internacional


21-02-2024 13:18

Bruxelas, 21 Fev (Inforpress) – O Partido Popular Europeu (PPE) divulgou hoje que a candidatura de Ursula von der Leyen a cabeça de lista para presidente da Comissão Europeia foi a única recebida, tendo o prazo acabado hoje.

O presidente do PPE, Manfred Weber, recebeu apenas uma carta de nomeação – do partido democrata-cristão alemão CDU – indicando a actual chefe do executivo comunitário para a posição de cabeça de lista (‘Spitzenkandidat’) do partido europeu para a recondução no cargo, segundo um comunicado.

A nomeação de von der Leyen tem de ser confirmada em congresso do PPE, marcado para 06 e 07 de Março, em Bucareste, e junta-se à do luxemburguês e comissário europeu para o Emprego, Nicola Schmidt, nomeado candidato pelo Partido dos Socialistas Europeus (PES, na sigla inglesa) e que terá de ser também oficialmente confirmado na reunião plenária de 01 e 02 de Março, em Roma.

Para já, só os Verdes europeus têm formalmente dois ‘Spitzenkandidaten’, mantendo a tradição de avançar com uma mulher, Terry Reintke, e um homem, Bas Eickhout, aprovados no congresso de 02 de Fevereiro.

A figura dos candidatos principais – no termo alemão ‘Spitzenkandidat’ – surgiu nas eleições europeias de 2014, com os maiores partidos europeus a apresentarem as suas escolhas para futuro presidente da Comissão Europeia, tendo o luxemburguês Jean-Claude Juncker recebido a maioria absoluta dos votos.

No escrutínio de 2019, na sequência do qual Von der Leyen foi votada para presidente da Comissão Euroeia, tentou-se aplicar novamente este modelo, mas por desacordo entre os grupos políticos estes candidatos principais não ocuparam os altos cargos europeus.

As eleições europeias decorrem entre 06 e 09 de Junho.

Inforpress/Lusa

Fim

21-02-2024 11:17

Joanesburgo, 21 Fev (Inforpress) – A sul-africana Kumba Iron Ore, mineradora do Grupo Anglo American, anunciou o corte de cerca de 500 postos de trabalho na África do Sul devido ao impacto da degradação do sistema de público de logística no sector.

O produtor de minério de ferro, que opera uma das maiores minas a céu aberto do mundo na província sul-africana de Cabo Norte – com cerca de 14 quilómetros de extensão -, indicou que “descarrilamentos e falhas de infra-estrutura logística e equipamentos” nas operações ferroviárias e portuárias da estatal Transnet contribuiu para uma quebra de produção na ordem de 5,3%.

"A volatilidade e a incerteza macroeconómicas continuaram a pesar nos mercados globais, com a escalada da tensão geopolítica e a persistente inflação de custos no contexto de altas taxas de juro plurianuais. A nível doméstico, as empresas foram ainda mais afectadas pela redução de carga [fenómeno localmente conhecido por ‘loadshedding’ para designar os cortes de electricidade constantes] e pelas restrições logísticas, aumentando o custo de fazer negócios na África do Sul”, salientou a administradora Mpumi Zikalala.

“Ao longo de vários anos, a Kumba, juntamente com outros membros do Fórum de Produtores de Minério, sofreu perdas significativas devido a descarrilamentos e falhas de infra-estrutura logística e equipamentos. Esses problemas continuaram em 2023 e para reequilibrar a nossa cadeia de valor, decidimos desacelerar a produção geral no quarto trimestre de 2023, após o volume de produtos atingirem o pico em níveis insustentáveis. Como resultado, a produção diminuiu 5,3%, para 35,7 Mt [toneladas métricas]”, adiantou.

A gestora sul-africana anunciou que a mineradora estima que “a potencial reconfiguração do (...) negócio [na África do Sul, a economia mais desenvolvida no continente] afecte 490 empregos [incluindo funcionários a prazo] em todas as operações da Kumba”, acrescentando que “paralelamente, está em curso um processo de revisão de empreiteiros e fornecedores que pode impactar 160 prestadores de serviços/empreiteiros”.

Apesar do “impacto logístico” anunciado nas operações da mineradora sul-africana, Mpumi Zikalala anunciou que a empresa gastou “23 mil milhões de rands [1,1 mil milhões de euros] na compra de bens e serviços a fornecedores negros sul-africanos no âmbito do empoderamento negro de capacitação económica, em 2023, incluindo mais de seis mil milhões de rands [293,9 milhões de euros] com fornecedores da comunidade local e investimos 376 milhões de rands [18,4 milhões de euros] em projectos de desenvolvimento social”.

