cultura


22-02-2024 20:35

Cidade da Praia 22 Fev (Inforpress) - A cantora Mayra Andrade vai estar em concerto intimista da “tour reEncanto", na cidade da Praia, 27 de Março, Dia da Mulher Cabo-verdiana.

A cantora cabo-verdiana estará de volta a Cabo Verde para um show intimista, voz e violão, a ter lugar na Assembleia Nacional pelas 20:30. 

Com a produção de Sigui Sabura, em celebração do Dia da Mulher cabo-verdiana, a cantora estará acompanhada do músico Djodje Almeida, conforme uma nota da organização.

Mayra Andrade irá revisitar neste espetáculo o seu catálogo de canções, desde o seu primeiro álbum, ‘Navega’ (2006), Stória, Stória (2009), Studio 105 (2010), Lovely Difficult (2013), até o último, ‘Manga' (2019), num formato acústico.

Recorda-se que a cantora é convidada de honra no Festival Azores Burning Summer, que acontece nos dias 30 e 31 de Agosto nos Açores, Portugal.

O festival celebra este ano o 10º aniversário com a Mayra Andrade e uma noite dedicada inteiramente a Cabo Verde.

TC/CP

Inforpress/Fim

22-02-2024 18:51

Mindelo, 22 Fev (Inforpress) – O presidente da Sociedade Cabo-verdiana de Autores (Soca) afirmou hoje ser preciso a criação de um “balcão único” de cobrança de direitos de autor em Cabo Verde para que o processo seja feito “de forma legal”.

Danny Spínola deu a sugestão em entrevista a Inforpress, no Mindelo, para assinalar o programa de comemoração do 19º aniversário da associação, realizado na sexta-feira, 23, e sábado, 24, em São Vicente e Porto Novo (Santo Antão), respectivamente.

Conforme a mesma fonte, que disse não querer entrar em polémicas e nem avançar nomes, o alerta é para as autoridades, já que, como sublinhou, existem duas organizações a fazerem a cobrança de direitos autorais, algo que, advogou, “não faz muito sentido”.

“A melhor forma para as coisas serem feitas correctamente é se criar um balcão único para fazer a cobrança em nome das duas organizações, assim como acontece, por exemplo, no Brasil e depois cada um de nós cuidarmos dos nossos autores e artistas sem termos problemas”, sustentou.

Isto porque, afiançou, tem acontecido “situações complicadas” de usuários com dúvida em quem podem pagar os montantes, constrangimento que só pode ser resolvido se houver uma única entidade a cobrar e depois fazer a redistribuição para as sociedades.

“É a forma mais correcta, mais clara, mais transparente das coisas funcionarem e não ter tipo uma guerrilha de território”, argumentou Danny Spínola, para quem só dessa maneira se poderá valorizar e proteger os direitos dos autores.

O responsável da Soca confirmou já terem denunciado às autoridades esta situação, que considerou como um dos condicionantes para a não valorização de direitos autorais no País, a par de “muitas entidades” que ainda se escusam pagar os devidos montantes.

Danny Spínola espera que a denúncia possa surtir efeito agora em 2024 e que a cobrança de direitos seja feita “de forma correcta e legal” e os direitos sejam distribuídos “a quem de facto merece.

“Se apenas cobrarmos e não distribuirmos os direitos, não estamos a cumprir o nosso papel”, lançou, com a ideia de o pagamento dos direitos ser primordial para o incentivo a artistas criarem cada vez mais.

A Soca, conforme a mesma fonte, tem neste momento cerca de 700 associados de várias áreas artísticas, desde música, literatura, artes plásticas e outras.

Neste mês de Fevereiro completa 19 anos de existência, que vai ser comemorado com dois concertos da cantora Fantcha, na sexta-feira, 23, no Mindelo, e no sábado, 24, em Porto Novo, (Santo Antão), que também assinalam os 40 anos de carreira da artista mindelense.

Também consta do programa de aniversário a apresentação da compilação da Soca Magazine, com 14 números compilados em três volumes, que acontece no dia 01 de Março, na Cidade da Praia.

Um evento que também servirá para assinalar o Dia Mundial da Poesia e da Árvore, comemorado a 21 de Março.

 

LN/JMV
Inforpress/Fim

22-02-2024 18:50

Mindelo, 22 Fev (Inforpress) - A Sociedade Cabo-verdiana de Autores (Soca) celebra o seu 19º aniversário com a comemoração dos 40 anos de carreira da cantora Fantcha, que protagonizará dois concertos nos dias 23 e 24, no Mindelo e Porto Novo.

Conforme informações avançadas à Inforpress pelo presidente da Soca, Daniel “Danny” Spínola, a associação pretende comemorar mais este aniversário com dois “grandes concertos” de Fantcha, o primeiro na sexta-feira, 23, em parceria com o Centro Cultural do Mindelo, e o outro no sábado, 24, na Aldeia Cultural “Nós Raiz”, em parceria com a Câmara Municipal do Porto Novo, Santo Antão.

Dois eventos que, segundo a mesma fonte, ficaram decididos durante o espectáculo realizado recentemente pela Soca, na cidade da Praia, e no qual se reconheceu Fantcha com Medalha de Mérito, também pela sua carreira, que agora completa 40 anos.

“Foi uma grande coincidência que caiu bem e agora vamos assinalar o nosso aniversário com uma grande artista e um grande momento”, considerou Danny Spínola, para quem serão “duas grandes noites”.

Questionado ainda sobre o balanço destes 19 anos, o presidente da Soca garantiu ser “muito positivo”, primeiramente por já terem distribuídos “mais de 16 mil contos” a mais de 160 artistas como pagamento pelos direitos de autores e ainda “mais de seis mil contos” como pagamento a artistas que participaram de eventos realizados pela sociedade.

Por outro lado, remarcou as homenagens feitas a vários dos seus associados, entre estes, Titina Rodrigues, Zezé e Zeca de Nha Reinalda, Assol Garcia, Marino Silva, Cesário Boca, Gardénia Benrós, Djosinha e vários outros.

