ECONOMIA


20-06-2024 14:52

Cidade da Praia, 20 Jun (Inforpress) – O primeiro-ministro presidiu hoje ao lançamento do Banco Jovem e Mulher, um “instrumento inovador” que irá “facilitar e acelerar” o processo de financiamento ao empreendedorismo e “fomentar o ambiente de negócios”.

Segundo Ulisses Correia e Silva, trata-se de uma iniciativa “inovadora e pertinente” que irá tornar o processo de financiamento “mais rápido”, permitindo assim a qualquer jovem empreendedor, de Santo Antão a Brava, fazer o seu pedido, desde que tenha um móvel ligado a Internet.

“É um banco que vai ser 100 % digital, que vai permitir que desde o pedido de crédito, decisão e o acompanhamento do crédito seja feito através de meios informáticos, electrónicos e digitais, fazendo com que o beneficiário ou o empreendedor possa ter toda a informação e acompanhar o seu processo de pedido.”, adiantou o chefe do Governo.

A mesma fonte disse ainda que a visão deste programa é garantir que todo o processo seja “mais rápido, ágil e com menos burocracia” e garantir que cumpram as condições também da contratualização relativamente às garantias que são assumidas pelo Estado, relativamente à bonificação.

Na mesma linha, avançou que a ideia é fazer com que esses empreendedores possam criar negócios, autoemprego e rendimento, e tratem da sua vida com vantagens de que todo este sistema terá a facilidade de financiamento, através da fiscalidade também “muito mais favorável” do que seria fora deste quadro do programa.

“Vamos trabalhar com os bancos que já existem, é aproveitar as instituições financeiras e fazer a contratualização com eles para se aderirem a este programa”, apontou Ulisses Correia e Silva, que assegurou que o Governo vai aumentar o volume disponível para o microcrédito, crédito a pequenas e médias actividades, e para as empresas.

O Banco Jovem e Mulher vai simplificar o processo de acesso de financiamento juntando todos os serviços financeiros e não financeiros numa única plataforma electrónica, como uma “ferramenta facilitadora” de acesso ao ecossistema de financiamento.

Para aceder à linha de financiamento do banco o montante mínimo é de 150 mil escudos e máximo de cinco milhões de escudos, com uma taxa de juros não superior a 5,5 % ao ano, num período de carência com prazo máximo de seis meses.

O empreendedor deve possuir uma garantia via livrança subscrita e registo de bens móveis na plataforma, a taxa máxima de financiamento é de 95 %, e o capital próprio não pode ser inferior a 5 %, com prazo de reembolso até 60 meses, contando com os seis meses do período de carência.

AV/AA

Inforpress/Fim

20-06-2024 13:32

Cidade da Praia, 20 Jun (Inforpress) – O primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva assegurou hoje que o Governo será o accionista único da nova empresa autónoma para voos domésticos e que os trabalhadores da Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV) serão integrados na mesma.

A garantia foi dada pelo chefe do Governo quando questionado pelos jornalistas sobre a saída de Sara Pires do cargo de presidente do conselho de administração da Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV).

Ulisses Correia e Silva, que falava à imprensa depois de presidir à cerimónia de lançamento do Banco Jovem e Mulher, que decorreu hoje no Edifício Incubation Center, no parque tecnológico, avançou que brevemente através da assembleia-geral da transportadora aérea nacional será anunciado o novo PCA.

“A assembleia-geral da empresa é que vai aprovar e saberão brevemente quais são os novos membros do conselho da administração da empresa”, precisou.

O governante, que não quis confirmar o nome de Pedro Barros como novo PCA da empresa, conforme avançou hoje o jornal A Nação, assegurou que o novo dirigente irá continuar a trabalhar para estabilizar e desenvolver a empresa para a sua sustentabilidade a nível do mercado internacional, mas também na fase transitória para o mercado doméstico.

Na ocasião, adiantou que brevemente o Governo irá anunciar também e tomar uma solução definitiva sobre os Transportes Interilhas de Cabo Verde, garantido que os postos de trabalho dos trabalhadores estão assegurados.

“A nova empresa de transportes inter ilhas, que vai surgir, vai ter necessidade de pilotos, pessoal navegantes de cabine, assistentes de bordo vai ter necessidade de toda parte operacional, portanto não haverá problemas em relação ao emprego”, apontou o Chefe do Governo que avançou que os trabalhadores da TICV serão integrados nesta nova empresa.

