internacional


13/06/24 12:05

Madrid, 13 Jun (Inforpress) – O ex-presidente russo Dimitri Medvedev defendeu hoje "causar o máximo dano" aos EUA e seus aliados pelas sanções contra Moscovo, incluindo entrega de armas "aos inimigos do mundo ocidental" e recurso a notícias falsas.

"Novas sanções norte-americanas. Em breve haverá sanções europeias. É necessário responder? Parece que não, uma vez que já somam dezenas de milhares. Aprendemos a viver e a desenvolver-nos apesar das sanções", escreveu Dimitri Medvedev numa mensagem publicada na sua conta no canal Telegram, citada pela Europa Press.

O antigo presidente da Rússia e actual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, ressalvou contudo que, "por outro lado, é necessário (responder)".

Medvedev denunciou que Washington e os seus aliados declararam uma "guerra sem regras" a Moscovo, sublinhando que "é necessário tentar causar todos os dias o máximo de dano aos países que impuseram estas restrições" à Rússia e seus cidadãos, insistindo em impor "danos onde se possam causar danos".

Medvedev defendeu a imposição de "danos às suas economias, instituições e governantes" e "danos ao bem-estar dos seus cidadãos e à sua confiança no futuro".

"Para isso devemos procurar as vulnerabilidades chave das suas economias e aplicar-lhes golpes em todas as áreas. Causar danos em todas as partes, paralisar as empresas e agências governamentais", acrescentou.

"Receiam que entreguemos armas aos inimigos do mundo ocidental? Devemos dar-lhes todo o tipo de armas, excepto armas nucleares, por enquanto" defendeu, continuando: "Receiam a anarquia e uma explosão do crime nas principais cidades? Devemos ajudar a desorganizar os seus governos locais".

"Queixam-se da nossa utilização de notícias falsas? Vamos transformar as suas vidas num pesadelo louco em que já não sejam capazes de distinguir a ficção mais clara da realidade do dia-a-dia", disse.

Inforpress/Lusa

Fim

13/06/24 12:00

Gaza, 13 Jun (Inforpress) - Os bombardeamentos israelitas na quarta-feira causaram pelo menos 30 mortos e mais de 100 feridos na Faixa de Gaza, elevando o total de vítimas mortais para 37.232, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas.

O número total de mortos subiu para 37.232, 70% dos quais mulheres e crianças, e o número de feridos para 85.037, com cerca de 10.000 corpos ainda sob os escombros, referem as autoridades de Gaza.

Nas últimas horas, cinco habitantes de Gaza morreram e 17 ficaram feridos em ataques israelitas contra duas habitações no campo de refugiados de Nuseirat (centro) e fontes palestinianas indicam que as forças de Telavive utilizaram explosivos para destruir edifícios no centro de Rafah.

A agência noticiosa palestiniana Wafa noticiou também a morte de um civil num ataque de um drone a uma concentração de civis perto do porto de Gaza, a oeste da cidade. Nesta zona, o bairro de Zeitun continua a ser bombardeado com ataques aéreos.

Em Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, o exército intensificou hoje os ataques, perto da passagem terrestre com o Egipto, que continua fechada e impede a saída de mais de 11.000 habitantes de Gaza com problemas de saúde para receberem tratamento médico.

A situação das crianças de Gaza continua crítica e pelo menos 33 morreram de fome nos últimos oito meses, segundo dados de quarta-feira do governo do Hamas.

O exército israelita afirmou hoje, em comunicado, ter eliminado mais de dez militantes do movimento radical islâmico Hamas no centro de Gaza no último dia, "incluindo um participante no massacre de 7 de Outubro", e destruído mais de 45 alvos, incluindo estruturas militares, lança-foguetes e túneis.

A guerra, que hoje entrou no 251.º dia, continua a ameaçar alastrar-se a toda a região do Médio Oriente.

O conflito causou também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa “situação de fome catastrófica” que está a fazer vítimas - “o número mais elevado alguma vez registado” pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Inforpress/Lusa

Fim

13/06/24 08:33

Apúlia, Itália, 13 Jun (Inforpress) - As guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, a Inteligência Artificial e a situação em África e América Latina fazem parte da agenda da cimeira do G7, que decorre entre hoje e sábado em Itália.