Mais ainda, ajuntou, os 19 anos de existência também estão reflectidos em 14 edições da revista Soca Magazine, que já retratou vida e obra de vários artistas, e também em várias actividades já realizadas sempre com intenção de promover autores e fazer a distribuição dos direitos para valorização dos trabalhos.

Razões, conforme Danny Spínola, mais do que suficientes, para comemorar mais este aniversário, que tem na programação os dois concertos de Fantcha, que vai estar acompanhada por Bau e Banda, e ainda a apresentação da compilação da Soca Magazine, com 14 números compilados em três volumes, que acontece no dia 01 de Março, na cidade da Praia.

Um evento que também servirá para assinalar o Dia Mundial da Poesia e da Árvore, comemorado a 21 de Março.

A Soca, criada a 19 de Fevereiro de 2005, é uma pessoa colectiva de direito privado, sem fins lucrativos, de natureza associativa e de adesão voluntária.

Tem por objecto a gestão, protecção e promoção dos direitos morais e patrimoniais dos autores de todos os géneros e formas de criação literária, artística e científica, de entre outras.

LN/CP

Inforpress/Fim

22-02-2024 12:09

Mindelo, 22 Fev (Inforpress) - O responsável da Serenata Produções, Kikas Silva, disse hoje à Inforpress que está tudo a postos para a 12ª edição da gala Vozes das Ilhas que, no sábado, levará ao palco 12 artistas para homenagear as ilhas cabo-verdianas.

Após o adiamento do evento, que deveria acontecer em Janeiro, por causa da Bruma Seca, Kikas Silva garantiu que os artistas representantes de São Vicente já iniciaram os ensaios e os outros já começam a chegar na ilha para participar do evento.

Para esta 12ª edição, explicou, vão participar com 11 artistas, dos quais três representam São Vicente, ilha anfitriã do evento, além de Santa Luzia, ilha desabitada.

“Os músicos começam a chegar hoje embora já iniciamos os ensaios com o pessoal representante de São Vicente e outros chegam na sexta-feira. Teremos 11 artistas no palco para duas horas de espetáculo”, afirmou Kikas Silva para quem o público tem sido maravilhoso porque tem aderido às várias edições da gala Vozes das ilhas.

Santo Antão será representado por Ailine Lopes, São Vicente por Vanduka Lima, Riza Sanches, e Nilton Gomes, São Nicolau por Betânia Almeida, Sal por Vanice da Luz, Boa Vista será representado por Boni Oliveira, Maio por Jorge Tavares, Santiago por Zé Viola, Fogo por Yacine Rosa e Brava por Arlindo Rodrigues. Já Santa Luzia será representada por um convidado surpresa.

CD/ZS

Inforpress/Fim

21-02-2024 20:18

Mindelo, 21 Fev (Inforpress) – O Centro Cultural do Mindelo acolhe no próximo dia 08 de Março o concerto de lançamento do segundo álbum do artista Romeu Di Lurdis,  “Kurason Abertu”,  que retrata de “forma sentimental e romântica” aventuras amorosas.

Conforme informações do centro, o espectáculo acontece no Grande Luís Morais Auditório e está enquadrado na rubrica Jazz Verde.

O evento dará a oportunidade dos mindelenses conhecer este segundo disco de originais de Romeu Di Lurdis, gravado em 2023 e produzido totalmente por Kim Alves, nos Estados Unidos da América.

“Korason Abertu é um álbum sentimental, romântico, que retrata profundamente as nossas aventuras amorosas e as nossas dimensões afectivas e familiares na língua cabo-verdiana”, lê-se no comunicado do Centro Cultural do Mindelo (CCM)
Este trabalho, com 12 faixas musicais, traz, segundo a mesma fonte, um Romeu Di Lurdis com “uma visão de composição mais aberta relativamente à sensibilidade dos temas e os seus arranjos musicais atravessam oceanos e passam pela América Latina e faz uma forte paragem no Brasil”.

O músico e compositor Romeu Di Lurdis gravou as suas primeiras canções na Cidade da Praia em 2008/2009, e desde então as suas letras têm retratado o amor e a tradição do quotidiano crioulo.

Os seus temas, “Dja n Rastora, “Fera na Sukupira”, “Vistu Merka”, “Pon di Fonga” já foram interpretados por artistas como Sara Tavares, Ceuzany, Neuza de Pina e o grupo Ferro Gaita.
Tem vindo a actuar em diferentes palcos da África, Europa e Américas.

Amoransa, com 14 temas, foi o seu primeiro disco de originais e que contou com produção de Ivan Medina e Yuri da Graça e participação de Princezito, Ineida Moniz e Victor Duarte. Este foi gravado e lançado em 2018, na Cidade da Praia.

LN/JMV
Inforpress/Fim

21-02-2024 19:53

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O director da produtora e organizadora do Kriol Jazz Festival Harmonia mostrou-se hoje satisfeito com os preparativos do evento, que estão fechados em 80 por cento (%) e com uma avaliação muito positiva dos anos anteriores.

José da Silva fez estas afirmações à imprensa, durante a assinatura do protocolo entre o Ministério da Cultura e a produtora Harmonia, que é a organizadora do Kriol Jazz Festival, realizada esta tarde na Cidade da Praia.

De acordo com o organizador, o ponto de situação dos preparativos para a realização da 13ª edição do referido evento é muito melhor do que o registado nos anos anteriores, tendo garantido que tudo está a correr bem.

“Como sabem, anunciamos o cartaz do Krol Jazz Festival no passado mês de Janeiro e temos tido alguma dificuldade em anunciar o cartaz devido a problemas ligados a parcerias, mas este ano tentamos adiantar e anunciar o cartaz no mês de janeiro, o que nos levou a trabalhar nas questões ligadas com viagens dos artistas e actualmente 80% do festival já está fechado antes mesmo do habitual”, declarou.

