializando investimentos estratégicos para Cabo Verde”.

Segundo Olavo Correia, é preciso olhar para o futuro de forma transformativa, e trabalhar para transformar o continente africano e, consequentemente, Cabo Verde.

O continente africano cresce a uma taxa de 3% ao ano, Cabo Verde cresce à volta de 5% e a nossa obrigação é duplicar o potencial de crescimento económico em África e em Cabo Verde, não para um ano ou dois, mas para as próximas quatro ou cinco décadas”, destacou.

Para o vice-primeiro-ministro só assim será possível promover e garantir a transformação do continente africano e também dos países, neste caso concreto de Cabo Verde.

E para que isto aconteça, continuou o governante, é necessário olhar para alguns desafios com os quais o país confronta, mas não numa perspectiva de dramatização, mas como uma oportunidade para criar soluções.

Cada desafio que nós temos hoje à nossa frente é uma oportunidade para ganharmos muito dinheiro e nós temos de estar cientes disto e olhar para cada desafio como a forma de nós encontrarmos uma solução para o nosso país, para o nosso continente e para o mundo”, sustentou.

Olavo Correia afirmou que se pressente que Cabo Verde seja “um país cada vez mais verde, mais digital e inteligente, cada vez mais azul, mas, sobretudo, um país cada vez mais aberto ao mundo e mais inclusivo”.

“Um país de oportunidades e de empreendedores (…) esta é a nação que nós queremos onde os pequenos, médios e grandes empreendedores, têm uma importância acrescida e insubstituível, porque não é possível criar empregos sem empresas”, afirmou.

Olavo Correia concluiu apelando a todos aqueles que intervêm na máquina pública, a tratarem os investidores como uma das coisas mais importantes que se pode ter em Cabo Verde.

“São os pilares essenciais na construção de um país melhor que nós queremos. Sem empresários, sem empreendedores, sem investidores, o país seria sem vida e apenas uma quimera”, concluiu.

NA/CP

Inforpress/Fim

12/06/24 15:02

Santa Maria, 12 Jun (Inforpress) - O primeiro-ministro disse hoje que a estabilidade macroeconómica, política e social, a boa governança, e elevado nível de liberdade económica são factores “importantes” para as decisões de investimentos e para o contexto em que operam as empresas.

Ulisses Correia e Silva fez essa afirmação ao presidir à abertura oficial do terceiro fórum Cabo Verde Investiment, que decorre na ilha do Sal até amanhã, 12, reunindo investidores, empresários, instituições públicas e privadas com o “propósito comum de realizar investimentos e negócios em Cabo Verde e a partir de Cabo Verde para o resto do mundo”.

Para o chefe do Governo, este Fórum tem como propósito servir de plataforma, ao serviço dos investidores, nacionais e estrangeiros, “que já têm empreendimentos em Cabo Verde e aqueles que pretendem investir no país”.

“As perspectivas para até 2026 são de crescimento económico, em média anual de 5%, taxa média anual de inflação não superior a 3% e dívida pública não superior a 110% do PIB”, sublinhou.

Este desempenho, conforme o mesmo, “inspira confiança e retrata a determinação face a contextos externos adversos”.

No horizonte 2024/2026, continuou, “as prioridades do Governo, partilhadas com parceiros sociais através do Acordo de Concertação Estratégica são “garantir a estabilidade macroeconómica, promover a melhoria do ambiente de negócios e a redução dos custos do contexto”.

A aceleração da transformação digital da Administração Pública, bem como a melhoria das conectividades aérea e marítima, a aceleração da transição energética, a revisão do Código Laboral e a reforma da Segurança Social, são, conforme Ulisses Correia e Silva, “prioridades em curso visando a melhoria da competitividade das empresas e o aumento da produtividade”.

O chefe do Governo concluiu, deixando a pretensão de “aumentar a contribuição da indústria no PIB, no emprego e nas exportações, com aposta, designadamente, na indústria pesqueira, aquacultura e na indústria farmacêutica”.

Para o edil salense, no seu discurso de abertura, este fórum é um espaço de oportunidades de investimento nas áreas eleitas pelo Governo e também pelos empresários.

“Esperamos que neste fórum sejam concretizados negócios que vão reforçar designadamente a oferta turística na ilha do Sal e nas outras ilhas de Cabo Verde”, perspectivou Júlio Lopes.

“As condições que este país apresenta a nível de estabilidade política, social, económica e segurança jurídica são dados que, além de outras políticas acertadas dos governos de Cabo Verde, são sinais de que investir em Cabo Verde é algo seguro”, continuou o autarca.

Júlio Lopes continuou dizendo que o evento vai continuar a ser realizado de forma estável, porque “há sempre a renovação de interesses por parte dos investidores, para investir em Cabo Verde.

NA/ZS

Inforpress/Fim

12/06/24 14:13

Mindelo, 12 Jun (Inforpress) - O diploma que fixa o índice 100 da tabela salarial da Polícia Municipal de São Vicente, aprovado pela assembleia municipal, entrou em vigor após a publicação da deliberação n.º 12 de 2023 da assembleia no Boletim Oficial.

De acordo com o documento a que a Inforpress teve acesso hoje, a Direcção de Serviços de Recursos Humanos propõe à Câmara Municipal de São Vicente a fixação do índice 100 no valor de 50 mil escudos, à semelhança da Polícia Municipal do Sal.

