ambiente


13/06/24 16:59

Porto Novo, 13 Jun (Inforpress) – Os agricultores em Chã de Norte, no interior do município do Porto Novo, em Santo Antão, manifestaram hoje a sua preocupação face aos problemas por que passam, neste momento, sendo de destacar a escassez de água.

O porta-voz dos agricultores, Dinelson Lima, disse à Inforpress que os 61 lavradores locais estão a enfrentar “uma situação difícil” devido a escassez de água para a irrigação, explicando que os 140 metros cúbicos de água que o furo local disponibiliza, diariamente, já não atende à demanda.

Este agricultor pediu ao Ministério da Agricultura e Ambiente para avançar com a execução de um segundo furo em Chã de Norte para aumentar a disponibilidade de água para a agricultura nesse vale.

Devido à escassez de água, a agricultura em Chã de Norte pode estar comprometida, segundo Dinelson Lima, explicando que o intervalo de rega para os mais de 60 agricultores é de 11 dias, um período demasiado longo para as culturas, que, às vezes, se perdem por falta de água.

Uma outra preocupação dos agricultores e da comunidade, no geral, se prende com a situação da estrada de acesso à Chã de Norte, cujo estado dificulta o escoamento dos produtos.

Aliás, os moradores já alertaram às autoridades competentes para a necessidade de proceder à requalificação da estrada, que está a constituir-se num “perigo” para a vida das pessoas.  

Dinelson Lima confirmou que a estrada está em “péssima situação” e que o risco de acidentes nessa via é “muito elevado”, razão pela qual o Governo deveria priorizar a requalificação da mesma “antes que aconteça o pior”.

A Inforpress apurou junto da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente no Porto Novo que este município vai beneficiar de um programa de perfuração, que contemplará a execução de dez furos.

JM/CP

Inforpress/Fim

13/06/24 13:19

Mindelo, 13 Jun (Inforpress) – O vereador da Protecção Civil e Bombeiros anunciou hoje que este ano, por ocasião da época das chuvas, será deslocado um contingente composto por bombeiros e militares que deve permanecer na zona da bacia hidrográfica do Calhau.

Trata-se, segundo Anilto Andrade, de dedicar uma “atenção muito especial” à bacia hidrográfica do Calhau por ser “fundamental” e onde, aos longo dos anos, tem havido “vários pedidos” de transferência de pessoas.

“Assim, estamos a trabalhar em sintonia com os Serviços de Meteorologia, e a indicação que temos é que na época em que se aproximam as chuvas vamos fazer deslocar um contingente composto por bombeiros e militares que vão permanecer no espaço social do Calhau para prestar os primeiros auxílios de uma forma rápida”, precisou a mesma fonte.

A par com esta situação, o vereador nomeou ainda duas prioridades do momento, a primeira das quais a limpeza de toda a ilha e espaços onde amontoam os entulhos e onde a água se acumula, e, em segundo lugar, o reforço da prevenção e das acções espelhados no plano de contingência.

Anilton Andrade falava na Biblioteca Municipal do Mindelo num encontro com os parceiros para preparação da época das chuvas e apresentação do novo plano de contingência.

A mesma fonte reconheceu que há várias encostas que trazem uma “preocupação grande” para a ilha, contudo as mesmas estão “devidamente mapeadas e com a devida avaliação de risco” no plano de contingência.

“Problema é que há movimentação de terras nesses locais, a montante, o que motiva, à jusante, em zonas mais baixas, água mais forte e entulhos”, concretizou, mas que há “um trabalho contínuo” que se está a fazer, até porque há situações que são estruturantes.

Entre estas, nomeou a problemática dos assentos informais e o deslizamento de terras.

“Há zonas em que conseguimos corrigir e outras em que são mais estruturantes e não conseguimos. Nestes últimos casos, o que fazemos é sensibilização e levar informação às pessoas para saberem o que fazer em situações de emergência”, elucidou o vereador.