Na terça-feira, a Anglo American Platinum (Amplats), uma das maiores produtoras de platina do mundo, anunciou o despedimento de cerca de 3.700 trabalhadores nas minas na África do Sul após a redução de 71% nos lucros.

Com mais de 62 milhões de habitantes, a taxa de desemprego da África do Sul, actualmente a mais elevada do mundo, subiu de 31,9% para 32,1% no quarto trimestre de 2023, de acordo com dados oficiais do Governo divulgados na terça-feira.

A África do Sul vai a votos em 29 de Maio após 30 anos de governação monopartidária do Congresso Nacional Africano (ANC), antigo movimento de Libertação nacionalista liderado por Nelson Mandela.

O apoio ao ANC, que desde o fim do sistema de ‘apartheid’ em 1994 governa em coligação com o Partido Comunista da África do Sul (SACP) e a Confederação Sindical da África do Sul (COSATU), tem vindo a diminuir durante os anos para menos de 50%, principalmente no seio da maioria negra, devido ao seu fracasso em proporcionar emprego, habitação e serviços públicos a mais de 30 milhões de pobres, segundo dados do Banco Mundial.

Inforpress/Lusa

Fim

Mineradora Kumba Iron Ore anuncia corte de 500 postos de trabalho na África do Sul

Joanesburgo, 21 Fev (Inforpress) – A sul-africana Kumba Iron Ore, mineradora do Grupo Anglo American, anunciou o corte de cerca de 500 postos de trabalho na África do Sul devido ao impacto da degradação do sistema de público de logística no sector.

O produtor de minério de ferro, que opera uma das maiores minas a céu aberto do mundo na província sul-africana de Cabo Norte – com cerca de 14 quilómetros de extensão -, indicou que “descarrilamentos e falhas de infra-estrutura logística e equipamentos” nas operações ferroviárias e portuárias da estatal Transnet contribuiu para uma quebra de produção na ordem de 5,3%.

"A volatilidade e a incerteza macroeconómicas continuaram a pesar nos mercados globais, com a escalada da tensão geopolítica e a persistente inflação de custos no contexto de altas taxas de juro plurianuais. A nível doméstico, as empresas foram ainda mais afectadas pela redução de carga [fenómeno localmente conhecido por ‘loadshedding’ para designar os cortes de electricidade constantes] e pelas restrições logísticas, aumentando o custo de fazer negócios na África do Sul”, salientou a administradora Mpumi Zikalala.

“Ao longo de vários anos, a Kumba, juntamente com outros membros do Fórum de Produtores de Minério, sofreu perdas significativas devido a descarrilamentos e falhas de infra-estrutura logística e equipamentos. Esses problemas continuaram em 2023 e para reequilibrar a nossa cadeia de valor, decidimos desacelerar a produção geral no quarto trimestre de 2023, após o volume de produtos atingirem o pico em níveis insustentáveis. Como resultado, a produção diminuiu 5,3%, para 35,7 Mt [toneladas métricas]”, adiantou.

A gestora sul-africana anunciou que a mineradora estima que “a potencial reconfiguração do (...) negócio [na África do Sul, a economia mais desenvolvida no continente] afecte 490 empregos [incluindo funcionários a prazo] em todas as operações da Kumba”, acrescentando que “paralelamente, está em curso um processo de revisão de empreiteiros e fornecedores que pode impactar 160 prestadores de serviços/empreiteiros”.

Apesar do “impacto logístico” anunciado nas operações da mineradora sul-africana, Mpumi Zikalala anunciou que a empresa gastou “23 mil milhões de rands [1,1 mil milhões de euros] na compra de bens e serviços a fornecedores negros sul-africanos no âmbito do empoderamento negro de capacitação económica, em 2023, incluindo mais de seis mil milhões de rands [293,9 milhões de euros] com fornecedores da comunidade local e investimos 376 milhões de rands [18,4 milhões de euros] em projectos de desenvolvimento social”.

Na terça-feira, a Anglo American Platinum (Amplats), uma das maiores produtoras de platina do mundo, anunciou o despedimento de cerca de 3.700 trabalhadores nas minas na África do Sul após a redução de 71% nos lucros.

Com mais de 62 milhões de habitantes, a taxa de desemprego da África do Sul, actualmente a mais elevada do mundo, subiu de 31,9% para 32,1% no quarto trimestre de 2023, de acordo com dados oficiais do Governo divulgados na terça-feira.

A África do Sul vai a votos em 29 de Maio após 30 anos de governação monopartidária do Congresso Nacional Africano (ANC), antigo movimento de Libertação nacionalista liderado por Nelson Mandela.