Após três anos de tentativas e com contrato assinado antes da pandemia, é desta vez que a organização do Kriol Jazz Festival vai trazer o artista maliano Salif Keita, “um dos maiores nomes da música mundial”, a Cabo Verde.

A 13.ª edição do Kriol Jazz Festival acontece nos dias 4, 5 e 6 de Abril na Praia e a abertura está a cargo dos artistas Jorge Pardo & Armando Orbón (Espanha) e do cabo-verdiano Soren Araújo, que se apresenta em trio acompanhado do guitarrista santantonense Pelada e do percussionista santiaguense Ndu.

No dia 5, sobe ao palco o artista cabo-verdiano Tibau Tavares,  acompanhado da Munganga Band (Áustria), que em conjunto já pisaram vários palcos internacionais e que trazem pela primeira vez o show ao país.

A abertura do último dia do festival (dia 6) está a cargo da banda cabo-verdiana Pret e Bronk e da artista Jenifer Solidade, que vai actuar pela primeira vez no KJF.

Depois sobe ao palco Hermeto Pascoal, que “é um monumento de jazz” no Brasil. 

“Há muito anos que estávamos a tentar trazer o artista e desta vez conseguimos. Com ele tudo é possível, nunca os seus shows são iguais e esperamos ter um Hermeto (Pascoal) em forma para ter um show de grande qualidade”, perspectivou Djô da Silva

Ainda no último dia está programada a atuação do Kriolatino, que é um projeto composto por cinco músicos cabo-verdianos e cinco , cubanos que durante uma semana vão ensaiar para apresentar um show de mistura crioula e latina. Zubikilla Spencer, Fábio Ramos, Hernani Almeida, Toninho e Khaly Angel são alguns dos artistas que fazem parte deste projeto.

Esta edição do KJF está orçada em 28 mil contos, sendo que a Câmara Municipal contribuiu com 10 mil contos. A organização ainda conta com o apoio do Fundo do Turismo e do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.
 
CM/JMV
Inforpress/Fim.
 

21-02-2024 14:57

Ribeira Grande, 21 Fev (Inforpress) – A professora de Língua Cabo-verdiana na escola secundaria Suzete Delgado, Ribeira Grande, Santo Antão, Maria Assunção defendeu hoje a necessidade de se “valorizar” língua materna justificando que é através dela que se manifesta a identidade e cultura.

A educadora explicou que há dois anos lecciona a disciplina experimental de Língua Cabo-verdiana e até então o único “problema” está na padronização e oficialização da mesma.

Mesmo com esse “constrangimento” a docente sublinhou que a disciplina é um “sucesso” e os alunos têm tido uma avaliação positiva nas notas finais.

“Trata-se de uma disciplina opcional, ou seja, são os alunos que a escolhem e por isso esta motivação. Eles abraçaram a causa e tem sido muito interessante lecionar a Língua Cabo-verdiana. O sistema de avaliação diferente pois, no âmbito da reforma do ensino o teste conta como 50 por cento (%) e temos outros elementos que complementam os outros 50 por cento (%)”, explicou.

São nove variantes da Língua Cabo-verdiana, que, segundo Maria Assunção, não “interferem” no ensino e aprendizagem dos estudantes, pois, segundo a mesma fonte, através do Alfabeto Unificado para a Escrita do Cabo-Verdiano (ALUPEC) os alunos escrevem e leem em qualquer das variantes.

Cada ilha, segundo a professora, ensina a sua variante e exemplificou o caso dela que é de Santo Antão e leciona na variante da sua ilha.

“Tem uma gramática rica e a variante de Santo Antão em particular tem várias obras na variante da ilha e por exemplo temos o texto que já trabalhamos que é a historia de Ti Lobo e Ti Pede escrito na variante de Santo Antão no tempo do alfabeto etiológico. Tivemos uma evolução no nosso alfabeto tendo em conta que a Língua Cabo-verdiana é estudada desde o seculo XIX”, salientou.

Outrossim, Maria Assunção avaliou a implementação da disciplina de Língua Portuguesa de forma positiva e justificou que ela é a “nossa língua materna e a língua de afecto” em que as pessoas se sentem “à vontade” em expressar.

“Também podemos servir da nossa língua materna como estratégia para aprender outras disciplinas. É importante aprender a língua materna porque ela nos ajuda a aprender e ter conhecimento noutras áreas”, pontuou.

Por sua vez, a aluna da disciplina de Língua Cabo-verdiana Djanaina Silva disse que que escolheu a matéria porque queria “aprofundar e entender” mais sobre a língua materna.

“Não me arrependo desta escolha, pois nem imaginava que a nossa língua era tão rica”, enfatizou.

O Dia Internacional da Língua Materna é uma comemoração mundial anula realizada em 21 de Fevereiro para promover a conscientização sobre a diversidade linguística, cultural e multilinguismo.

Este foi anunciado pela primeira vez pela Unesco em 17 de Novembro de 1999, e foi formalmente reconhecido pela Assembleia Geral da Nações Unidas com a adoção da resolução 56/262 d ONU em 2002.

O Dia da Língua Materna faz parte de uma iniciativa mais ampla "para promover a preservação e proteção de todas as línguas usadas pelos povos do mundo", conforme adotado pela Assembleia Geral da ONU em 16 de Maio de 2007 na resolução 61/266 da ONU, que também estabeleceu 2008 como o Ano Internacional das Línguas. 

A ideia de comemorar o Dia Internacional da Língua Materna foi iniciativa de Bangladesh.

Ali, 21 de Fevereiro é o aniversário do dia em que o povo de Bangladesh então Paquistão Oriental lutou pelo reconhecimento da língua bengali. Também é comemorado em West Bengal, Índia.