Neste momento, continuou, a câmara, através do pelouro de Saneamento e Limpeza Urbana, tem várias acções em curso, entre elas o destacamento de uma equipa manual, a efectuar a limpeza e vários espaços na cidade, sobretudo em sítios onde a água pode acumular, limpeza de pontes e zonas onde pode haver deslizamento de terras.

A partir da próxima semana, anunciou, serão introduzidas máquinas para remoção de entulhos, limpeza de zonas e sensibilização nas comunidades com apoio de associações.

Os bombeiros municipais, igualmente, vão desencadear acções de avaliação de risco e sensibilização das comunidades com folhetos, desdobráveis e outros meios de informação.

“A prevenção é um processo e a câmara no âmbito das suas obrigações faz muita coisa, devidamente espelhado no novo plano de contingência para a época das chuvas, mas sozinha e com os agentes de Protecção Civil, por si só, não consegue fazer tudo, mas é necessário colocar as mãos, falar com os agentes e parceiros para numa situação menos desejada conseguir dar o apoio”, finalizou Anilton Andrade.

AA/ZS

Inforpress/Fim

12/06/24 12:55

Porto Novo, 12 Jun (Inforpress) – Os pescadores do Tarrafal de Monte Trigo, no município do Porto Novo, manifestaram hoje a sua satisfação com a fibragem das embarcações de pesca artesanal na zona piscatória, que passam a operar em “melhores condições” de segurança.

O representante da associação local dos pescadores, Carlos Pires, explicou que dos 14 botes contemplados pelo projecto, oito já estão fibrados e já regressaram ao mar, oferecendo “melhores condições” de segurança aos homens do mar.

As restantes seis embarcações deverão, também, em breve retomar a faina pesqueira, segundo a mesma fonte, que adiantou que os pescadores estão satisfeitos com a fibragem das suas embarcações, que passam a oferecer “melhores condições” para o desenvolvimento da faina pesqueira.

O projecto tem financiamento do Ministério do Mar e visa melhorar as embarcações com vista a melhoria das condições de segurança aos pescadores.

Além de fibragem de embarcações, os pescadores do Tarrafal de Monte Trigo estão também a beneficiar de acções de formação.

Conforme apurou a Inforpress, a aldeia piscatória vizinha de Monte Trigo vai ser, igualmente, contemplada com um projecto idêntico, estando o levantamento a ser feito para a identificação das embarcações contempladas.

Na cidade do Porto Novo, todas as embarcações de pesca artesanal já foram fibradas, segundo a associação local de pescadores.

JM/AA

Inforpress/Fim

12/06/24 09:27

São Filipe, 12 Jun (Inforpress) – A Associação Projecto Vitó promoveu terça-feira, 11, na cidade de São Filipe, uma acção de capacitação dos monitores das praias de nidificação das tartarugas marinhas da ilha do Fogo e da Reserva Natural Integral dos Ilhéus Rombos.

A formação de monitorização e protecção das tartarugas marinhas tem por finalidade capacitar os monitores para um “desempenho eficaz” durante a temporada de nidificação, que decorre de Junho a Outubro nas praias da ilha do Fogo e de Ilhéus Rombos.

A legislação sobre as tartarugas marinhas, a questão da biologia, ecologia e monitorização das tartarugas, assim como a translocação de ninhos foram ministradas durante a sessão de capacitação, que teve ainda uma sessão prática na praia de Fonte Bila.

A Associação Projecto Vitó, através da sua página oficial nas redes sociais, referiu que para a realização da acção de capacitação das mais de duas dezenas de monitores contou com a parceria da delegação do Ministério da Educação, Inspecção-geral das Pescas, Instituto Marítimo Portuário e Parque Natural do Fogo.

A associação destaca ainda que a sua equipa técnica, que se encontra na Reserva Natural Integral dos Ilhéus Rombos – Ilhéu de Cima, registou as primeiras actividades das tartarugas marinhas e por isso perspectiva-se uma “boa temporada” na conservação das tartarugas marinhas.