O apoio ao ANC, que desde o fim do sistema de ‘apartheid’ em 1994 governa em coligação com o Partido Comunista da África do Sul (SACP) e a Confederação Sindical da África do Sul (COSATU), tem vindo a diminuir durante os anos para menos de 50%, principalmente no seio da maioria negra, devido ao seu fracasso em proporcionar emprego, habitação e serviços públicos a mais de 30 milhões de pobres, segundo dados do Banco Mundial.

Inforpress/Lusa

Fim

21-02-2024 8:06

Rio de Janeiro, Brasil, 21 Fev (Inforpress) – O Governo brasileiro garantiu que as polémicas declarações do Presidente do Brasil sobre o Estado de Israel não vão contaminar as reuniões dos chefes da diplomacia do G20 que arrancam na quarta-feira, afirmou hoje um diplomata brasileiro.

Em conferência de imprensa de antecipação das reuniões na cidade brasileira do Rio de Janeiro, o secretário de Assuntos Económicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e Sherpa do G20 do Brasil, embaixador Maurício Lirio, respondeu com um pronto “não” ao ser questionado pelos jornalistas sobre o contágio das declarações do Presidente brasileiro.

Israel considerou Lula da Silva 'persona non grata' depois do chefe de Estado brasileiro ter comparado, no fim de semana, as ações israelitas em Gaza ao Holocausto cometido pelos nazis contra os judeus.

As declarações de Lula da Silva desencadearam várias reações diplomáticas de parte a parte, com o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Israel Katz, a convocar o embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, para um encontro diplomático no Museu do Holocausto, em Jerusalém.

De seguida, o Governo brasileiro convocou o embaixador israelita em Brasília e chamou para consultas o embaixador brasileiro em Telavive.

Hoje, o Governo brasileiro reforçou a defesa do direito ao território palestiniano perante o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, frisando que a ocupação israelita dos territórios “desde 1967, em violação ao direito internacional e a diversas resoluções da ONU, não pode ser aceite ou normalizada pela comunidade internacional”.

“Israel deve colocar um fim à ocupação da Palestina”, sublinhou o Governo brasileiro.

Estas tensões diplomáticas acontecem numa altura em que chegam ao Brasil os máximos responsáveis diplomáticos das 20 maiores economias do mundo, mais da União Africana e da União Europeia, autoridades dos países convidados da presidência brasileira, como o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, e representantes de doze organizações internacionais.

A tónica da reunião será precisamente a de resolver "questões urgentes" como os conflitos internacionais e reformas das instituições de governança global.

"Entre os temas mais urgentes a serem discutidos estão a situação no Médio Oriente e a ofensiva russa na Ucrânia, que continuam a gerar preocupações globais em relação à crise humanitária instalada e aos desdobramentos geopolíticos e económicos dos conflitos", frisou a diplomacia brasileira, antes das declarações de Lula da Silva sobre Israel terem sido proferidas.

Para além disso, contrariando os líderes ocidentais que se apressaram a acusar o Kremlin, depois da morte, na semana passada, do opositor russo Alexei Navalny, a diplomacia brasileira não teceu qualquer nota de pesar e, no domingo, em Adis Abeba, Lula da Silva afirmou que "se a morte está sob suspeita, você tem que primeiro fazer uma investigação para saber do que o cidadão morreu".

Dentre os principais nomes confirmados estão o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, que se encontra em Brasília e que se reunirá na quarta-feira de manhã com Lula da Silva, e o chanceler russo, Sergei Lavrov. 

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, estará presente no evento, que conta também com a presença, como convidados, dos chefe da diplomacia de Portugal, João Gomes Cravinho, do secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Zacarias da Costa, sendo que Angola se fará representar pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, disse à Lusa fonte da diplomacia angolana.

As prioridades da presidência brasileira para o seu mandato à frente do G20 são o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global, nomeadamente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, algo que tem vindo a ser defendido por Lula da Silva desde que tomou posse como Presidente do Brasil, denunciando o défice de representatividade e legitimidade das principais organizações internacionais.

O Brasil, que exerce a presidência do G20 desde o primeiro dia de dezembro de 2023, convidou Portugal, Angola, Egito, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Nigéria, Noruega e Singapura para observadores da organização.

Portugal estará presente, ao longo do mandato do Brasil, em mais de 100 reuniões dos grupos de trabalho, em nível técnico e ministerial, em cinco regiões brasileiras, culminando com a Cimeira de chefes de Estado e de Governo, que será realizada no Rio de Janeiro, em 18 e 19 de novembro de 2024. 