Isto, acrescentou, de modo a não haver disparidades nacionais e atendendo ao facto de que os agentes de 2.ª classe (recrutados e seleccionados mediante concurso público) e os agentes principais (fiscais municipais transitados para a carreira de Polícia Municipal, mediante processo de selecção) da Polícia Municipal de São Vicente já frequentaram o curso de Formação de Agentes da Polícia Municipal ministrado pela Universidade Lusófona de Cabo Verde em São Vicente.

Assim, de acordo com a tabela, um Agente da Polícia Municipal de 2ª classe auferirá um salário de 50 mil escudos, um da 1ª classe, 55 mil escudos, e um agente principal 60 mil escudos.

Os graduados da Polícia Municipal da 2ª classe receberão 67.500 escudos mensais, os graduados da 1ª classe 72.500 escudos e um graduado principal 77.500 escudos.

Para o Oficial da Polícia Municipal de segunda classe foi estabelecido um salário mensal de 85 mil escudos, o de primeira classe 92.500 escudos e oficial principal 100 mil escudos.

A sede da Polícia Municipal de São Vicente foi inaugurada a 14 de Abril, na Rua Renato Cardoso, numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, que pediu aos agentes recém-formados a exercerem as suas funções com “resiliência, força, determinação nos objectivos e na missão de equilíbrio e cooperação”.

Na altura, foram entregues duas viaturas novas para auxiliar no serviço da corporação municipal e a autarquia informou que a sede iria albergar 15 agentes.

CD/ZS

Inforpress/Fim

12/06/24 12:44

Mindelo, 12 Jun (Inforpress) – O Governo voltou a suspender o período de defeso do chicharro e da cavala pelo quarto ano consecutivo e usou os mesmos argumentos do ano passado, “impactos da guerra na Ucrânia e aumento do preço dos combustíveis”.

Esta informação consta da resolução 53/2024 aprova em Conselho de Ministros e publicada no Boletim Oficial n.º 54, de 11 de Junho.

De acordo com o mesmo documento, o Plano Executivo Anual de Gestão dos Recursos da Pesca em vigor estabelece que o período de defeso da cavala preta é de 15 de Julho a 14 de Setembro e do chicharro (olho largo) é de 15 de Junho a 14 de Julho.

Mas, lembrou, em 2021 foi excepcionalmente suspenso o defeso dessas espécies com o objectivo de mitigar os efeitos negativos causados pela pandemia da covid-19 aos operadores de pesca e respetivas famílias.

Agora, em 2024, lê-se na resolução, foi feita uma análise cuidada e ponderada da situação socioeconómica do país, de forma geral e particularmente do sector das pescas, uma vez que ainda se enfrenta as consequências e os impactos da guerra na Ucrânia.

“Esta tem contribuído para o aumento de preços dos bens de consumo e, especialmente, dos combustíveis, com impacto directo nos custos de produção e exploração das operações e actividades de pesca”, lê-se no documento

Neste sentido, explicou o Governo, como forma de “atenuar estes impactos na esfera dos operadores de pesca decidiu-se, mais uma vez, por suspender o período de defeso da cavala preta e do chicharro”.

CD/AA

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11/06/24 22:56

Santa Maria, 11 Jun (Inforpress)- O fórum Cabo Verde Investment, que arranca a sua terceira edição nesta quarta feira, 12, na ilha do Sal, “tem-se afirmado como o maior evento promocional do país” que agora pretende-se igualmente internacionalizar.

A garantia foi dada na tarde de hoje pelo presidente da Cabo Verde Trade Invest, José Almada, numa conferência de imprensa convocada para dizer que todos os preparativos para receber o fórum “estão a postos”.

“O Cabo Verde Investment Forum é a terceira edição aqui na Ilha do Sal, tem-se vindo a afirmar como o maior evento promocional do país, é um evento do Governo que a Cabo Verde Trade Invest organiza”, explicou.

“Para além das edições nacionais, este ano nós vamos ter a oportunidade de internacionalização do evento, após o Sal, nós estaremos no próximo mês em Boston, em Setembro teremos uma outra edição em São Paulo, e também teremos o Cabo Verde Investment Forum em Portugal”, continuou.

Recorda-se que a primeira edição da Cabo investment fórum aconteceu em 2019, a segunda em 2022 e agora a terceira que começa na quarta-feira.

Inicialmente, era um evento totalmente financiado pelo Governo de Cabo Verde mas que hoje tem vários parceiros que o patrocinam, diminuindo assim a carga financeira sobre o Estado de Cabo Verde, mas mesmo assim o Governo cabo-verdiano continua a ser o maior parceiro do evento.

Depois da abertura do evento, que deverá ser presidido pelo primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, os participantes terão oportunidade de participar em sessões temáticas.

“O primeiro painel debruça-se sobre o turismo como pilar económico maior de Cabo Verde, seguido de painéis na economia azul, economia verde, energias renováveis e a economia digital”, concluiu.

Conforme o presidente, o evento ganha cada vez mais dimensão internacional, “que é notada pela proveniência dos empresários”.

Espera-se a presença de dezenas de instituições financeiras internacionais, uma das quais é o maior parceiro do evento.

NA/JMV
Inforpress/Fim

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