A nível da ilha do Fogo, as principais praias de nidificação de tartarugas marinhas são as praias Cais, Lantcha, Guentis e a de Fajãzinha (Mosteiros), Fajã, Alcatraz e Grande (Santa Catarina), Nossa Senhora da Encarnação, Fonte Bila, Vale dos Cavaleiros Salinas, Sopra e praia Grande (São Filipe), segundo a coordenadora do programa de conservação das tartarugas marinhas na ilha do Fogo e nos Ilhéus Rombos do Projecto Vitó, Carla Lopes.

JR/AA

Inforpress/Fim

11/06/24 19:21

Tarrafal, 11 Jun (Inforpress) – Agricultores representantes de várias zonas agrícolas do Município do Tarrafal, interior de Santiago, iniciaram hoje uma acção de capacitação em técnicas de enxertos de plantas frutíferas com vista a aumentar e melhorar a produção.

Promovida pela autarquia local, a formação visa, segundo o vereador da Economia Rural, Inovação e Desenvolvimento Local, Osvaldo Chantre, dotar os agricultores de conhecimentos da técnica de enxertia, que seja “eficiente, garanta e acelere a produtividade”.

A iniciativa, que se encontra enquadrada no programa de massificação de plantas fruteiras no município, tem o intuito de não só capacitar as pessoas, mas também dar continuidade ao processo de distribuição de plantas frutíferas aos agricultores e famílias do concelho, realçando que esta é uma vertente do projecto que tem sido desenvolvimento principalmente na época das campanhas agrícolas que coincide com o período das chuvas.

São mais de quatro mil frutíferas que serão entregues agricultores e famílias e fazem parte de um projecto que tem contado com a parceria da Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos.

Para os beneficiários, esta formação é uma “mais-valia”, considerou a agricultora Ivaniza Sanches, da localidade de Achada Porto, referindo-se concretamente ao enxerto nas mangueiras, explicando as suas mangueiras têm produzido pouco, em quantidade inferior para colocar as frutas no mercado.

Em consequência da fraca produção, informou que as vendedeiras vão buscar mangas na Ribeira de Principal, no município de São Miguel, para posterior negócio.

Mas, prosseguiu, caso conseguissem garantir uma produção “razoável” não seria necessário fazer este percurso.
Igualmente, a Jacinta dos Santos congratulou-se com esta acção de capacitação, mas alertou pela a necessidade de se resolver os problemas relacionados com a questão da água no perímetro agrícola de Achada Porto, ressaltando que estão a fazer a rega e logo deparam-se com a salinização dos terrenos, uma situação que tem obrigado os agricultores mudarem as suas culturas e outros até estão a desistir.

Pois, conforme sublinhou, com a água salobra os terrenos nem estão a produzir e em vez de cultivo de batatas, por exemplo, tiveram que optar por goiabeiras, cana sacarina, entre outras plantações que consideram como sendo mais resistentes ao fenómeno da salinização.

Por seu turno, a formadora, Ana Barros, considerou que Tarrafal tem condições para o cultivo de plantas fruteiras, traz rendimento, ressaltando também o problema de disponibilidade de água no município que, caso seja resolvido, garantia a produção agrícola.

Além de demonstrar as técnicas do enxerto, a formadora avançou que faz o devido acompanhamento deste processo, informando até que alguns enxertos que fez no ano passado já estão a produzir.

Sobre o problema da salinização dos terrenos, o vereador Osvaldo Chantre explicou que está muito relacionada com a sobre-exploração da água no local, pois, segundo o mesmo, existe um furo neste perímetro e que tem a sua capacidade de produção normal, mas, essa quantidade não tem sido respeitada excedendo assim a quantidade limite.

Neste sentido, defendeu e reconheceu que é necessário capacitar e dotar os agricultores de conhecimentos para uma melhor exploração da água de forma a não comprometer a produção.

MC/JMV
Inforpress/Fim 

11/06/24 15:36

Cidade da Praia, 11 Jun (Inforpress) – A gestora do Green Climate Fund (GCF) Readiness Programme destacou hoje o papel “essencial” que os profissionais da Comunicação Social desempenham na disseminação de informações e conteúdos que contribuem para a mitigação dos efeitos das acções climáticas.