Inforpress/Lusa

Fim

20-02-2024 13:42

Budapeste, 20 Fev (Inforpress) – O Parlamento da Hungria deverá votar a ratificação da candidatura da Suécia à NATO já na próxima segunda-feira, de acordo com um alto membro do partido Fidesz, que governa o país.

Numa carta enviada hoje ao presidente do Parlamento, o líder da bancada do Fidesz, Máté Kocsis, solicitou que a votação fosse marcada para o dia de abertura da sessão da primavera, que começa na segunda-feira.

Kocsis escreveu que o Fidesz – que, por várias vezes, bloqueou a votação sobre o tema - optará por apoiar a candidatura da Suécia para aderir à aliança militar transatlântica, colocando fim a um impasse que se prolongava há vários meses.

A Hungria é o único dos 31 membros da NATO que não ratificou a candidatura da Suécia, apesar de o seu Governo ter prometido que não ficaria nessa posição.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, tem enfrentado uma pressão crescente para resolver esta questão, depois de ter adiado a medida por mais de um ano e meio, uma vez que a admissão de um novo país na Aliança Atlântica requer aprovação unânime.

No domingo, um grupo bipartidário de senadores dos EUA visitou a Hungria e anunciou que apresentaria uma resolução conjunta ao Congresso condenando o alegado retrocesso democrático no país e pedindo a Orbán para acelerar o processo de aprovação da adesão da Suécia.

Orbán tem sido acusado de isolar o seu país, por várias decisões polémicas que tem assumido, especialmente dentro da União Europeia (UE), como a colocação de obstáculos ao financiamento do esforço de resistência à invasão russa por parte da Ucrânia.

Na questão da adesão sueca à NATO, Orbán chegou a insistir que o seu homólogo da Suécia, Ulf Kristersson, fizesse uma visita a Budapeste para atenuar as preocupações de que os políticos suecos tivessem falado de forma desrespeitosa sobre a saúde da democracia húngara.

Contudo, no sábado passado, num discurso sobre o estado da nação, em Budapeste, Orbán admitiu que esta indecisão terminará em breve.

“Tenho uma boa notícia: a nossa disputa com a Suécia está a chegar ao fim. (…) Estamos a avançar no sentido de ratificar a adesão da Suécia à NATO no início da sessão da primavera do Parlamento”, prometeu o chefe de Governo húngaro, no sábado.

Inforpress/Lusa

Fim

20-02-2024 7:56

Londres, 20 Fev (Inforpress) - Um tribunal de Londres vai hoje começar a avaliar a possibilidade de o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recorrer do pedido de extradição para os Estados Unidos, onde é judicialmente perseguido pela divulgação maciça de documentos confidenciais.

Dois magistrados do Tribunal Superior [High Court] vão rever hoje e quarta-feira a decisão anterior, contrária ao recurso e tomada por um único juiz a 06 de junho de 2023, e deliberar sobre se Julian Assange pode recorrer.

A decisão poderá ser conhecida ainda na quinta-feira, remetida para mais tarde ou os juízes poderão marcar uma nova audiência para escutar mais argumentos. 

Se o pedido for recusado, estarão esgotadas todas as vias legais no sistema judicial britânico e Assange será extraditado para os Estados Unidos da América (EUA), ou então poderá recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

O australiano de 53 anos é acusado pelas autoridades norte-americanas de ter publicado mais de 700 mil documentos confidenciais sobre as atividades militares e diplomáticas dos EUA, nomeadamente no Iraque e no Afeganistão, a partir de 2010.

Detido pela polícia britânica em 2019, depois de sete anos asilado na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia por acusações de agressão sexual, está encarcerado há cinco anos na prisão de alta segurança de Belmarsh, no leste de Londres.

O Governo britânico aprovou a extradição em junho de 2022, mas Julian Assange recorreu.

Caso a extradição se confirme, Assange está sujeito a um máximo de 175 anos de prisão nos EUA.

Além de uma sentença longa, organizações como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Amnistia Internacional e a ONU manifestaram preocupações com as condições em que Assange poderá ficar detido nos EUA devido ao seu estado de saúde, classificado como frágil. 

Na semana passada, o parlamento australiano aprovou uma moção que apela ao fim do processo para que Assange possa regressar ao seu país de origem.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, tem feito diligências junto das autoridades norte-americanas para que o caso seja encerrado, levando Stella Assange, advogada e mulher do ativista, a defender uma "solução política” para o caso.