Além dos chefes de Estado e de Governo da Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Japão, o encontro contará com vários convidados, entre os quais o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o brasileiro, Lula da Silva, e o argentino, Javier Milei.

A sessão de abertura nesta quinta-feira será dedicada a África, alterações climáticas e desenvolvimento.

Seguir-se-á uma sessão dedicada à situação no Médio Oriente e depois debates sobre a Ucrânia - considerado o tema central da cimeira - antes de um jantar oficial.

Zelensky deverá insistir no pedido de ajuda aos seus aliados ocidentais. O exército ucraniano, com falta de munições e de homens, está a debater-se com dificuldades, nomeadamente devido ao atraso na entrega da ajuda militar ocidental.

Na véspera da reunião, a Casa Branca (presidência norte-americana) anunciou que o Presidente Joe Biden e o homólogo ucraniano iam assinar um acordo bilateral de segurança à margem do G7.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anfitriã da cimeira (Itália assume a presidência rotativa do grupo), que decorre em Apúlia, sul de Itália, assumiu que quis proporcionar “uma visão mais ampla e global”, tendo convidado líderes africanos e árabes.

Na sexta-feira, o Papa Francisco aborda a Inteligência Artificial e a paz, antes do encerramento da cimeira, pelas 19:00 locais (menos duas horas em Cabo Verde).

No sábado à tarde, a primeira-ministra italiana dá uma conferência de imprensa.

Inforpress/Lusa

Fim

12/06/24 12:10

Bruxelas, 12 Jun (Inforpress) – O número de pessoas em risco de pobreza e exclusão social teve, em 2023, uma ligeira descida homóloga para 94,6 milhões, o que representa 21% da população da União Europeia (UE), divulga hoje o Eurostat.

Em 2022, o número de pessoas em risco de pobreza e exclusão social na UE era de 95,3 milhões, 22% da população do bloco.

De acordo com os dados do serviço estatístico da UE, entre os Estados-membros, a Roménia apresentou, no ano passado, a maior quota (32%) de pessoas em risco, seguindo-se a Bulgária (30%), a Espanha (27%) e a Grécia (26%).

As menores taxas de pessoas em risco de pobreza e exclusão social foram registadas na República Checa (12%), Eslovénia (14%), Finlândia e Polónia (16% cada).

Em Portugal, havia, em 2023, 20,1% de pessoas que viviam em agregados familiares com pelo menos um dos três riscos de pobreza e exclusão social: risco de pobreza, privação material e social grave e/ou viver num agregado familiar com intensidade de trabalho muito baixa.

Inforpress/Lusa

Fim

12/06/24 12:02

Pyongyang, 12 Jun (Inforpress) - O líder norte-coreano Kim Jong Un classificou como invencível a relação com o governo da Rússia e descreveu o Presidente russo Vladimir Putin como "camarada de armas".

As declarações de Kim Jong Un são divulgadas após o jornal russo Vedomosti ter noticiado uma eventual visita de Putin à Coreia do Norte e ao Vietname "nas próximas semanas".

Segundo a agência noticiosa norte-coreana KCNA, o encontro entre Kim Jong Un e Putin na Rússia, no ano passado, elevou as ligações entre os dois países a um "nível superior".

Numa mensagem enviada a Putin, o líder norte-coreano sublinhou os resultados alcançados pelo líder russo na conquista de um "país forte apesar de todos os desafios e sanções impostos por forças hostis", referindo-se à Ucrânia.

Kim Jong Un deslocou-se à Rússia em Setembro de 2023, onde visitou instalações do Cosmódromo de Vostochny, onde funciona a agência de construção espacial russa, onde Putin prometeu ajuda na construção de satélites.

Os dois líderes concordaram manter novos contactos.

Pyongyang e Moscovo têm vindo a aumentar gradualmente as relações diplomáticas e de segurança, especialmente à medida que se agravam as tensões na península coreana e na Ucrânia.

Está prevista a visita de uma delegação norte-coreana à Rússia ainda esta semana.