Djalita Fialho fez estas afirmações em declarações à Inforpress, à margem de uma acção de formação em Comunicação sobre Mudanças Climáticas realizada esta terça-feira, na cidade da Praia, tendo explicado que esta iniciativa visa capacitar profissionais da área da comunicação com uma compreensão abrangente das alterações climáticas e melhorar a sua capacidade de comunicação nesta matéria.

“Esta é uma das etapas porque o projecto engloba várias actividades, entre elas, vários workshops de contacto com várias partes interessadas e uma dessas partes interessadas é precisamente os profissionais ligados à área da comunicação para que possam perceber melhor quais são os fundamentos das mudanças climáticas e, a partir desse entendimento, conseguirem comunicar de forma mais eficaz com diferentes públicos-alvo sobre a relevância dessa questão”.

Salientou que a referida acção tem um cunho bastante prático, ou seja, durante o dia serão abordados os fundamentos das mudanças climáticas para que as pessoas possam estar melhor inteiradas sobre os conceitos e as consequências e os fundamentos da realidade das mudanças climáticas.

Djalita Fialho destacou a importância da comunicação no engajamento das comunidades e a necessidade dos profissionais da comunicação serem confrontados com essas questões ligadas ao clima e como é que eles poderão, no exercício das suas funções, melhor comunicar o que são questões ligadas às mudanças climáticas.

“A comunicação é essencial, desde logo, porque tem também um papel de disseminação de informação, mas também de educação das pessoas, portanto quanto mais informados os profissionais da comunicação estiverem melhor essa mensagem irá passar e estaremos melhor preparados para nos adaptarmos e para ajudarmos enquanto sociedade civil a mitigar as consequências das mudanças climáticas”, declarou.

Reconheceu, por outro lado, os desafios que se prendem com a realidade geográfica do País e como é que esta realidade insular coloca o arquipélago numa situação menos privilegiada no que diz respeito às consequências das mudanças climáticas.  

“Não somos os principais que mais contribuímos para o aquecimento global e para as suas consequências, mas somos os que, possivelmente, mais sofremos com essas consequências”, realçou.

“Portanto, é importante estarmos preparados e informados sobre todas essas questões precisamente para podermos enfrentá-las de forma mais eficaz e para termos melhor qualidade de vida num mundo em que o aquecimento global e as mudanças climáticas são uma realidade.  É algo a que já não podemos escapar”, disse lamentando, por outro lado, o número reduzido dos profissionais da comunicação social participantes nessa acção de capacitação.

CM/HF

Inforpress/Fim

11/06/24 14:14

Cidade da Praia, 11 Jun (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, afirmou hoje que a estratégia nacional do país passa por reduzir ao máximo o uso de pesticidas químicos e optar por biopesticidas que são muito mais amigas do ambiente.

O governante falava à imprensa, momentos antes de presidir a abertura do workshop de informação e sensibilização para decisores políticos sobre os compromissos dos Estados no âmbito da harmonização regional das regras que regem a aprovação e gestão de pesticidas no Sahel e na África Ocidental, que decorre na cidade da Praia.

Sublinhou que a estratégia nacional passa pela luta integrada, e pelo uso de biopesticidas, e lá onde não for possível utilizar os pesticidas químicos, mas a opção é utilizar sempre aqueles que provocam menos estragos possíveis à natureza e à saúde humana.

De acordo com o ministro, os pesticidas continuam sendo úteis na agricultura, mas são substâncias muito perigosas e que causam grandes estragos ao meio ambiente e à saúde humana e muitas dessas moléculas têm o efeito permanente muito prolongado na natureza, muitas vezes com a capacidade mutagénica e cancerígena.

Segundo avançou, a particularidade do arquipélago, os seus ecossistemas insulares e uma biocenose específica, exige ainda mais vigilância na implementação das regras que regem a comercialização e o uso de pesticidas e outros agentes de controlo para as doenças das plantas e dos animais.

Neste sentido, disse que é necessário muito cuidado a nível dos países, seja na sua homologação para a autorização para a sua utilização, como também na sua boa utilização, com a existência de controles a nível das fronteiras, a entrada para os países que não a fabricam, mas também para aqueles que a fabricam.