LFS/AA

Inforpress/Fim

21-02-2024 14:55

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O Festival Azores Burning Summer, que acontece nos dias 30 e 31 de Agosto nos Açores, Portugal, celebra este ano o 10º aniversário com a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade e uma noite dedicada inteiramente a Cabo Verde.

“Temos a imensa felicidade de partilhar contigo as primeiras novidades daquela que será a grande festa de celebração dos 10 anos do “Burning”. Mayra Andrade e Moullinex  LIVE são os nossos convidados especiais e a primeira noite do festival será inteiramente dedicada a Cabo Verde”, lê-se na página oficial do Festival Azores Burning Summer.

Mayra Andrade irá presentear o grande público com o seu mais recente trabalho “reEncanto”, acompanhada pelo compatriota Djodje Almeida na guitarra acústica.

O Azores Burning Summer nasceu com o propósito de celebrar a mítica Praia dos Moinhos e deixar um contributo positivo na sociedade através da promoção da sustentabilidade.

O “Burning” cresceu sem desvirtuar a sua identidade nem penalizar o lugar onde acontece, muito pelo contrário.

O festival apresenta um programa alternativo onde a qualidade e a diversidade das propostas são prioridade. Apostamos nas músicas do mundo como forma de unir as pessoas em torno de causas comuns.

TC/ZS

Inforpress/Fim

21-02-2024 13:31
21-02-2024 13:05

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O estudioso de Língua Cabo-verdiana Marciano Moreira considerou hoje, na cidade da Praia, que 50% das palavras em crioulo são faladas da mesma maneira em todas as variantes, e propõe um estudo “exaustivo” para padronização do crioulo.

Marciano Moreira falava à imprensa à margem do Webinar -Valor Patrimonial do Crioulo Cabo-verdiano, promovido pelo Instituto do Património Cultural (IPC) para celebrar o Dia Internacional da Língua Materna, assinalado anualmente a 21 de Fevereiro.

Para este ano, o lema versa sobre "Educação Multilingue - um pilar da aprendizagem intergeracional" e o linguista foi convidado a palestrar sobre o "Valor Patrimonial da Língua Materna em Cabo Verde e na Diáspora".

"No meu ponto de vista o caminho apropriado que se conjuga com o nosso sistema democrático, onde cada pessoa tem o mesmo valor e um voto, é aquele que parte da representatividade de cada realização lexical ou sintática e verifica a sua abrangência. Isso pressupõe estudar e realizar um levantamento exaustivo de todas as variantes, identificando primeiro as realizações que são comuns, ou seja, palavras faladas da mesma maneira, e o nosso fundo lexical atinge 50%, significando que metade das palavras em Cabo Verde é falada da mesma maneira”, enfatizou.

Posto isto, acrescentou, há que analisar as diferenças e determinar as outras realizações que podem não ter a maioria dos usuários, mas pode ser tomado como exemplo as duas realizações que têm mais usuários.

Por outro lado, debruçando sobre o valor patrimonial da língua crioula na diáspora, Marciano Moreira sublinhou que a diáspora cabo-verdiana só o é se apresentar as características de Cabo Verde que tem como um dos elementos a língua materna.

"Se a diáspora perder nossa língua, perderá um dos elementos principais. Para evitar essa perda, é importante que toda a diáspora, com o apoio do próprio Estado, tenha a consciência de que a língua cabo-verdiana é o principal elemento que nos une, que carrega nossa cultura e nos permite vivenciá-la", frisou o especialista.

Por seu turno, a directora do Património Imaterial, Carla Semedo, explicou que o lema 'Educação Multilingue - um pilar da aprendizagem intergeracional', escolhido para celebrar o Dia Internacional da Língua Materna este ano, consiste em perceber como, em todas as faixas etárias, a apropriação da língua está a ser vivenciada.

Afiançou ser necessário compreender as variações e alternativas quando se pensa nas variantes de línguas e como as pessoas criam alternativas além do oficial, tendo vincando que na diáspora percebe-se que há toda uma apropriação dependendo de cada realidade e que o crioulo está presente na Europa, América e África.

Quanto às variantes do crioulo, referiu que não é um impedimento para a oficialização da língua, mas há que ser gerido e trabalhar para que realmente possa ser criado uma uniformidade apesar das variações.

Ainda relativamente aos trabalhos desenvolvidos para a oficialização do crioulo, foram realizadas várias experiências piloto nas escolas primárias para o ensino do crioulo. Segundo Carla Semedo, o caminho é promissor para a implementação do crioulo em várias outras escolas.

TC/ZS

Inforpress/Fim

21-02-2024 12:49

Lisboa, 21 Fev (Inforpress) – O linguista e investigador alemão Hans-Peter Heilmair apontou os desafios enfrentados na preservação do crioulo como língua materna em Cabo Verde e indicou as iniciativas necessárias para promover seu reconhecimento e desenvolvimento contínuo.

Em declarações à Inforpress, em Lisboa, no âmbito do Dia Internacional da Língua Materna, hoje assinalado, Peter destacou a importância de integrar o crioulo no sistema educacional do país desde as etapas iniciais da escolarização.

O investigador enfatizou a necessidade, não apenas de ensinar a disciplina Crioulo, mas também de permitir que o ensino seja conduzido na própria língua crioula, uma abordagem que, segundo ele, reduziria os constrangimentos enfrentados por alunos e professores ao lidar exclusivamente com o português.

“Foi introduzido a disciplina Crioulo no 10º ano, agora está no 11º ano, mas não é só isso. Onde se deve a atacar é logo no início da escolarização, ensinado matérias em crioulo, mas também ensinar em crioulo para tirar todo esse constrangimento que existe junto dos alunos, e até dos professores, quando tudo tem que ser em português”, explicou.

Neste sentido, o linguista partilhou os objectivos do projecto bilíngue liderado por sua colega Ana Josefa, que demonstrou os benefícios de permitir que os alunos se expressem em crioulo, “aumentando sua autoestima e facilitando o aprendizado”, mas lamentou a falta de continuidade desse projecto devido à escassez de recursos financeiros.