As autoridades norte-americanas e sul-coreanas acusaram Pyongyang de enviar armas para a Rússia no contexto da guerra na Ucrânia em troca de assistência tecnológica para o programa balístico e nuclear.

Inforpress/Lusa

Fim

12/06/24 11:51

Beijing, 12 Jun (Inforpress) - O presidente chinês considerou hoje que a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento promoveu uma nova ordem económica internacional e fez contribuições importantes para o comércio e o desenvolvimento globais.

Xi Jinping fez esta consideração num discurso em vídeo na cerimónia de abertura da celebração do 60º aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), citado pela Xinhua.

O presidente da China precisou que, nos últimos 60 anos desde a sua fundação, à luz de sua missão de alcançar a prosperidade para todos, a UNCTAD promoveu vigorosamente a cooperação Sul-Sul, defendeu o diálogo Norte-Sul, promoveu uma nova ordem económica internacional e fez contribuições importantes para o comércio e o desenvolvimento globais.

Observando que o mundo actual está a passar por mudanças mais rápidas, nunca vistas em um século, e que a paz e o desenvolvimento são confrontados com novos desafios, Xi disse que todos os lados devem assumir suas responsabilidades pela história e pelo povo, manter a direcção certa e trabalhar juntos para construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.

Ele pediu a todas as partes que promovam um ambiente internacional para o desenvolvimento pacífico. A seu ver, todos os países, especialmente os grandes, devem buscar o verdadeiro multilateralismo, defender um mundo multipolar igualitário e ordenado, respeitar os objectivos e princípios da Carta da ONU e apoiar um papel mais eficaz da UNCTAD e de outras agências multilaterais.

Todos os lados precisam seguir a tendência para o desenvolvimento aberto, disse Xi, pedindo a defesa da globalização económica universalmente benéfica e inclusiva, o avanço de liberalização e facilitação do comércio e do investimento, resolução adequada do desequilíbrio do desenvolvimento e outras questões, e o aperfeiçoamento do sistema de governança global para ser mais justo e equitativo.

A mesma fonte defendeu igualmente que todas as partes precisam aproveitar a oportunidade histórica para o desenvolvimento impulsionado pela inovação.

É importante criar um ambiente aberto, inclusivo e não discriminatório para a economia digital, seguir o princípio centrado nas pessoas e IA para o bem, fortalecer as regras e a governança relacionadas à IA dentro da estrutura das Nações Unidas, promover activamente a transição verde e ajudar os países em desenvolvimento a aderir à tendência de desenvolvimento digital, inteligente e verde”, advogou.

Xi Jinping garantiu ainda que a China sempre será membro do Sul Global e do mundo em desenvolvimento, acrescentando que a China buscará activamente importar mais de outros países em desenvolvimento, intensificar a cooperação em comércio, investimento e desenvolvimento e ajudar a implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Estabelecida em 1964, a UNCTAD foi fundada com o objectivo de garantir a inclusão da globalização. Nas últimas seis décadas, a economia global testemunhou a ascensão do Sul Global, o surgimento de uma vasta economia digital e avanços notáveis na redução da pobreza e da fome no mundo.

A UNCTAD anunciou a mudança de nome para “ONU Comércio e Desenvolvimento “, com o intuito de celebrar o seu 60º aniversário.

Inforpress/Xinhua

Fim

12/06/24 09:43

Madrid, 12 Jun (Inforpress) - Um total de 4.808 imigrantes morreram entre Janeiro e Maio a tentar chegar a Espanha em embarcações precárias ao longo da Rota das Canárias, quase 32 mortes por dia, segundo números da organização Caminhando Fronteras.

Embora as Nações Unidas há muito que apontem as diferentes rotas marítimas que levam às Ilhas Canárias a partir da costa de África como as mais mortíferas do mundo, os números apresentados hoje pela Caminando Fronteras não têm precedentes: em apenas cinco meses os números estão mais próximo das 6.007 mortes contabilizadas em 2023, segundo a organização.