“A gestão dos pesticidas na nossa sociedade e a resolução enfrenta diversos desafios, entre os quais a questão da fraude e da falsificação da receita de referência em si, a insuficiência das capacidades de controle na maioria dos nossos Estados, a ausência de dispositivos permanentes de monitoramento dos efeitos do uso de pesticidas na saúde e no meio ambiente, as lacunas na gestão de pesticidas”, apontou.

Assegurou que neste momento já existe um entendimento a nível regional, entre o Comité Interestadual de Luta contra a Seca no Sahel (CILSS), a União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no sentido de harmonizar as regras inerentes à gestão e homologação de pesticidas.

Para isso são necessárias reuniões, entendimentos, muita discussão entre as autoridades, técnicos e instituições que se ocupam desta problemática, sendo que é fundamental que falemos a mesma linguagem a nível regional e que tenhamos leis que sejam convergentes”, precisou o ministro que sublinhou que este entendimento deve levar em conta as normas nacionais de cada país.

O workshop centra-se no quadro político para a harmonização e implementação do controlo de conformidade (lei, regulamentos/políticas/directivas, directrizes/protocolos).

Pretende contribuir para o estabelecimento eficaz e o bom funcionamento do Comité da África Ocidental para a Aprovação de Pesticidas (COAHP), bem como dos Comités Nacionais de Gestão de Pesticidas (CNGP), através da informação e da sensibilização dos decisores políticos regionais e nacionais sobre as implicações da implementação do quadro regulamentar regional sobre o registo e gestão de pesticidas.

AV/HF

Inforpress/Fim

11/06/24 13:15

Porto Novo, 11 Jun (Inforpress) – A população do Monte Trigo, no interior do município do Porto Novo, voltou a pedir hoje “urgência” na reconstrução do muro da protecção das casas nessa aldeia devido ao aproximar da época das chuvas. 

O porta-voz da comunidade, Augusto Miranda, disse à Inforpress que as famílias em Monte Trigo começam a ficar preocupadas com o aproximar da época das chuvas, temendo pela segurança das suas habitações, que ficaram desprotegidas depois da destruição do muro de protecção em 2020 pelas cheias.

“Temos a informação de que este ano deverá chover muito em Cabo Verde e as famílias estão preocupadas à espera da reconstrução do muro, já que as suas casas estão desprotegidas”, avançou Augusto Miranda, alertando para o risco a que as habitações estarão sujeitas durante a época das chuvas.

Avisou que sem o muro de protecção e com a aproximação da época das chuvas as famílias clamam às autoridades competentes para resolverem o problema, que dura já há quatro anos.

Porém, os deputados do MpD, de visita a Monte Trigo, recentemente, informaram que o Governo já contratou para a reconstrução do muro “evitando que a época das chuvas encontre a comunidade desprotegida e exposta às cheias, num ano em que se prevê “queda de chuva acima da média”.

JM/ZS

Inforpress/Fim

11/06/24 12:51

Porto Novo, 11 Jun (Inforpress) – Os bombeiros voluntários do Porto Novo terminaram a missão ao perímetro florestal do Planalto Leste, Santo Antão, depois de vários incêndios que fustigaram essa reserva florestal, entre finais de Maio e princípios de Junho, informou hoje a corporação.

O comandante do Corpo dos Bombeiros do Porto Novo, Balbino Gomes, disse à Inforpress que a situação reinante no perímetro florestal do Planalto Leste é, nesta altura, de normalidade, razão pela qual a corporação decidiu dar por concluída a missão, que teve como propósito a prevenção de novos incêndios.

Porém, avançou este responsável, os bombeiros vão continuar a deslocar-se ao Planalto Leste para visitas de rotina a esse perímetro florestal, sensibilizando as populações para a necessidade de todos se envolverem na preservação daquele que é considerado “o pulmão de Santo Antão”.

Mais de 23 hectares da floresta ardida e duas casas destruídas foi o balanço dos incêndios que deflagram, recentemente, no perímetro florestal do Planalto Leste.