“Isto é um trabalho que implica a criação de materiais didácticos e dinheiro, ou seja, um investimento que depois vale a pena, porque terá retorno, não nos primeiros dias, é claro, até porque o crioulo faz parte da identidade cultural e da coesão social das pessoas (…). Por isso que acho que dizer que temos que impedir que haja mais descriolização é mesmo defender a identidade cabo-verdiana e a coesão social”, defendeu.

Em relação à oficialização do crioulo, Peter argumentou que isso abriria novas oportunidades de desenvolvimento socioeconómico e cultural para Cabo Verde, tendo enfatizado que a oficialização não implicaria a exclusão do português, mas sim na garantia de que ambas as línguas fossem valorizadas e ensinadas de forma sistemática.

“Isso é muito complicado porque nós temos que primeiro chegar à conclusão qual vai ser o crioulo padrão, por causa das variantes. É uma questão que tem que ser atacada. Houve uma primeira tentativa, pouco depois da independência, durante o Colóquio do Mindelo, em 1979, em que se decidiu que o crioulo padrão seria a variedade de Santiago, o que causou celeuma (…). Temos que passar por um período em que haja pelo menos duas variedades principais, para satisfazermos o barlavento e o sotavento e todas as contingências culturais”, considerou.

Para o investigador, neste momento as pessoas deslocam-se, por exemplo, de São Vicente e outras ilhas, para a ilha de Santiago, devido à necessidade, resultando, lentamente, em um “intercâmbio linguístico entre as variedades, sem menosprezar a identidade muito forte, dessas variedades”.

Hans Peter, que há dois anos lançou o livro “Crioulo e Português em Cabo Verde – Um repto entre diluição e afirmação”, comparou a situação de Cabo Verde ao processo de uniformização, de forma rápida, da língua tétum, falada e escrita, em Timor-Leste.

Por isso, destacou a necessidade de se avançar com medidas concretas para promover o crioulo sem desconsiderar a importância do português como língua de comunicação internacional.

O Dia Internacional da Língua Materna é uma comemoração mundial anual realizada a 21 de Fevereiro, para promover a conscientização sobre a diversidade linguística e cultural e para promover o multilinguismo.

DR/ZS

Inforpress/Fim

21-02-2024 8:22

Ribeira Brava, 21 Fev (Inforpress) – A Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau procedeu terça-feira, 20, ao lançamento da primeira pedra da obra de requalificação da Rotcha Scribida, uma das sete maravilhas do concelho.

O projeto enquadra-se no âmbito do programa de valorização turística e ambiental do vale de Ribeira Prata e Fragata, está orçado em dois mil contos e om um prazo de execução de seis meses.

Segundo o presidente da câmara do Tarrafal, José Freitas de Brito, trata-se de uma obra que terá “grande impacto” na comunidade, mas também é um “acto simbólico” que visa valorizar a história da localidade de Ribeira Prata.

“É um atrativo nacionalmente conhecido através da música Rotcha Scribida, mas também Ribeira Prata tem uma história única e, portanto, a valorização de este espaço será um atrativo turístico e não só”, concretizou a mesma fonte.

O autarca realçou ainda que no âmbito do programa de valorização das aldeias turísticas outras acções serão desenvolvidas na localidade, como a transformação da lavandaria local num centro de transformação de produtos.

O lançamento da obra foi presidido pelo ministro de Educação, Amadeu Cruz, que considerou o acto de valorização das tradições da localidade e da ilha.

“Por detrás de Rotcha Scribida há um conjunto de mitos e lendas que precisam ser valorizados na óptica de qualificação da oferta turística, na perspectiva de inclusão de valores identitários e culturais nesta oferta”, realçou.

A requalificação Rotcha Scribida está orçada em 2 mil contos, com um prazo de execução de seis meses, cujas obras estão a cargo da empresa Rotex.

WM/AA

Inforpress/Fim

21-02-2024 1:53

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – A Associação da Língua Materna Cabo-verdiana (ALMA-CV) promove este sábado, 24, um debate alargado com especialistas estrangeiros e nacionais sobre a valorização da língua materna cabo-verdiana.

O fórum, de acordo com uma nota de imprensa, é realizado com a Universidade de Cabo Verde e visa promover um debate alargado, com a colaboração de especialistas nacionais e estrangeiros, que se têm dedicado a esta matéria, no âmbito do Dia Internacional da Língua Materna, que se assinala hoje, 21 de Fevereiro.

Segundo a nota, a conferência inaugural será proferida pelo linguista ganês Kofi Yakpo, que é professor de Linguística na Universidade de Hong Kong, salientando que a sua pesquisa versa a evolução das línguas em sociedades multilingues, com enfoque no continente africano e na diáspora africana.

A mesma fonte adianta ainda que o evento conta igualmente com a presença do Presidente da República, José Maria Neves, que também proferirá uma conferência na ocasião.

Durante o evento serão abordados temas como a institucionalização da língua crioula- perpectivas, política linguística actual e as suas consequências, desconstrução de ideias erradas- mitos sobre a língua cabo-verdiana.

A ALMA-CV foi criada em 2022 e é uma associação que visa “impulsionar a mudança de política linguística” no país e tem como membros linguistas, investigadores e profissionais de várias áreas, personalidades ligadas à promoção da língua cabo-verdiana, historiadores, artistas, entre outros.
O Dia Internacional da Língua Materna é celebrado anualmente em 21 de Fevereiro em todo o planeta.
Criada pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 17 de Novembro de 1999, o Dia Internacional da Língua Materna tem o objetivo de promover a diversidade linguística e cultura entre as diferentes nações.

Além disso, esta data também convida a todos os países membros da UNESCO e suas matrizes a refletirem sobre a preservação das particularidades linguísticas e culturais de cada sociedade.
 
