Nova Sintra, 06 Mai (Inforpress) – O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros realizou hoje, na Brava, um conjunto de actividades com alunos das escolas Sena Barcelos, com o objectivo de ensinar como agir antes, durante e depois de um sismo.
Em declarações à Inforpress, o director de Risco e Planeamento de Emergência da Protecção Civil, Jeremias Cabral, explicou que a iniciativa decorre ao longo desta semana em diferentes estabelecimentos de ensino, abrangendo vários alunos.
Segundo o responsável, durante as sessões os estudantes são orientados sobre os procedimentos a adoptar tanto na sala de aula como em casa, reforçando a importância de comportamentos seguros em caso de actividade sísmica.
“Se estiverem dentro da sala de aula devem abaixar, proteger e aguardar”, indicou.
Cabral detalhou que a orientação “abaixar e proteger” implica resguardar a cabeça e o pescoço, procurando abrigo debaixo de uma carteira ou mesa resistente.
“Os alunos são ainda aconselhados a manter a calma e aguardar que o sismo passe, seguindo posteriormente as instruções dos professores”, sublinhou.
No que diz respeito aos docentes, o mesmo responsável sublinhou que devem adoptar idênticos procedimentos e, após garantirem que existem condições de segurança, proceder à evacuação organizada da sala de aula.
“Queremos fechar este ciclo e garantir que os alunos fiquem informados sobre como se comportar quando ocorrer um sismo”, afirmou, acrescentando que a adesão tem sido positiva.
“As crianças, inicialmente, acham engraçado, mas estão a aprender bem, o que é muito importante”, destacou.
Por sua vez, o aluno Tiago Araújo disse ter aprendido que, durante um sismo, deve proteger-se debaixo de uma mesa resistente, preferencialmente de madeira, evitando estruturas de vidro.
Acrescentou ainda que, caso esteja no exterior, deve manter-se afastado de edifícios, postes e outros elementos que possam representar perigo.
“Hoje aprendemos muito bem o que fazer. O melhor é proteger-se debaixo de uma mesa, cama ou numa ombreira de porta. O que não podemos fazer é correr e ficar desprotegido”, concluiu.
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Inforpress/Fim