Inforpress/Lusa

Fim

19-02-2024 13:41

Moscovo, 19 Fev (Inforpress) - A viúva do opositor russo Alexei Navalny, Yulia Navalnaya, acusou hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, de ter matado o seu marido, prometendo que continuará o seu legado na luta contra o regime de Moscovo.

"Há três dias, Vladimir Putin matou o meu marido, Alexei Navalny. Putin matou o pai dos meus filhos", afirmou Yulia Navalnaya, num vídeo publicado nas redes sociais, três dias depois de o líder da oposição russa ter morrido na prisão em circunstâncias ainda por apurar.

“Com ele, (Putin) queria matar a nossa esperança, a nossa liberdade, o nosso futuro”, afirmou.

E acrescentou: “Vou continuar o trabalho de Alexei Navalny. Continuarei pelo nosso país, convosco. E apelo a todos para estarem comigo (…). Não é uma vergonha fazer pouco, é uma vergonha não fazer nada, é uma vergonha deixarmo-nos amedrontar”.

A viúva de Navalny declarou ainda que todos se devem unir “para atacar Putin”, bem como “os seus amigos, os bandidos protegidos, os cortesãos e os assassinos que querem paralisar” a Rússia.

Na passada sexta-feira, quando foi anunciada a morte de Alexei Navalny, Yulia Navalnaya acusou de imediato Vladimir Putin e pediu que o chefe de Estado russo fosse responsabilizado e punido.

O opositor russo Alexei Navalny, um dos principais opositores de Vladimir Putin, morreu a 16 de fevereiro, aos 47 anos, numa prisão do Ártico, onde cumpria uma pena de 19 anos.

Os serviços penitenciários da Rússia indicaram que Navalny se sentiu mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Destacados dirigentes ocidentais, a família e apoiantes do opositor responsabilizam o Presidente russo, Vladimir Putin, pela sua morte.

O porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, afirmou hoje que a investigação sobre a morte de Navalny está “em curso”, numa altura em que a família ainda não teve acesso ao corpo do opositor.

Inforpress/Lusa

Fim

19-02-2024 8:20

Moscovo, 19 Fev (Inforpress) – As autoridades russas negaram, pelo terceiro dia, o acesso da família ao corpo de Alexei Navalny, principal opositor do regime russo, que morreu na sexta-feira numa prisão do Ártico.

"A mãe de Alexei e os seus advogados chegaram à morgue esta manhã. Não foram autorizados a entrar. Um dos advogados foi literalmente empurrado para fora. Quando perguntaram à equipa se o 'corpo de Alexei estava lá, ele não respondeu', disse a porta-voz de Navalny, Kira Iarmich, nas redes sociais.

O opositor russo e adversário número um do Presidente Vladimir Putin morreu sexta-feira aos 47 anos na prisão do Ártico, na região de Yamal, onde cumpria uma pena de 19 anos.

A sua mãe, Lyoudmila Navalnaïa, foi para esta remota colónia penal no sábado, com um advogado.

A família e outras pessoas próximas de Alexei Navalny acusaram as autoridades russas de tentarem “apagar o rasto” dos “assassinos” ao recusarem entregar o corpo do opositor russo.

A notícia da morte repercutiu-se em todo o mundo e, ainda na sexta-feira e no fim de semana centenas de pessoas em dezenas de cidades russas acorreram com flores e velas a memoriais e monumentos improvisados em homenagem às vítimas da repressão política. Muitas dessas pessoas foram detidas.

O serviço penitenciário federal da Rússia indicou que Navalny sentiu-se mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Navalny estava preso desde janeiro de 2021, quando regressou a Moscovo após ter recuperado na Alemanha do envenenamento por um agente nervoso, que atribuiu ao Kremlin.

Recebeu três penas de prisão desde a sua detenção, por uma série de acusações que rejeitou, considerando que na realidade tinham motivações políticas.

Após o último veredicto, que lhe aplicou uma pena de 19 anos, Navalny disse que compreendia que estava "a cumprir uma pena de prisão perpétua”, que se media pela duração da sua vida ou pela duração da vida do regime.

Vladimir Putin não fez comentários sobre a morte de Alexeï Navalny, que ocorre um mês antes das eleições presidenciais, que deverão levar o presidente russo a permanecer no poder por um novo mandato de seis anos.

Inforpress/Lusa

Fim

18-02-2024 13:53

Cidade do Vaticano, 18 Fev (Inforpress) - O Papa Francisco disse hoje que “em todos os lugares onde ocorrem combates as populações estão exaustas, cansadas da guerra, que é sempre inútil”, mencionando, entre outras, as situações do Sudão e de Cabo Delgado, em Moçambique.