Se cruzarmos estes dados com os números de chegadas publicados pelo Ministério do Interior - 17.117 pessoas até 31 de maio -, observa-se que nestes cinco meses morreu ou desapareceu um imigrante nos barcos com destino às Ilhas Canárias por cada 3,5 que foram resgatados. Em 2023, quando todos os recordes de chegada foram quebrados (39.910), a mesma taxa foi de uma morte para cada 6,6 sobreviventes.

A nova edição do relatório "Monitorização do direito à vida na fronteira ocidental euro-africana", da organização, aponta para 5.054 mortes de imigrantes nas rotas marítimas que levam a Espanha nos primeiros cinco meses do ano, o que equivale a 33 por dia.

Às 4.808 mortes registadas na Rota das Canárias, a Organização Não-Governamental (ONG) acrescenta mais 175 na Rota da Argélia (da Argélia às Ilhas Baleares e à costa do Levante), 47 no Mar de Alborão e 24 no Estreito de Gibraltar.Os números incluem pelo menos 154 mulheres e 50 rapazes e raparigas.

Há ainda registo de 47 barcos desaparecidos com ocupantes a bordo.

Os dados recolhidos pela Caminando Fronteras, através do contacto com os próprios migrantes e suas famílias, indicam que nos primeiros cinco meses do ano desapareceram 47 barcos com pessoas, sendo abril o mês mais mortífero, com 1.197 vidas perdidas.

Na Rota das Canárias, esta ONG já vinha alertando desde o início do ano para o grande número de embarcações que desapareciam no Atlântico depois de saírem da costa da Mauritânia, uma delas foi encontrada no dia 15 de Abril, do outro lado do oceano, na costa do Brasil, com nove corpos a bordo.

Os dados indicam que a maioria das vidas perdidas no Atlântico este ano corresponde a embarcações precárias que partiram de Nouakchott, Nouadhibou ou outros pontos da costa mauritana: 3.600.

Outras 959 pessoas morreram quando seguiam em pequenas embarcações vindas do Senegal ou da Gâmbia e mais 249 em barcos ou botes insufláveis que partiram do Sahara e de Marrocos, na faixa de quase mil quilómetros de costa entre Guelmim e Dakhla.

A Caminando Fronteras afirma que, nos últimos meses, diminuíram as saídas de canoas do Senegal e da Gâmbia, extremo sul da Rota das Canárias.

No entanto, as provenientes da Mauritânia dispararam, com cidadãos de diferentes nacionalidades, mas principalmente de países da faixa do Sahel, o que fez com que a Rota da Mauritânia se mantivesse muito ativa mesmo no pior período do inverno.

Na contagem dos primeiros cinco meses de 2024, há vítimas de 17 países: Argélia, Burundi, Burkina, Camarões, Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné Bissau, Guiné Conacri, Ilhas Comores, Mali, Marrocos, Mauritânia, República Democrática do Congo, Senegal, Serra Leoa, Sudão e, fora de África, também Paquistão.

A ONG espanhola chama também a atenção para o que se passa na Rota da Argélia, sublinhando que o número de mortos nestes meses duplica os de igual período do ano passado.

As vítimas também estão a aumentar (+50%) no Mar de Alborão e no Estreito de Gibraltar. Todas as mortes correspondem a pessoas que tentaram atravessar a nado a fronteira marítima de Ceuta.

A organização defende que este aumento de mortes nas rotas migratórias é influenciado por fatores como a falta de meios de busca e salvamento em locais como a Mauritânia ou a demora com que, na sua opinião, os meios de salvamento são por vezes ativados a partir de Espanha.

Inforpress/Lusa

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12/06/24 07:46

Genebra, 12 Jun (Inforpress) - Uma comissão de inquérito da ONU concluiu que as autoridades israelitas são responsáveis por crimes contra a humanidade, incluindo extermínio, na Faixa de Gaza desde 07 de outubro de 2023.

A comissão, criada em maio de 2021 pelo Conselho dos Direitos Humanos, "concluiu que foram cometidos os crimes contra a humanidade, de extermínio, assassínio, perseguição com base no género dirigida a homens e rapazes palestinianos, transferência forçada, tortura e tratamento desumano e cruel", refere o relatório divulgado hoje.