CM/JMV
Inforpress/Fim

21-02-2024 1:40

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O poeta cabo-verdiano José Luiz Tavares insurgiu-se hoje contra o ressurgimento do “velho tropicalismo” à volta do crioulo cabo-verdiano, apesar de existir “uma vontade soberana popular e nacional forte” em prol da dignificação da língua cabo-verdiana.

“Não vai ser um processo fácil tudo o que é necessário fazer-se em termos institucionais e práticos pela língua cabo-verdiana, porquanto ao mesmo tempo que vemos uma vontade soberana popular e nacional forte em prol da dignificação da língua cabo-verdiana, vemos o ressurgimento do velho luso-tropicalismo”, afirmou o escritor em declarações à Inforpress, a propósito do Dia Internacional da Língua Materna, hoje assinalado.

“Um fantasma derrotado pela história, se bem que nestes dias nas bocas do mundo por via de um livro indigente, metódica e consteudisticamente, que não apresenta tese nenhuma, como quer o seu autor, mas limita-se a reafirmar marketeiramente uma conhecida doxa cultural com relação ao entendimento duma cabo-verdianidade plena e assumidamente descomplexada”, criticou.

Para José Luiz Tavares, esse “velho luso-tropicalismo” manifestou-se, tempo atrás, “através duma barriga de aluguer (pois todos conhecem a mão que engendrou o nascituro, ainda que fosse outra a parturiente) e que consistiu nessa aberração legislativa que foi a pseudo-aprovação do estatuto de património cultural nacional para a língua portuguesa de Cabo Verde”.

Sublinhando que a língua portuguesa em Cabo Verde é uma assinalável herança cultural derivada do processo histórico do arquipélago, o poeta diz, porém, que “não consentimos, não consentiremos, que velhos ou novos supremacistas linguísticos a venham brandir como estratégia ou factor de menorização da língua cabo-verdiana, língua do território, como a define a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, traduzida por ele para a língua cabo-verdiana.

“Com essa atitude provocatória e desesperada, os supremacistas linguísticos fomentam na mente dos jovens conscientes do processo histórico cabo-verdiano, orgulhosos das raízes e alicerces da sua identidade, um menosprezo e desafecto, a todos os títulos pernicioso, pela língua portuguesa”, disse, considerando que o efeito provocado por esses supremacistas linguísticos é “exactamente o oposto do pretendido” e que tem dado conta disso nos seus contactos locais com jovens e menos jovens.

O escritor defendeu que o “declínio da língua portuguesa em Cabo Verde” é uma perda cultural e civilizacional que não pode ser combatida com “atitudes supremacistas”.

“Oxalá essas atitudes supremacistas, nuns casos, e neocoloniais, noutros, não venham a redundar no que tem acontecido nalguns países da nossa sub-região africana, em países como o Mali e o Burkina Faso, onde a língua francesa passou de oficial a simples língua de trabalho. Não é desejável que isso venha a acontecer em Cabo Verde, pois seria uma perda irreparável e que nos empobreceria enquanto agregado civilizacional e humano”, vincou.

Contudo, disse que isso seja dito com toda a frontalidade: "os cabo-verdianos conscientes não fraquejarão no combate pela paridade constitucional, educacional e civilizacional entre a língua natural dos cabo-verdianos destas ilhas e a língua oficializada portuguesa, língua da administração e, por ora, a única dos actos e dos negócios do Estado".

JMV/HF

Inforpress/fim

21-02-2024 1:06

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) - O escritor cabo-verdiano José Luiz Tavares denunciou hoje, em entrevista à Inforpress, o que considera ser um “simulacro” e uma “fraude” no processo de introdução no ensino da língua cabo-verdiana.

“O processo de introdução no ensino é um simulacro e uma fraude à Constituição. Como é que é possível dignificar a língua cabo-verdiana colocando o seu ensino nos últimos anos do secundário, como matéria opcional, sem professores formados para tal?”, questionou o poeta e tradutor de Camões, Fernando Pessoa e da Declaração Universal dos Direito Humanos para a língua cabo-verdiana.

Para José Luiz Tavares, ao proceder-se dessa forma, dá-se a ideia que há um intuito de fazer com que os resultados alcançados não sejam satisfatórios e, desse modo, com base nisso, encontrar-se um “alibi para postergar para um futuro incerto a sua introdução plena no ensino”.

Em declarações hoje à Inforpress, Dia Internacional da Língua Materna, o mais premiado poeta cabo-verdiano considerou que em termos institucionais Cabo Verde não deu um único passo em frente.

“Pudera! se um dos conselheiros do primeiro-ministro é um dos maiores reacionários linguísticos em matéria da língua materna cabo-verdiana”, ironizou.

E prosseguiu: “Não se pode perguntar a um ser humano se ele quer aprender a sua língua, ou se ele quer ser livre: é uma pergunta ilegítima, porque o homem nasce livre, e a primeira manifestação dessa liberdade é capacidade de ele exprimir a sua mundividência por escrito ou oralmente na sua língua natural”.

O processo do ensino massivo da língua materna, acrescentou, tem que começar com a formação de professores e investigadores, e com a introdução em todos os cursos das universidades públicas cabo-verdianas uma disciplina de introdução aos estudos da língua cabo-verdiana ou cabo-verdiano elementar, e negociar com as universidades privadas também a sua introdução.

Defendeu que nos concursos para lecionação nas universidades devia haver o quesito do domínio formal escrito da língua cabo-verdiana, “que é uma forma de incentivar os professores” a aprender formalmente a língua cabo-verdiana.

“Aliás, a Universidade de Cabo Verde devia ter cursos de língua cabo-verdiana em horário pós-laboral para os seus docentes, cuja esmagadora maioria não domina formalmente a sua língua natural”, observou.

JMV/CP

Inforpress/fim

20-02-2024 12:52

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) –  O diretor-geral do Atlantic Music Expo (AME), Gugas Veiga, anunciou hoje, na cidade da Praia, que a organização desta feira mundial de música já está sediada no Palácio da Cultura Ildo Lobo.