“Em todos os locais onde há combates, as populações estão exaustas, cansadas da guerra, que é sempre inútil, inconclusiva e só traz morte e destruição, e nunca a solução para o problema”, afirmou Francisco, no Vaticano, após a oração do Angelus.

O Papa referiu-se à província moçambicana de Cabo Delgado, onde “volta a reinar a violência contra pessoas desarmadas, a destruição de infraestruturas, a insegurança”, recordando que “há poucos dias foi incendiada a missão católica de Nossa Senhora de África”.

“Rezemos para que a paz regresse a esta região atormentada e não esqueçamos os muitos conflitos que ensanguentam África e muitas partes do mundo, a Europa, a Palestina, a Ucrânia”, adiantou.

Francisco lembrou também que “10 meses se passaram desde o início do conflito armado no Sudão”, que provocou uma situação humana gravíssima.

“Peço, mais uma vez, às partes em conflito que parem com esta guerra, que tanto prejudica o povo e o futuro do país. Rezemos para que sejam rapidamente encontrados caminhos de paz para construir o futuro do amado Sudão”, salientou.

Aos milhares de fiéis concentrados na Praça de São Pedro, o Papa pediu para que não se esqueçam de que “a guerra é sempre uma derrota, sempre” e apelou à oração.

“Rezemos sem nos cansarmos, porque a oração é eficaz e peçamos ao Senhor o dom de mentes e corações dedicados à paz”, acrescentou.

A província de Cabo Delgado enfrenta há seis anos alguns ataques reivindicados pelo Estado Islâmico, o que levou a uma resposta militar desde julho de 2021, com apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, libertando distritos junto aos projetos do gás.

Depois de um período de relativa estabilidade, novos ataques e movimentações foram registados em Cabo Delgado, nas últimas semanas, embora localmente as autoridades suspeitem que a movimentação esteja ligada a perseguição imposta pelas Forças de Defesa e Segurança nos distritos de Macomia, Quissanga e Muidumbe, entre os mais afetados.

A guerra no Sudão, que começou em abril de 2023 entre o Exército e os paramilitares, já causou mais de 13 mil mortos e provocou a maior crise de deslocados do mundo da atualidade, de acordo com a ONU.

Inforpress/Lusa

Fim

18-02-2024 12:18

Moscovo, 18 Fev (Inforpress) - O Presidente russo garantiu que “o que está a acontecer” na Ucrânia é uma “questão de vida ou morte” para a Rússia, enquanto para o Ocidente é apenas para “melhorar a posição tática”.

“Para o Ocidente, é uma melhoria na sua posição tática. Mas para nós, é o nosso destino, é uma questão de vida ou morte”, afirmou Vladimir Putin num excerto de uma entrevista ao jornalista Pavel Zaroubine hoje publicado nas redes sociais.

O Presidente russo considerou importante que tanto os russos como os estrangeiros compreendessem o “quão sensível e importante” é para o país o “que está a acontecer na Ucrânia”.

Putin falou também da sua recente entrevista com o apresentador americano Tucker Carlson, popular entre os conservadores.

Naquela entrevista, a primeira concedida por Vladimir Putin a um meio de comunicação ocidental desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, Putin falou durante mais de duas horas aos americanos e europeus e assegurou que uma derrota da Rússia na Ucrânia é “impossível”, ao mesmo tempo que afirmou estar pronto para dialogar com o Ocidente.

Inforpress/Lusa

Fim

18-02-2024 9:05

Kiev, 18 Fev (Inforpress) – O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak alertou hoje que a Rússia se tornou numa ameaça global e que, caso vença na Ucrânia, “a Europa ficará em zona de risco fatal”, destacando que as lideranças europeias já ganharam essa consciência.

Em entrevista à agência Lusa quando se cumprem quase dois anos desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, o assessor do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que “a Rússia destruiu completamente o direito internacional e hoje não existem instituições que possam forçá-la a seguir certas regras de compromisso”.

Mykhailo Podolyak considerou que na Europa como um todo e, não apenas em países individuais, “e ao nível dos partidos políticos, ao nível das elites políticas, existe um entendimento muito claro de que a Federação Russa não irá voltar à lei”.

Após um período em que as atenções estiveram concentradas no conflito no Médio Oriente, desencadeado por um ataque, em 07 de outubro do ano passado do movimento islamita palestiniano Hamas a Israel, e quando a frente de combate na Ucrânia parecia congelada, o conselheiro presidencial acredita que o foco internacional voltou ao conflito no seu país e à forma como a Rússia se tornou numa ameaça global.