Explicou ainda que a nova empresa que irá operar nos voos domésticos irá ter o accionista único que é o Estado através do Governo.

Lembrou que a BestFly tem 70% e o Estado 30% e em princípio o Governo vai interromper essa participação até porque a TICV, através da BestFly, já não está a operar em Cabo Verde.

Na última sexta-feira, 14, os trabalhadores da Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV) posicionaram-se em frente da sede da empresa para exigir os seus direitos, nomeadamente, o pagamento do salário referente ao mês de Maio, depois das férias colectivas, terminadas no mesmo dia.

AV/HF

Inforpress/Fim

19-06-2024 16:59

Porto Novo, 19 Jun (Inforpress) – As reservas nas unidades de alojamento da cidade do Porto Novo, em Santo Antão, estão praticamente esgotadas a partir desta semana, em que chegam a este município “milhares” de pessoas para assistirem às festividades de São João.  

A partir desta sexta-feira, 21, e até ao dia 25 de Junho, as unidades hoteleiras vão estar esgotadas, período em que Porto Novo recebe visitantes das diferentes ilhas e da emigração.

Os operadores turísticos confirmaram à Inforpress que, por altura das festas do santo padroeiro, a disponibilidade de alojamento na cidade, assegurada por um hotel de quatro estrelas e algumas residenciais, fica aquém da procura.

Os visitantes, sobretudo de São Vicente, começam a chegar em grande número a partir do dia 21, dia em que tem lugar o desfile dos grupos de romaria que, conjuntamente com a peregrinação e os bailes, constitui um dos principais atractivos das festas.

Os visitantes permanecem na cidade do Porto Novo até ao dia 24, dia do santo padroeiro.

O cartaz musical deste ano tem Gil Semedo, Nelson Freitas, Elji, Ferro Gaita, Josslyn, Blaya e Cordas do Sol como destaques.

JM/CP

Inforpress/Fim

19-06-2024 15:51

Nova Sintra, 19 Jun (Inforpress) – A 13ª edição da Feira Agro-pecuária da ilha Brava, intitulada Impulsionando o Desenvolvimento Rural Sustentável decorre de 20 a 22 de Junho, na cidade de Nova Sintra, e pretende montar 30 stands de diversas índoles. 

A informação foi avançada à Inforpress pelo delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) na Brava, Ermelindo Barros, que reforçou que esta edição está a ser organizada em parceria com a Câmara Municipal da Brava, contando também com a colaboração de outros parceiros e de toda a comunidade.

O evento é realizado anualmente no decorrer da programação das actividades de comemoração do dia do município e da festa do santo padroeiro, São João Baptista, celebrados a 24 de Junho, e tem como objectivo “promover o desenvolvimento da economia agrária e impulsionar a competitividade do sector”.

Segundo o delegado, o intuito é apresentar uma programação abrangente e diversificada com vista no fortalecimento dos laços entre produtores, criadores, empresários e a comunidade em geral, de forma a incentivar o intercâmbio de conhecimentos, experiências e oportunidades.

Dai, explicou que o lema escolhido para esta edição, aborda a ideia de promover o crescimento e a melhoria das áreas rurais, ao mesmo tempo que se adoptam práticas e abordagens que sejam ecológica, social e economicamente sustentáveis.

“O tema Impulsionando o Desenvolvimento Rural Sustentável representa um compromisso com a criação de comunidades rurais prósperas e saudáveis, que podem prosperar a longo prazo, sem prejudicar o meio ambiente ou comprometer as necessidades das gerações futuras. Envolve a adopção de práticas, políticas e investimentos que buscam o equilíbrio entre o crescimento económico, a preservação ambiental e a justiça social”, sublinhou.

Pretende-se, igualmente, promover e valorizar os produtos “made in Brava” com a exposição de produtos agro-pecuários, pesqueiros e artesanais, com o objectivo de fortalecer a economia local, mas também a promoção da troca de conhecimentos, apresentação de inovações tecnológicas, profissionalização do sector primário, estimulação de práticas de consumo sustentável, diversificação do turismo e cultura na ilha, fortalecer a competitividade do sector agrário, entre outros aspectos.

Sobre a identidade dos expositores, a comissão avançou que haverá participantes da Brava, mas que também foram convidados outros da ilha do Fogo.