Reagindo ao documento, a embaixada de Israel em Genebra acusou de imediato a comissão de "discriminação sistemática" contra o país.

A Comissão de Inquérito "provou mais uma vez que as ações estão todas ao serviço de uma agenda política centrada contra Israel”, denunciou o embaixador de Israel na ONU em Genebra, Meirav Shahar, num comunicado de imprensa.

Inforpress/Lusa

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11/06/24 14:43

Paris, 11 Jun (Inforpress) – O Presidente francês, Emmanuel Macron, excluiu a possibilidade de se demitir “seja qual for o resultado” das eleições legislativas antecipadas convocadas após a derrota do seu partido nas eleições europeias, numa entrevista publicada hoje pela revista Le Figaro.

Questionado sobre o risco de o Rassemblement National (RN, extrema-direita) pedir a sua demissão em caso de vitória nas eleições de 30 deste mês (com segunda volta a 07 de junho), o Presidente francês afastou essa possibilidade, segundo o semanário. 

"Não é o RN que está a escrever a Constituição, nem o espírito dela. As instituições são claras, tal como o lugar do Presidente, seja qual for o resultado. Para mim, isso é intangível", respondeu.

Macron disse estar novamente disposto a debater com Marine Le Pen, a líder dos deputados de extrema-direita na Assembleia Nacional dissolvida. 

"Claro! Estou pronto para usar as nossas cores e defender o nosso projeto", disse.

“Vou lá para ganhar”, garantiu o Presidente na entrevista, realizada na tarde de segunda-feira, um dia depois do anúncio da dissolução, que apanhou toda a gente de surpresa, incluindo o seu próprio primeiro-ministro, Gabriel Attal.

Àqueles que o consideram “louco” por provocar uma tal reviravolta política, Emmanuel Macron responde: “não, de todo”. 

"Só estou a pensar em França. Foi a decisão correta, no interesse do país. E digo aos franceses: não tenham medo, vão votar".

Antes da conferência de imprensa que deverá dar o mote para a campanha ‘macronista’, prevista para hoje mas entretanto adiada para quarta-feira, o candidato explicou que pretende ir a votos “alargando e clarificando a sua linha”.

Acrescentou a intenção de “estender a mão a todos aqueles que estão prontos para governar e trabalhar numa síntese na direção de um radicalismo ambicioso”, sem dizer exatamente como, uma vez que não conseguiu desde 2022 alargar a sua maioria relativa.

“Nunca acreditei nas sondagens. […] Uma nova campanha está a começar e não devemos olhar para os resultados de cada círculo eleitoral à luz dos resultados das eleições europeias”, continuou.

Pouco depois de se conhecerem as declarações de Macron, o líder do partido de direita Les Républicains, Eric Ciotti, apelou a “uma aliança” com o partido de extrema-direita RN para as eleições legislativas antecipadas de 30 de junho e 7 de julho em França.

“Precisamos de uma aliança, mantendo a nossa identidade, [...] com o RN e os seus candidatos”, declarou Eric Ciotti no canal de televisão TFI, adotando oficialmente uma posição muito controversa no seio do seu próprio partido, herdeiro do movimento ‘gaullista’.

O apelo de Ciotti foi já “bem-recebido” pela líder da RN, Marine Le Pen, que o considerou “uma escolha corajosa”.

Le Pen saudou também o que considerou ser “o sentido de responsabilidade” de Ciotti.

“Quarenta anos de um pseudo cordão sanitário, que levou à perda de muitas eleições, estão em vias de desaparecer”, declarou à AFP Le Pen, que ao longo da última década iniciou uma estratégia de ‘desdemonização’ e normalização do seu partido com o LR.

Inforpress/Lusa

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11/06/24 07:54

Nações Unidas, 11 Jun (Inforpress) - O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje uma resolução que saúda a proposta de cessar-fogo em Gaza anunciada pelo Presidente norte-americano e insta Israel e Hamas a "implementarem integralmente os seus termos, sem demora e sem condições".

A resolução, da autoria dos Estados Unidos, recebeu 14 votos a favor e uma abstenção da Rússia.