“Penso que há hoje um pleno entendimento de que a Rússia é a origem da escalada de conflitos que aumentaram significativamente os problemas mundiais, que garantem que o mundo não viverá como vivia antes da invasão em grande escala da Ucrânia”, advertiu.

A Rússia, observou, “acredita que tem o direito de dominar a Europa, o direito de impor as suas próprias regras”, e hoje os aliados europeus de Kiev “compreendem isso muito claramente”,no sentido de que Moscovo não se comporta como um parceiro, mas, pelo contrário, “provocará constantemente a Europa em diferentes direções e de várias maneiras”.

“Há um pleno entendimento de que a Europa será transformada se a Rússia não perder [na Ucrânia], e ficará numa zona de risco fatal, o que significa que a Rússia poderá, por exemplo, atacar o norte da Europa para dominar o Mar Báltico”, avisou, bem como “provocar uma série de países com vista a desmembrar a União Europeia como um todo”.

O norte da Europa “já sente alguns problemas com a Federação Russa nas suas fronteiras”, observou, e também o leste europeu, cujos países, por sua vez, “compreendem o que é a Rússia e quão agressiva a Rússia é hoje nos seus programas de informações”.

Mykhailo Podolyak referiu que “Federação Russa aumentou significativamente a atividade de programas de manipulação de informação na Europa e os seus ciberataques a diversos centros europeus e de tomada de decisões em centros financeiros”, a par de uma estratégia de “influência em maior escala” na opinião pública europeia.

“A Rússia está hoje a financiar mais partidos de extrema-direita e de extrema-esquerda para criar o caos”, afirmou, insistindo na ideia de que “já existe um entendimento claro na Europa de que a Federação Russa é um país expansionista”, que não procura parcerias económicas ou financeiras, mas “um país que quer dominar através da violência”.

O conselheiro de Volodymyr Zelensky lembrou que têm sido publicados relatórios em países europeus e nos meios de comunicação social apontando cenários de que “dentro de três, cinco ou seis anos poderá haver um confronto militar direto entre a Rússia e os países da NATO”, o que devolve a centralidade à Ucrânia e à necessidade de travar Moscovo de imediato.

“A fim de evitar esta influência direta e significativamente crescente da Rússia nos assuntos europeus e para evitar conflitos com a Rússia, os países da NATO precisam de resolver esta questão no campo de batalha na Ucrânia hoje”, sustentou.

Nesse sentido, Podolyak aconselha o Ocidente a “parar de pensar que a transferência de armas para a Ucrânia é uma espécie de escalada”, sendo pelo inverso “uma ‘desescalada’, porque a guerra terminará com a derrota da Federação Russa.

Noutro plano, reconhece que nos Estados Unidos “as coisas estão hoje um pouco mais complicadas”, num momento em que o Congresso norte-americano tem pendente há vários meses um financiamento à Ucrânia de cerca de 60 mil milhões de dólares (55 mil milhões de euros) devido ao bloqueio de uma parte do Partido Republicano que exige várias contrapartidas em matéria de controlo migratório.

Para melhorar a compreensão das elites norte-americanas, o assessor da Presidência ucraniana sugere que pensem o investimento na Ucrânia em contraponto ao propósito russo de “reformatar o espaço global e dominá-lo”, privando os Estados Unidos do seu papel de liderança.

“Se os Estados Unidos estão a considerar se devem ou não prestar assistência à Ucrânia, não estão a investir na sua reputação como país responsável pelas mudanças globais, como país responsável por garantir que as regras existem e que o direito internacional está a funcionar”, defendeu, lembrando que vários países têm eleições previstas este ano, como é o caso das presidenciais norte-americanas, e que as prioridades estão a ser dadas às suas agendas internas.

No entanto, lamentou que “nem todos compreendam plenamente que hoje existe uma guerra, não por qualquer território, nem mesmo por qualquer liderança, mas pelo domínio”, e Moscovo tira partido disso: “A Rússia sente, e refiro-me individualmente a [Vladimir] Putin (Presidente russo), que certas elites políticas nos países ocidentais continuam a adiar decisões importantes e, por isso, comporta-se cada vez mais descaradamente, permitindo-se até matar os seus principais oponentes”.

A morte do opositor russo Alexei Navalny, na sexta-feira numa prisão russa, que levantou um clamor de protestos no mundo ocidental, deixa claro, segundo o conselheiro de Zelensky, que a Rússia “perdeu o disfarce e se afirma como o estado mais repressivo possível”.