Da programação constam, além da exposição dos produtos, momentos de informação, workshops, palestras, conversas abertas, entre outras.

DM/HF

Inforpress/Fim

19-06-2024 12:09

Cidade da Praia, 19 Jun (Inforpress) – A Emprofac vai promover, esta quinta-feira, 20, na cidade da Praia, uma conferência internacional sobre a regulação do sector farmacêutico em Cabo Verde, com o objectivo de fortalecer o quadro regulatório do mercado farmacêutico no país.

Enquadrado nas comemorações do 45º aniversário da Emprofac-SA, a conferência internacional busca enriquecer os conhecimentos sobre os principais pilares da actuação do mercado farmacêutico, com ênfase na regulação económica e na distribuição a grosso e a retalho.

Essas informações foram avançadas hoje pelo presidente do conselho de administração da Emprofac, João Spencer, que adiantou que o evento contará com oradores internos e externos, visando também trazer experiências internacionais sobre a regulação do mercado farmacêutico.

“Analisamos a mudança de paradigma económico ocorrido nos anos 90 do século passado, que trouxe desafios substanciais, destacando-se a necessidade urgente de aumentar e promover a competitividade da economia cabo-verdiana, impulsionada por empresas privadas. Entretanto, persiste um número considerável de empresas do sector público em processo de privatização, o que torna imprescindível o reforço do quadro regulatório do país”, enfatizou.

Por isso, para João Spencer, torna-se pertinente a organização de um evento focado na regulação, sem ignorar a Entidade Reguladora da Saúde (ERIS) em fase crescente de afirmação.

Segundo o PCA da Emprofac, os principais resultados esperados com este evento, incluem o alinhamento geral quanto ao fortalecimento da regulação do mercado farmacêutico, fornecer insumos que possam estimular o incremento da funcionalidade das distribuidoras e farmácias, prevenir acções das autoridades de concorrência, regional e nacional, contra potenciais acções que possam desequilibrar os mercados.

Espera-se, igualmente, clarificar o processo de abastecimento, acesso e gestão de estoque estratégico de medicamentos no mercado nacional, e estabelecer parcerias e redes de colaboração entre reguladores, instituições acadêmicas e sector privado.

O primeiro painel será sobre a regulação económica do sector da saúde, o segundo sobre modelos de distribuição farmacêutica a grosso, e o terceiro e último painel sobre farmácias do século XXI e novos modelos de actuação na promoção da saúde.

“Teremos também um painel relacionado com o encerramento da conferência, com a apresentação dos principais resultados e conclusões dos debates, recomendações para fortalecer a regulação em Cabo Verde e o discurso de encerramento”, indicou João Spencer.

TC/ZS

Inforpress/Fim

19-06-2024 9:05

Londres, 19 Jun (Inforpress) - A Fundação Mo Ibrahim conclui, num relatório sobre as necessidades financeiras de África para cumprir as metas de desenvolvimento e climáticas, que existem recursos, mas a utilização é afectada por processos "inadequados e má governação".

Os autores do relatório "Financiar África: Onde está o dinheiro?", hoje divulgado, reconhecem a dificuldade em avaliar as necessidades financeiras devido à incoerência dos dados provenientes de diferentes fontes. 

No entanto, defendem que o financiamento climático deve ser mantido separado do financiamento ao desenvolvimento.

"O financiamento da luta contra as alterações climáticas deve ser complementar e não apenas uma reclassificação do financiamento ao desenvolvimento já existente", lê-se.

O documento é o produto de contribuições de oradores de um evento da Fundação Mo Ibrahim que estava previsto para abril na Nigéria, mas que foi cancelado devido à instabilidade naquele país. 

Segundo o relatório, actualmente a Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) de doadores ocidentais representa quase 10% dos recursos financeiros do continente. 

Esta ajuda é dirigida principalmente para a saúde e a educação devido às condições impostas pelos doadores, o que limita o seu impacto. 

Como alternativa, os países africanos têm recorrido cada vez mais a financiamento de países não ocidentais, como a China, Arábia Saudita, Índia ou Rússia. 

No relatório, a fundação alerta para o aumento dos custos relacionados com a dívida, que triplicaram desde 2009, e para a complexidade dos contratos. 