Criada há mais de 150 anos, a floresta do Planalto Leste, com 1.600 hectares de extensão, foi declarada reserva florestal em 1990, mas tem sido, nos últimos 30 anos, alvo de inúmeros incêndios, sendo o maior o que se verificou em 2018, que destruiu 200 hectares deste perímetro.  

Os deputados do MpD, eleitos por Santo Antão, defenderam, por ocasião dos incêndios, a criação de uma comissão de gestão do perímetro florestal do Planalto Leste, considerando “fundamental” a tomada de medidas legislativas, pelo Governo, “para a definição de uma comissão de gestão” dessa floresta, integrando os Serviços da Protecção Civil, os técnicos florestais e a comunidade.

Essa comissão teria a responsabilidade de definir e implementar “um plano sistemático e sustentável de gestão e manutenção da floresta”, avançaram os eleitos nacionais do partido no poder, que sugeriram a profissionalização de um corpo de bombeiros para a protecção desse património.

JM/HF

Inforpress/Fim

10/06/24 09:24

São Filipe, 10 Jun (Inforpress) – A câmara de Santa Catarina do Fogo vai celebrar um protocolo de cooperação com Associação Bons Amigos Internacional para continuidade da realização de campanha de registo, castração e desparasitação de cães e gatos no município.

A assinatura de protocolo de cooperação para campanhas futuras a nível do município de Santa Catarina do Fogo foi anunciada pela vereadora Adileuza Montrond no final da campanha de registo, castração e desparasitação de cães e gatos, que cobriu as localidades de Chã das Caldeiras e a cidade de Cova Figueira.

Dados da campanha indicam que no global foram castrados um total de 118 animais, 58 em Chã das Caldeiras e 60 na cidade de Cova Figueira, sendo 83 cães e 35 gatos, e desparasitados mais de três dezenas de cães e gatos durante os quatro dias de trabalho.

Depois de Santa Catarina do Fogo, e através de uma parceria entre a câmara de São Filipe e Associação Bons Amigos Internacional e Associação Projecto Vitó, decorre de hoje até quinta-feira, 13, e pela quarta vez, a campanha de castração e desparasitação de cães e gatos para o controlo eficaz a população canina e felina no município.

A inscrição para castração e desparasitação de cães e gatos terminou no passado dia 08 de Junho e a partir de hoje a equipa da Associação Bons Amigos Internacional e do Projecto Vitó, apoiada por técnicos locais, estará no Polivalente do Bairro III Congresso para os trabalhos de castração e desparasitação.

No ano passado e no âmbito da terceira campanha um total de 233 animais, de entre cães e gatos, foram castrados, 48 foram desparasitados e seis animais foram submetidos a operações cirúrgicas para remoção de testículos inclusos, sutura de feridas, extracção de tumores e limpeza de dentes.

JR/AA

Inforpress/Fim

09/06/24 16:31

Porto Novo, 09 Jun (Inforpress) – A associação Terrimar (Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) propôs hoje uma reflexão sobre a atitude das pessoas em relação ao ambiente, mostrando-se preocupada com a problemática do lixo no município do Porto Novo, em Santo Antão.

Esta associação, com sede na cidade do Porto Novo, através de uma nota, considerou “crucial” “uma reflexão sobre as atitudes e as acções das pessoas” para com o ambiente, mais concretamente em relação à quantidade do lixo que se produz no município do Porto Novo.

Esta preocupação surge na sequência de uma campanha de limpeza efectuada, sábado, na praia de Curralinho, no Tarrafal de Monte Trigo, interior do município do Porto Novo, que permitiu a recolha de uma grande quantidade de lixo num sítio onde as tartarugas marinhas costumam desovar.

“É crucial reflectirmos sobre as nossas acções e atitudes. Reduzir a quantidade de lixo produzida no nosso dia-a-dia tem um enorme impacto no futuro do nosso planeta e no bem-estar das próximas gerações”, aconselhou esta associação.

A campanha de limpeza, que assinalou o Dia Mundial dos Oceanos, se enquadra no projecto municipal de educação e sensibilização ambiental que está a ser implementado no município do Porto Novo, numa iniciativa da edilidade porto-novense, financiado pelo Fundo do Ambiente.