É por isso que Mykhailo Podolyak considera que a morte do opositor russo, que classifica como “assassínio político”, não provocará por si alterações no regime do país e que só uma derrota militar da Rússia poderá derrubar Putin.

Do mesmo modo, indica à Ucrânia e ao Ocidente que “não se pode negociar com a Federação Russa, porque ela não cumprirá quaisquer acordos”, nem que sejam numa perspetiva temporária, e que, se for bem-sucedida na guerra atual, ”continuará a aumentar a sua expansão, e a lutar em vários conflitos”.

Inforpress/Lusa

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17-02-2024 16:30

Munique, 17 Fev (Inforpress) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países industrializados que integram o G7 apelaram hoje a um cessar-fogo em Gaza para facilitar a libertação dos reféns detidos pelo grupo islamita Hamas e ajudar o povo palestiniano.

O anúncio foi feito pelo chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, em Munique, na Alemanha, sublinhando que o interesse de todos os países do G7 "é a protecção de todos os civis, especialmente mulheres e crianças”.

Os Estados Unidos, o Canadá, a França, o Reino Unido, a Alemanha, o Japão e a Itália, que detém a presidência rotativa, também mostraram hoje o seu empenho na Ucrânia, numa reunião dos seus ministros dos Negócios Estrangeiros, à margem da Conferência de Segurança, durante a qual foi feito um minuto de silêncio pelo líder da oposição russa, Alexei Navalni.

"Apelamos à suspensão imediata dos combates, tanto para garantir a libertação dos reféns israelitas" nas mãos do Hamas, "como para ajudar os civis palestinianos", disse Antonio Tajani.

A posição do G7 é a de "garantir a segurança do Estado de Israel" e está a trabalhar "no sentido de desanuviar" a situação no Médio Oriente, com o objetivo final de chegar a uma solução de "dois povos e dois Estados".

"Estamos a trabalhar em conjunto com a União Europeia e o G7 numa solução" que "conduza ao reconhecimento mútuo da independência dos dois países, porque só assim a questão será resolvida. Não se trata apenas do conflito actual, mas de planear uma estratégia para o futuro", afirmou o ministro italiano.

"É óbvio que alguém não quer" essa solução, mas "nós queremos a paz e o fim desta carnificina que levou à morte de milhares de civis", sustentou.

Antonio Tajani recordou algumas cenas traumáticas que lhe foram contadas por vítimas do ataque do Hamas de 7 de Outubro e afirmou que o grupo islamita é responsável pela morte de milhares de civis, mas defendeu que "chegou o momento" de olhar em frente, quando questionado sobre se a Itália tenciona reconhecer a Palestina.

O chefe da diplomacia italiana também explicou que o G7 "apoia o trabalho da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) e apela à sua reforma para que possa tornar-se um protagonista na vida de Gaza".

Inforpress/Lusa

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17-02-2024 15:27

Moscovo, 17 Fev (Inforpress) – A equipa de Alexei Navalny acusou hoje o Presidente russo da morte do opositor e exigiu que o corpo seja entregue à família imediatamente, após a mãe do militante ser formalmente informada da sua morte na prisão.

"Os familiares e o advogado de Navalny receberam a confirmação oficial da morte Alexei. [O Presidente russo, Vladimir] Putin matou-o", escreveu a porta-voz do opositor russo, Kira Yarmysh, na sua conta na rede social X.

A porta-voz acrescentou que um funcionário da prisão “declarou que o corpo de Alexei Navalny estava em Salekhard", uma cidade da região do Ártico russo onde se situa a sua prisão, e tinha sido levado por "investigadores" para "realizar pesquisas".

"Exigimos que o corpo de Alexei Navalny seja imediatamente entregue à família", acrescentou, precisando que as autoridades prisionais deram à mãe do opositor, Liudmila Navalnaya, um documento oficial a confirmar a morte.

Yarmysh precisou que Navalny morreu às 14:17 (08:17 em Cabo Verde), duas horas antes de os serviços prisionais anunciarem publicamente a sua morte.

Liudmila Naválnaya chegou hoje de manhã à prisão onde o seu filho morreu na sexta-feira e onde se tinha reunido com ele em 12 de Fevereiro.

"Estava saudável e contente por estar vivo", escreveu na sexta-feira a mãe do político na rede social Facebook.

O opositor russo Alexei Navalny, um dos principais críticos de Vladimir Putin, morreu na prisão, segundo o serviço penitenciário federal da Rússia.

Navaly, 47 anos, estava numa prisão no Ártico, para cumprir uma pena de 19 anos de prisão sob “regime especial” e, segundo aqueles serviços, sentiu-se mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Inforpress/Lusa

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