Em 2022, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Djibuti foram os maiores beneficiários de APD per capita em África, enquanto Angola tem o custo mais elevado do serviço da dívida pública externa do continente, que ascende a 72,1% da sua despesa pública, segundo o relatório.

A solução poderá estar nos recursos internos, os quais, segundo a União Africana (UA), podem cobrir, em média, entre 75% e 90% das necessidades de financiamento da Agenda 2063, o plano da UA para alcançar um desenvolvimento socioeconómico inclusivo e sustentável em 50 anos.

A prevenção de fraudes através de Fluxos Financeiros Ilícitos (IFF) poderia aumentar os recursos até 100 mil milhões de dólares por ano (93 mil milhões de euros), refere-se no documento, ultrapassando tanto a APD recebida (81 mil milhões de dólares por ano, 75 mil milhões de euros) como as remessas enviadas para o continente (97 mil milhões de dólares por ano, 90 mil milhões de euros). 

Os autores destacam a importância de tornar os sistemas fiscais mais eficientes, e de alavancar o impacto das remessas, fundos soberanos, fundos de pensões e riqueza privada. 

Como exemplo, indicam que Tanzânia, Angola e Costa do Marfim estão a aumentar as receitas fiscais graças à digitalização ou introdução de novos impostos.

Por outro lado, reformas monetárias na Nigéria, Tanzânia e Angola estão a promover a estabilidade dos preços e o acesso a moeda estrangeira, aumentando a confiança de empresas, consumidores e investidores. 

O relatório refere ainda o potencial da monetização dos activos verdes de África, incluindo a biodiversidade, minerais críticos e o potencial de captação de carbono para desbloquear recursos financeiros.

"Precisamos de uma mudança completa de paradigma. Não se trata de África vir ao mundo desenvolvido com uma mão a pedir esmola e os países desenvolvidos considerarem quanto mais podem prometer. O que está em causa é o uso de dinheiro de forma mais racional e não apenas mais dinheiro", afirmou o fundador e presidente da Fundação Mo Ibrahim, em comunicado. 

O empresário e filantropo sudanês Mo Ibrahim vincou: "Temos de aplicar a boa governação para garantir que estes activos são adequadamente aproveitados para os melhores interesses dos nossos povos".

Inforpress/Lusa

Fim 

18-06-2024 12:59

Cidade da Praia, 18 Jun (Inforpress) - A terceira edição do Festival de Churrasco ocorrerá nos dias 26, 27 e 28 de Julho, no Largo da Quebra Canela, cidade da Praia, e será “muito mais dinâmico”, conforme anunciou a organização.

Em declarações à Inforpress, Alexandrino Lopes, um dos proprietários da empresa Tronku, promotora do evento, avançou que se investiu ainda mais no evento deste ano, destacando a criação de um espaço dedicado às crianças, o "Espaço Kids".

Este contará com diversas atracções, como palhaços, carros eléctricos, pula-pula e vários jogos, proporcionando diversão segura para os pequenos durante o festival.

Visando promover a economia solidária e valorizar a interação humanitária entre as famílias, o festival deste ano, segundo Alexandrino Lopes, contará com um número maior de artistas. O cartaz, que será divulgado posteriormente, incluirá tanto artistas renomados quanto novos talentos.

Além disso, haverá uma competição entre os restaurantes participantes, com votação aberta ao público através de telefone, para eleger os três melhores estabelecimentos, baseado nos critérios definidos pela organização.

Este ano, quase 30 restaurantes se inscreveram, dos quais entre 10 a 15 serão seleccionados para participar. A expectativa é que o evento supere as edições anteriores em termos de qualidade e participação.

O festival começará às 14:00 no dia 26 de Julho, e às 13:00 nos dias 27 e 28 de julho, já aberto para o almoço. Os bilhetes custam 500 escudos por dia, com pacotes de 1000 escudos para os três dias.

Haverá também pacotes especiais com descontos para famílias de até cinco pessoas e para empresas, conforme anunciou o proprietário da empresa Tronku.

O evento deste ano está orçado em 3.800 contos, e a organização espera atrair entre 7 a 8 mil pessoas durante os três dias de festival.

A primeira edição, realizada em Outubro de 2022, contou com a participação de mais de 4 mil pessoas, enquanto a segunda edição atraiu mais de 5 mil visitantes.