O vereador da câmara do Porto Novo, Nilson Santos, explicou que esta iniciativa teve como propósito “chamar a atenção das pessoas no sentido de haver uma melhor colaboração, colocando o lixo que é produzido nos contentores”.

No quadro deste projecto, que tem a parceria da Terrimar e da Associação para a Defesa do Património de Mértola, Portugal, realizou-se, sexta-feira, uma marcha pelo ambiente e uma feira do ambiente envolvendo os estudantes das diferentes escolas do concelho.

JM/ZS

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08/06/24 22:31

Espargos, 08 Mai (Inforpress) – O Presidente da República disse hoje que encerra a terceira conferência da Década do Oceano com a convicção de que a sociedade está consciente dos desafios em relação aos oceanos, das enormes riquezas existentes no mar.

José Maria Neves fez essa afirmação durante o acto de encerramento da conferência, na localidade piscatória da Palmeira, afirmando que, “definitivamente o futuro de Cabo Verde é azul”.

“Agora é mobilizar toda essa disponibilidade cidadã e da sociedade civil, mobilizar todas as competências e todas as capacidades, mobilizar os recursos financeiros que são necessários para acelerarmos o passo no domínio da economia azul”, afirmou.

José Maria Neves disse que é preciso “garantir uma gestão sustentável dos oceanos e fazer crescer outras áreas como os transportes”, o turismo e construir novos espaços de desenvolvimento que possam gerar mais empregos e criar muito mais oportunidades.

O chefe de Estado sublinhou ainda que “o país está a crescer no seu ritmo em relação ao produto interno bruto”, mas relativamente às economias criativas, economia azul e às tecnologias informacionais, considerou que Cabo Verde está a “crescer abaixo do potencial”.

“Já fizemos muito, mas Cabo Verde ainda precisa de enfrentar uma longa caminhada, grandes desafios para poder ser uma economia moderna, com empregos, com rendimentos e com oportunidades para as pessoas”, concluiu.

A representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, durante o seu discurso, lembrou que há dois anos, na conferência sobre o Dia Mundial dos Oceanos, também realizada pela presidência, referiu que faltavam oito anos para atingir o ODS-14, (conservar e gerir de forma sustentável os recursos dos oceanos), e os restantes objectivos de desenvolvimento sustentável.

“Devemos aproveitar o momento para acelerar e acelerar as nossas acções, pois a governança dos oceanos e o desenvolvimento da economia azul, agora com apenas seis anos, até 2030, alcançar o ODS-14 requer um esforço concertado em várias áreas”, lembrou.

A mesma continuou afirmando que há algumas principais acções que a FAO considera necessárias, como a gestão sustentável do sector das pescas, apoiar a adopção de práticas de aquacultura sustentáveis, respeitadoras do ambiente, expandir e gerir eficazmente as áreas marinhas protegidas para proteger os hábitos críticos e a biodiversidade.

“Ao concentrar-se nestas áreas críticas no âmbito do Programa de Economia azul Cabo Verde pode fazer progressos significativos para alcançar os ODS 14 até 2030, garantindo a sustentabilidade e a conservação dos oceanos e recursos marinhos para gerações futuras”, continuou.

Para concluir, continuou, “reafirmamos aqui o forte engajamento da FAO para, junto com os principais parceiros, continuar a apoiar Cabo Verde na promoção de uma melhor governança dos oceanos”.

Antes do encerramento oficial da terceira conferência da década do oceano, que aconteceu durante dois dias na ilha do Sal, os participantes do evento envolveram-se numa campanha de limpeza nos arredores da praia da Palmeira e no subaquático.

Cerca de 700 quilogramas de lixo, mais de 200 quilogramas de plástico, foram retirados da baía do porto da Palmeira por uma equipa de mergulhadores.

De referir que a quarta conferência da década do oceano ficou agendada para os dias 07 e 08 de Junho de 2025 na ilha do Fogo.

NA/HF

Inforpress/Fim

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