Trata-se da primeira resolução do Conselho de Segurança sobre um plano de cessar-fogo que visa pôr fim à guerra de oito meses entre Israel e o Hamas em Gaza.

Em 31 de maio, Biden anunciou o que descreveu como uma nova proposta israelita, chamando-a de “um roteiro para um cessar-fogo duradouro e a libertação de todos os reféns”, composto por três fases.

Inforpress/Lusa

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10/06/24 09:26

Bruxelas, 10 Jun (Inforpress) – O Partido Popular Europeu (PPE) venceu as eleições europeias que no domingo terminaram nos 27 Estados-membros, com 184 lugares, mais 47 do que os socialistas, revela uma nova estimativa do Parlamento Europeu.

Segundo a mais recente projeção, divulgada às 09:06 de Bruxelas (08:06 de Lisboa), o PPE (que integra PSD e CDS-PP) mantém-se como a principal força política europeia, seguido pelo grupo dos Socialistas e Democratas (S&D, inclui o PS), que conquistou 139 lugares e continua como segunda maior bancada.

Nesta projeção do hemiciclo, baseada nos resultados nacionais finais ou provisórios disponíveis, publicados depois de concluída a votação em todos os Estados-membros, com base na estrutura do parlamento cessante, o Renovar a Europa (que inclui Iniciativa Liberal) mantém-se no terceiro lugar, com 80 eleitos.

O grupo de direita dos Conservadores e Reformistas (ECR) consegue 73.

A extrema-direita do Identidade e Democracia (ID, que inclui Chega) conquista 58 eurodeputados, enquanto os Verdes (que inclui Livre e PAN) obtêm 52 lugares.

A Esquerda Europeia (que integra PCP e Bloco de Esquerda) terá conseguido 36 lugares.

No total, cerca de 361 milhões de eleitores dos 27 países da UE foram chamados, entre 06 e 09 de junho, a escolher a composição do próximo Parlamento Europeu, elegendo 720 eurodeputados, mais 15 que na legislatura anterior, elegendo Portugal 21 representantes.

Nas anteriores eleições de 2019, foram eleitos 751 eurodeputados, quando o Reino Unido ainda fazia parte da UE, mas com a sua saída, passaram a existir 705 lugares.

Na legislatura que agora termina, o PPE tinha 176 eurodeputados, enquanto o S&D tinha 139. Seguiam-se o Renovar a Europa (102), os Verdes (71), o ECR (69) e o ID (49).

A Esquerda Europeia tinha 37 parlamentares e havia 62 eurodeputados não inscritos.

Inforpress/Lusa

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10/06/24 08:03

Bruxelas, 10 Jun (Inforpress) – A presidente do Parlamento Europeu (PE) alertou hoje que a instituição “não trabalha com um Governo e uma oposição, mas com uma maioria” e anunciou reuniões entre os líderes dos grupos políticos na terça-feira.

“Este parlamento não trabalha com um Governo e uma oposição, trabalha com uma maioria”, disse Roberta Metsola, no hemiciclo do PE depois de uma atualização às projeções dos resultados das eleições europeias, em Bruxelas.

A presidente do PE insistiu que é necessário “construir uma maioria para encontrar as melhores soluções para os problemas dos cidadãos” e anunciou que a partir de terça-feira começam as reuniões entre os líderes dos grupos políticos que compõem o parlamento para criar essa maioria.

Questionada sobre os problemas que o crescimento da extrema-direita pode trazer, Roberta Metsola não respondeu diretamente e disse apenas que é preciso “perceber a responsabilidade que os cidadãos colocam nos representantes” eleitos pelos 27 países da União Europeia.

“Vamos decidir sobre questões não só institucionais, mas também com consequências para a vida dos nossos cidadãos”, acrescentou.

Sobre o escândalo de corrupção “Qatargate”, que abalou a instituição no final de 2022, Roberta Metsola considerou que o próximo parlamento “está equipado com as barreiras apropriadas” e capaz de “fazer soar os alarmes se voltasse a acontecer”.

O PE “hoje é mais eficaz e mais transparente”, comentou.

Inforpress/Lusa

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