Para Alexandrino Lopes, o Festival de Churrasco é uma oportunidade única para as famílias desfrutarem de boa comida, entretenimento e fortalecerem os laços comunitários.

TC/ZS

Inforpress/Fim

18-06-2024 12:30

Cidade da Praia, 18 Jun (Inforpress) – A Botoc Consulting promove esta quarta-feira, 19, uma formação sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) destinada aos profissionais de vários sectores, público e privado, para ajudar o país a ampliar a visão da abordagem dos ODS.

Em nota de imprensa, esta organização explicou que vão ser discutidos nesta formação os principais desafios globais, regionais e locais para alcançar os 17 ODS até 2030, e, ainda, compreender as metas e os indicadores associados para ser feita a monitorização deste percurso.

Consta ainda o debate sobre como explorar projectos alinhados com os ODS e projectos de negócios capazes de atrair capital como parte da estratégia de responsabilidade social das empresas e organizações, de modo a contribuir para a solução de desafios globais para a promoção do desenvolvimento sustentável.

O documento referiu também que com esta formação vai ser projectado um conjunto de visões para 2030 articuladas com os ODS, bem como, a definição de estratégias para atingi-las.

A mesma fonte acrescentou também que vão se debruçar sobre a criação de projectos atractivos para investidores, onde são conciliadas as necessidades das comunidades, a protecção do meio ambiente, que garante o crescimento económico e a sustentabilidade financeira de cada projecto.

Nesta formação, que decorre de 19 a 21 do corrente, na Cidade da Praia, vai ser discutido um conjunto de temas em cada sessão, a primeira aborda o Desenvolvimento Sustentável ODS/ESG, a segunda sessão debate o levantamento das necessidades, visões 2030 estratégias para atingir as visões e por último os projectos ODS/ESG.

Segundo a mesma fonte, a agenda dos ODS não pode ser alcançada "sem um envolvimento significativo" por parte das empresas, por isso sublinhou que o sector privado tem um “papel crucial” como fonte de financiamento, impulsionador da inovação e desenvolvimento tecnológico e o motor “fundamental” do crescimento económico e do emprego.

Nesta linha considerou igualmente que é “importante” que as empresas tenham sempre em mente as suas principais responsabilidades.

Salientou ainda o documento que para fomentar o progresso mundial à velocidade necessária, os governos terão de regular em favor da inovação disruptiva que esta agenda implica. No entanto, sublinhou que nem os negócios e nem as acções dos governos serão suficientes para entregar esta transformação.

Neste particular assegurou que esta transformação só é concretizada com os objectivos conjuntos de crescimento a longo prazo e de prosperidade partilhada através de uma colaboração entre todos os sectores da sociedade.

Esta formação vai ser ministrada pelo doutor em Estudos de Desenvolvimento pela Universidade de Lisboa, com a tese em “ODS Porquê? E para quem? Como Implementar Parcerias para Alcançar os ODS?”, Pedro Neves.

DG/ZS

Inforpress/Fim

18-06-2024 11:54

Cidade da Praia, 18 Jun (Inforpress) – Feijão pedra (24,8%), arroz 2ª (16,9%) e milho local (11,8%) são os produtos nacionais alimentares de primeira necessidade que maiores subidas de preços registaram no primeiro trimestre de 2024, divulgou hoje uma fonte governamental.

Conforme a publicação do Observatório do Mercado do Secretariado Nacional para Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN) do Ministério da Agricultura e Ambiente, no 1º trimestre de 2024, os preços médios dos Produtos Alimentares de Primeira Necessidade (PAPN), entre os meses de Janeiro e Março, registaram crescimento médio mensal misto, com variações sem muita expressividade, ou seja, abaixo dos 5%.

As médias dos cereais e feijões, refere a mesma fonte, assinalaram um crescimento médio negativo no trimestre, cerca de 0,4% e 1,1%, respectivamente.

“Comparativamente ao trimestre anterior, constatou-se que a maior parte dos preços médios dos produtos mantiveram a tendência de baixa do trimestre anterior, destacando-se as quedas nos preços médios de feijão bongolon (9,0%) e milho cochido (6,2%)”, lê-se no documento divulgado.

Os aumentos, segundo o SNSAN, foram registados nos preços de arroz 2ª (6,9%), açúcar (6,0%), feijão congo (2,2%) e feijão sapatinha (0,6%).