Gugas Veiga falava à Inforpress sobre os preparativos do AME 2024, que acontece de 01 a 04 de Abril, na capital cabo-verdiana, e está orçado em cerca de 20 mil contos.

No ano passado, a organização do AME solicitou ao Ministério da Cultura um espaço próprio para incubação, visando aprimorar os preparativos deste evento, considerado hoje um “marco” cultural de Cabo Verde e possibilitar uma abordagem “mais” profissional.

O evento que está em sua 10ª edição tem tomado uma proporção “gigante”, tendo já passado, segundo o director-geral, mais de 700 músicos, mais de 200 bandas e artistas, mais de 200 jornalistas nacionais e internacionais, daí a necessidade de aperfeiçoar a cada ano.

"Já estamos incubados, recebemos a chave do espaço há cerca de duas semanas e neste momento estamos mobiliando o local. O espaço será de grande valia, pois teremos um local fixo para trabalhar durante o ano inteiro. É algo que nunca tivemos antes, sempre fizemos nosso trabalho a partir das nossas casas ou dos escritórios de cada membro da organização", enfatizou Gugas Veiga.

Normalmente, explicou, uma semana antes do evento, os membros do AME reuniam-se no Palácio da Cultura Ildo Lobo, para ultimar os preparativos, e dividiam o escritório com outros funcionários, uma situação um pouco complicada”, como caracterizou.

Agora poderão desenvolver um trabalho mostrando maior profissionalismo, podendo contratar profissional em tempo integral para gerenciar o escritório e lidar com os assuntos burocráticos do dia-a-dia.

“Ter o nosso próprio espaço nos dá outro tipo de autonomia e permite-nos, com alguma antecedência e durante todo ano, ter um local de trabalho adequado e vai nos permitir contratar uma pessoa para trabalhar a nível de secretariado o que nos vai ajudar, e muito, no nosso trabalho”, vincou Gugas Veiga para quem o cartaz do AME 2024 está a ser concluído.

Ressalva-se que, na 9ª edição do AME, participaram 515 delegados entre os quais 80 músicos nacionais e internacionais, 120 artistas em 26 actuações de 15 nacionalidades, 50 jornalistas nacionais e internacionais de 23 nacionalidades e 60 profissionais da área musical que foram convidados pela organização.

TC/HF

Inforpress/Fim

20-02-2024 11:27

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) – O Palácio da Cultura Ildo Lobo, cidade da Praia, acolhe este sábado, 24, pelas 19:00, o concerto do Cachupa Psicadélica – alter ego artístico de Lula´s, que é um dos integrantes do grupo.

Numa produção da InSulada, Cachupa Psicadélica tem habituado o público com momentos de “clara vanguarda e enorme visão alternativa” da música de Cabo Verde.

 “Criador de experiências musicais, é experimental na medida certa – o que faz com que consigamos criar em nós os ambientes necessários”, notou a Insulada sobre Lula´s numa nota enviada à Inforpress.

Conforme a mesma fonte, tudo é feito com base em informações sonoras de origem múltipla, que passam pelo som de Seattle e incorporam elementos do rico oásis de guitarras da África - os sons do Mali. Contudo, tudo isso é fundamentado em uma tela produzida em Cabo Verde e forma o som - Cachupa Psicadélica - que o próprio define como: “música para fazer fotossíntese”.

As cordas que darão som ao “Patio Txon di Morgado” serão marcantes, pelo que todos estão convidados a uma viagem baseada no ambiental-electro, no dia 24 de Fevereiro.

Em Portugal o nome de Cachupa Psicadélica é a marca de uma geração que se foi impondo e propondo fusões musicais e que por tal ganhou vários palcos portugueses e Festivais dos mais renomados.

TC/ZS

Inforpress/Fim

20-02-2024 9:44

Lisboa, 20 Fev (Inforpress) – O linguista alemão Hans-Peter Heilmair, um entusiasta da cultura e língua cabo-verdianas, destacou a importância da língua materna de Cabo Verde, indicando que é preciso promover e preservar a mesma dentro e fora do país.

Em declarações à Inforpress, em Lisboa, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Língua Materna, assinalado a 21 de Fevereiro, Hans-Peter explicou que se envolve activamente na cena cultural de Cabo Verde, combinando suas habilidades como guia turístico com seu profundo interesse pela língua crioula.

“O que mais gosto de fazer e onde me empenho mais é a promoção da língua cabo-verdiana. E como é que faço isso? Eu dou aulas aqui na Associação Cabo-verdiana de Lisboa [ACV] há oito anos. E depois faço pesquisa sobre a situação do crioulo frente ao português em Cabo Verde, ou seja, o lugar que cada uma das línguas ocupa e os problemas que as duas línguas enfrentam”, explicou.

Hans Peter disse que é com o objectivo de promover uma compreensão mais profunda do crioulo entre os originários da Alemanha, Suíça e Áustria que oferece visitas guiadas para esses turistas em Cabo Verde, proporcionando-lhes uma experiência autêntica e enriquecedora.

No entanto, o linguista garantiu que é no campo da educação e pesquisa linguística que se esforça, nomeadamente nas aulas que ministra na ACV, buscando não apenas ensinar o crioulo, mas também analisar sua posição em relação ao português em Cabo Verde.

Hans Peter indicou que a sua pesquisa abrange uma variedade de tópicos, desde a dinâmica linguística até os desafios enfrentados pelo crioulo no contexto actual, tendo esclarecido que o seu livro que lançou com o título “Crioulo e Português em Cabo Verde – Um repto entre diluição e afirmação”, aborda a interacção entre o crioulo e o português, demonstrando seu compromisso em contribuir para a preservação e promoção do crioulo.

“Há dois anos publiquei um livro sobre a temática do crioulo e o português, e tenciono, através de várias actividades, sobretudo em Cabo Verde, chegar a uma conclusão e poder contribuir para travar o processo da descriolização (…). Quero contribuir para que seja possível dar espaço a cada língua e para que elas estejam em condições de serem distinguidas”, disse.

