São Vicente: Cabo-verdianas que dizem ter mudado a vida com empreendedorismo digital através de multi-nacional de marketing

08-03-2024 1:00

Mindelo, 08 Mar (Inforpress) – Ronilda Delgado e Melissa Évora são duas cabo-verdianas que viviam antes em Portugal e agora voltaram para Cabo Verde depois de terem “melhorado a vida” com o empreendedorismo digital através de uma multi-nacional de marketing.

Na verdade, Ronilda e Melissa Évora têm muitas coisas em comum, a começar por serem naturais e amigas de infância no Sal, 36 anos de idade, ex-emigrantes em Portugal e agora o interesse pelas possibilidades que têm tido na vida, com a myWorld.

Ambas assumiram à Inforpress estarem “muito entusiasmadas” com tudo que já aprenderam com a multi-nacional de compras, marketing e publicidade, que já existe há 21 anos e quer tornar-se numa plataforma única de descontos a nível global.

No seu caso, Ronilda Delgado, uma das pioneiras a nível de Cabo Verde, nega ser a primeira cabo-verdiana a interessar-se pela plataforma, mas, confirma ser a primeira a “levar a sério” como negócio e ter uma vida profissional através desta.

E tudo começou, como contou, em 2019, quando se mostrava um tanto ou quanto desgastada com o seu trabalho numa `call center´, na qual recebia um salário que nem lhe dava independência para sequer ter uma casa, sem ser compartilhada com outros colegas.

“A verdade é que queremos sempre um pouco mais, queremos viajar, queremos ter outras coisas para a nossa vida, queremos ter liberdade financeira, e depois entendemos que só com o nosso trabalho é impossível chegar a este patamar”, considerou, adiantando que, através de um amigo, tornou-se cliente da myWorld e passou a receber dinheiro em sua conta pelos descontos feitos nas suas compras.

Após dez meses de estudo da empresa, decidiu investir como empresária e criar a sua própria comunidade de compras, que actua como uma franquia da plataforma multinacional, modelo semelhante, exemplificou, ao das Mc Donalds.

“Ou seja, todos as McDonald's devem ser iguais, e tenho que pagar pelo uso da marca. Aqui é a mesma coisa. Basicamente, tenho meu próprio negócio, no qual sou franqueada da myWorld e represento a marca”, explicou.

Desta forma, afiançou, há cerca de cinco anos tem estado a ajudar a resolver dois dos principais problemas do mundo de negócio, engajar clientes e ter uma “política eficaz” de marketing e publicidade.

“Porque temos um acordo com a empresa, onde irei ajudá-la a fidelizar os seus clientes. Vou ajudá-la a conseguir mais clientes, mas, cada vez que meu cliente vem aqui, ele paga uma comissão de vendas ou publicidade.

Ou seja, quando o cliente compra, a empresa paga uma comissão de publicidade”, esclareceu Ronilda Delgado.

A mesma estratégia posta em prática pela amiga Melissa Évora, que hoje se vangloria de não ter patrões, depois de não ter tido uma vida fácil, em Portugal, a ponto de enviar a filha para Cabo Verde para vir viver com a avó, somente para diminuir as despesas.

Teve o primeiro contacto com a myWorld durante o período da pandemia da covid-19, em Maio de 2020, quando estava em regime de teletrabalho.

“E eu não queria mais isso e, então, pensei, vou trabalhar, vou construir algo que seja para mim, vou poder ter minha filha comigo, vou retribuir aos meus pais tudo o que eles já fizeram por mim, terei mais tempo para meus filhos”, contou, afirmando que a partir da decisão, teve uma “mudança radical” na vida.

Uma transformação que, conforme a mesma fonte, permitiu regressar e trabalhar a partir de Cabo Verde, administrar seu tempo, viajar, e estar mais com os dois filhos.

Por tudo que já conseguiram, Ronilda Delgado e Melissa Évora retribuem com “muito empenho e foco” no trabalho.

Estratégia com a qual dizem estar a conquistar o mercado cabo-verdiano, conseguindo até então a adesão de mais de 100 empresas nacionais de ilhas como São Vicente, Santiago, Sal e Boa Vista, que agora estão visíveis em 57 países a nível mundial.

Asseguram que o número de seus parceiros em Cabo Verde está a crescer a cada dia, desde empresas físicas e via internet, contribuindo para superar a “barreira de desconfiança típica do cabo-verdiano”.

A paleta de negócios também se mostra bem diversificada, desde colégios, supermercados, minimercados, rent-a-cars, agências de viagens, restaurantes, entre outros, que definem o valor do ´cashback´ (dinheiro devolvido) aos clientes nas compras, que pode ir até 25 por cento (%).

Mas, acima da questão financeira, as duas jovens dizem estar “felizes” por tudo que a myWorld oferece em termos de crescimento pessoal, porque, para além de permitir ganhar dinheiro, confere mentoria, orientação nos negócios e no relacionamento com as pessoas, gestão de conflitos, que as fez alargar os horizontes e ver que “a vida pode ser vista e feita de várias formas e não somente no modelo de um emprego fixo, válido até à morte”.

LN/JMV
Inforpress/Fim

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