O SNSAN sublinha ainda que, face ao período homólogo do ano 2023, os preços médios de feijão pedra (24,8%), arroz 2ª (16,9%) e milho local (11,8%) apresentaram as maiores subidas.

Ainda no observatório do SNSAN, as quedas mais relevantes foram verificadas nos preços médios de óleo alimentar (25,4%), leite em pó (13,5%) e farinha de trigo (10,0%).

A Análise Trimestral dos Preços Nacionais é uma publicação que fornece informações sucintas sobre o comportamento dos preços nacionais de Produtos Alimentares de Primeira Necessidade (PAPN), com base no Observatório do Mercado do Secretariado Nacional para Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério da Agricultura e Ambiente.

PC/ZS

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17-06-2024 13:18

Cidade da Praia, 17 Jun (Inforpress) – O Índice de Produção Industrial (IPI) registou, no primeiro trimestre de 2024, uma variação homóloga de 0,9 por cento (%) e o Índice de Preços na Produção Industrial (IPPI) uma variação homóloga de -5,0, informou hoje o INE.

Segundo dados do INE o índice de produção industrial total registou, em termos homólogos, um aumento de 0,9 % no primeiro trimestre de 2024, mas em termos trimestrais registou uma diminuição de 1,4 %.

“Neste período, a indústria extractiva apresentou um aumento de 14 %, a indústria transformadora registou uma variação de -0,6 % e as indústrias de electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio e de captação, tratamento e distribuição de água, registaram variações de 3,3 % e -0,9 %, respectivamente”, lê-se na nota do INE.

Ainda a mesma fonte, o Índice de Preços na Produção Industrial (IPPI) diminuiu cinco por cento no primeiro trimestre de 2024, relativamente ao trimestre homólogo e justifica esta diminuição pela influência das indústrias de electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio e da indústria extractiva, com variações de -4,8 % e -0,6 %, respectivamente.

No trimestre em análise, segundo a mesma fonte, o Índice de Volume de Negócios (IVNI) apresentou uma variação homóloga de 14,8 %, enquanto que nas indústrias extractivas, registou-se uma variação do volume de negócios negativa de 18,5 %.

O INE explica ainda, que o volume de negócios na secção das indústrias transformadoras registou uma variação de 22,9 % e as secções de electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio e de tratamento e distribuição de água registaram variações homólogas de 8,9  % e -5,9 %, respectivamente.

O INE especificou ainda que o primeiro trimestre de 2024 a variação dos índices de emprego e de horas trabalhadas na indústria foram de -3,5 % e -3,2 %, tendo a secção das indústrias extractivas registado variações homólogas de -39,9 % em relação ao índice de Emprego e de -37,1 % em relação ao índice de Horas Trabalhadas.

Na secção das Indústrias Transformadoras, realça a nota, registou-se uma variação homóloga de -5,8 % no índice de emprego e -4,8 % no índice de horas trabalhadas.

Já nas secções de electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio e de tratamento e distribuição de água, as variações registadas no índice do emprego é de -1,2 % e 2,9 %, enquanto que no índice de horas trabalhadas, foram registadas variações de -1,4 % e 1,9 %.

Os dados do INE, revelam ainda que no primeiro trimestre de 2024, a taxa de variação homóloga das remunerações brutas na indústria foi de 2,8 %, sendo que neste período, as indústrias extractivas e Indústrias transformadoras registaram variações no índice de remunerações de - 15,6 % e 4,3 %.

PC/HF

Inforpress/Fim

17-06-2024 13:10

João Teves, 17 Jul (Inforpress) - A vereadora do Comércio e Finanças garantiu hoje à Inforpress que São Lourenço dos Órgãos vai voltar a ter ainda este mês uma nova máquina ATM, visando devolver este “serviço essencial” à população deste município santiaguense.

Segundo Surzi Reis, a colocação e gestão do equipamento ATM será feita pela entidade bancária Caixa Económica de Cabo Verde (CECV), em resultado de uma parceria entre o banco e a câmara liderada por Carlos Vasconcelos.

“Acreditamos que ainda este mês de Junho a máquina ATM vai entrar em funcionamento, tendo em conta que o equipamento já foi instalado, faltando apenas algumas configurações para que entre em funcionamento pleno”, perspectivou.