Segundo o investigador, muitas vezes, as pessoas, sobretudo na área formal, como na comunicação social, têm a tendência, quando falam ou escrevem em crioulo que fiquem muito próximas do português, ou seja, “há a tendência é colar o crioulo ao português”, o que, na sua opinião, “faz com que o crioulo perca muito da sua plasticidade da sua potencialidade e criatividade”.

Neste sentido, explicou que os seus esforços não se limitam ao ensino e à pesquisa, já que também trabalha com jornalistas e estudantes de jornalismo em Cabo Verde para sensibilizá-los sobre a importância de preservar a identidade linguística do arquipélago e incentivando-os a explorar a riqueza e a diversidade do crioulo nas suas práticas profissionais.

O investigador destacou a importância de manter a distinção entre o crioulo e o português, “desafiando a tendência de marginalização do crioulo na comunicação formal”, reiterando a necessidade de preservar o crioulo face à crescente “ameaça de descriolização”, enfatizando a sua importância como parte integrante da identidade nacional de Cabo Verde.

Além de suas actividades educacionais e de pesquisa, com os turistas alemães, Hans Peter tem promovido o crioulo, organizando programas de formação cultural que oferecem uma visão abrangente da vida e da cultura em Cabo Verde, assegurando que essas experiências têm “impactado positivamente” os participantes, ampliando a sua compreensão e apreciação da cultura e língua crioulas.

O Dia Internacional da Língua Materna é uma comemoração mundial anual realizada para promover a conscientização sobre a diversidade linguística e cultural e para promover o multilinguismo.

DR/ZS

Inforpress/Fim

20-02-2024 8:10

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) - Os escritores Germano Alameda e Joaquim Arena são os cabo-verdianos convidados para participar na edição deste ano do Festival Correntes d’Escritas, que decorre na Póvoa de Varzim (Portugal), até o dia 25.

A liberdade, a democracia e a importância da escrita enquanto arma de luta e resistência são, este ano, o mote para o Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, que recebe mais de 120 figuras literárias, de 16 nacionalidades, entre autores, tradutores, ilustradores, editores, artistas visuais e pensadores, dos quais 31 se juntam ao evento pela primeira vez.

De acordo com a organização, esta será uma edição comemorativa, “não só pelos 25 anos de Correntes d’Escritas, mas também pelos 50 anos da elevação da Póvoa de Varzim a cidade e do 25 de Abril, motivo pelo qual o programa está centrado na liberdade e na escrita enquanto veículo de resistência e luta”, temática que irá refletir-se nas 11 Mesas. 

A agenda divulgada contempla ainda cerca de 70 autores, 40 lançamentos de livros, de entre os quais um do cabo-verdiano José Luiz Tavares, e o 1º Encontro de Tradutores, além da formação de professores, visitas dos escritores às escolas, concertos, residências literárias, performances, exposições, itinerâncias pelas juntas de freguesia, cinema, intervenções nas montras do comércio local e a tradicional feira do livro.

A abertura oficial do evento será, como habitualmente, no Casino da Póvoa, às 11:00 de quarta-feira, 21, momento em que serão anunciados os vencedores dos prémios literários, com destaque para o Prémio Literário Casino da Póvoa, este ano no valor de 25 mil euros.

Nesse mesmo dia, às 15:00, na sala principal do Cine-Teatro Garrett, decorrerá a conferência de abertura sobre “Literatura e Filosofia”, pelo orador convidado José Gil.

Haverá também, este ano, a 5ª edição do Curso de Formação para Professores, Educadores e Professores Bibliotecários – Correntes em Rede.

Esta iniciativa, que conta com a colaboração da Rede de Bibliotecas Escolares e do Centro de Formação de Professores dos concelhos da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, decorrerá entre os dias 20 e 24 de Fevereiro e será dedicada ao tema “Verbos de criação e colheita: ler, aprender e compreender, colaborar, semear e deixar crescer”.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Póvoa de Varzim, Luís Diamantino, fez um balanço destes últimos anos: “mais de 200 mil pessoas, mil escritores e 500 livros lançados neste que é o maior evento literário da Península Ibérica, curiosamente (ou não) realizado na Póvoa de Varzim”.

JMV/AA

Inforpress/Fim

19-02-2024 20:02

Cidade da Praia, 19 Fev (Inforpress) – A artista cabo-verdiana Nancy Vieira lança no dia 15 de Março o álbum “Gente” com estreia num concerto agendado para o dia 08 de Março, no Teatro São Luís, em Lisboa, Portugal.

De acordo com uma nota enviada à Inforpress, Acácia Maior, Fogo Fogo, Remna, Mário Lúcio, Paulo Flores e Amélia Muge são alguns dos nomes confirmados que vão subir ao palco com Nancy Vieira na data marcada.

“Com os pilares da música tradicional de Cabo Verde, mas a respirar contemporaneidade, ‘Gente’ conta com um conjunto de participações especiais onde o nível máximo de simbiose nos conduz ao prazer de nos deixarmos perder numa noite estrelada com a garantia de que a voz de Nancy Vieira é a estrela polar que nos aponta o norte” lê-se na nota.

O tema, com letra e música do também artista Mário Lúcio, faz uma “declaração de amor” à volta dos 14 temas que envolveram a produção entre Nancy Vieira, Amélia Muge e José Martins.

Gente, o seu novo álbum, sucede a Manhã Florida, trabalho que já data de 2018, e traduz uma "assinalável ambição artística", cujo título é um trabalho de encontros, de histórias, ideias, balanços e, sobretudo, de pessoas.

Nancy Vieira nasceu na Guiné-Bissau, em 1975, é filha de pais cabo-verdianos, tendo crescido em Cabo Verde desde os 3 anos, antes de emigrar para Portugal onde continua a residir.

LT/HF

Inforpress/Fim

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