A autarca lembrou que o município perdeu, há quase um ano, o acesso à única máquina ATM, instalada nas imediações dos Correios de Cabo Verde (CCV), em João Teves, que foi removida por parte da entidade proprietária, Banco Comercial do Atlântico (BCA), por motivos operacionais.
Esta situação, acrescentou, sujeitou os munícipes a se deslocarem aos concelhos mais próximos para usufruírem deste serviço.

Em Santiago Norte, a vila piscatória de Ribeira da Barca, no município de Santa Catarina, também continua sem acesso à máquina ATM há mais de um ano, aspecto que “prejudica” a vida das populações e a economia local, segundo os moradores e operadores económicos e turísticos.

Para o presidente da Associação do Pescadores e Peixeira de Ribeira da Barca (APPRB), José Rui Oliveira, “não é aceitável” que uma zona turística, piscatória e com “grande número” de funcionários públicos, fique tanto tempo sem este serviço, que considerou rentável para a empresa que gere.

“Esta situação tem impactado pela negativa a nossa vida e a economia local”, ajuntou o líder associativo.

No entanto, uma fonte da Delegação Municipal de Ribeira da Barca garantiu à Inforpress que um novo equipamento já se encontra naquela comunidade, faltando apenas a instalação pela entidade proprietária, o Banco Comercial do Atlântico (BCA).

FM/AA

Inforpress/Fim

17-06-2024 10:30

Porto Novo, 17 Jun (Inforpress) – A décima oitava edição da feira agropecuária de Santo Antão, que terminou na noite de domingo, 16, na cidade do Porto Novo, foi “uma grande oportunidade de negócios”, segundo o balanço feito pelos expositores à Inforpress.

Os expositores dizem ter feito, durante o certame, que teve a duração de três dias, “uma boa venda”, considerando a feira uma das mais antigas do país, “uma grande oportunidade de negócios”, mas também um espaço para promover a agricultura, a pecuária e o artesanato da ilha de Santo Antão.

O expositor Arlindo Lopes, do Planalto Leste, disse à Inforpress que “vendeu tudo” o que trouxe à feira, ou seja, produtores agrícolas diversos.

Este agricultor disse que a mostra tem motivado os homens do campo que, todos os anos, se preparam para trazer os mais diversos excedentes agrícolas cultivados em Santo Antão, além de produtos transformados.

Também, Octávio Inocêncio, de Chã de Branquinho, disse que teve “uma boa venda”, enaltecendo também o impacto desta feira na promoção da actividade agrícola e pecuária do município do Porto Novo e da ilha de Santo Antão.

Marciano Guilherme, do Planalto Norte, fez igualmente “um balanço positivo” da feira agropecuária de Santo Antão, evento que, a seu ver, tem permitido aos agricultores e criadores de gado divulgar os seus produtos e realizar negócios.

Na abertura desta feira, o ministro do Turismo e Transportes exortou os agricultores da ilha de Santo Antão a tirar o proveito do mercado turístico das ilhas do Sal e Boa Vista.

Carlos Santos apelou aos agricultores santantonenses a aproveitarem a oportunidade de negócio que este mercado turístico oferece, informando que, por ano, os hotéis no Sal e Boa Vista consomem cerca de 100 milhões de euros só em produtos agrícolas.

“Faço um apelo aos agricultores para se organizarem como apoio do Ministério da Agricultura e Ambiente e da câmara municipal e irem à procura do mercado turístico do Sal e da Boa Vista”, realçou o ministro do Turismo, enaltecendo o investimento que o Governo está a fazer na instalação do centro de tratamento dos produtos agrícolas em Santo Antão, “precisamente” para facilitar o escoamento dos excedentes agrícolas.

Além de ser “uma exposição de grande dimensão” dos produtos agrícolas, pecuários e artesanais, a feira constitui também “uma grande mostra da gastronomia e da cultura” santantonenses, explicou o edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca.

De acordo com a organização, a cargo da câmara do Porto Novo, “milhares” de pessoas terão passado pela feira agropecuária de Santo Antão, que contou com cerca de 60 expositores.

Esta mostra de produtos agropecuários e do artesanato de Santo Antão, que se realiza todos os anos, em Junho, no âmbito das festas de São João, teve como um dos propósitos a promoção e divulgação das actividades que estão associadas ao mundo rural (agricultura e pecuária) e ao artesanato da ilha.

JM/AA

Inforpress/Fim 

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