Santa Catarina: Agricultores de Boa Entrada clamam por soluções ao abastecimento de água para rega e melhoria na via de acesso

04-03-2024 12:28

Assomada, 04 Mar (Inforpress) – Os agricultores e moradores de Boa Entrada e arredores, em Santa Catarina, pediram hoje a intervenção de quem de direito para solucionar o problema de água para rega, mas também melhoria na via de acesso.

Este apelo foi feito em declarações à imprensa, porque, segundo Augusto Pires, é uma forma que encontraram para demonstrar o “desespero” por que passam os agricultores e a situação vivida nesta ribeira com “grande potencial turístico e agrícola”.

Segundo este agricultor, existem dois furos de água nesta zona e, quando estavam a funcionar, os agricultores e nem mesmo os moradores enfrentavam problemas com água, mas, há mais de dois anos que por falta de bomba para bombear esta água, estão a enfrentar crises e por mais reclamarem ou procurarem os responsáveis para repor a normalidade até ainda não tiveram nenhuma resposta ou visita de técnicos.

“O mais grave é na localidade de Banana Semedo onde o furo também se encontra inactivo pela mesma razão, só que o agravante é ver os moradores a utilizarem água de um poço para o consumo em casa”, denunciou, realçando que esta é uma situação que precisa de intervenções “urgentes”.

Além disso, acusou o Governo e o poder local de fazer “desdém” dos moradores de Boa Entrada e arredores, exemplificando com a falta de estrada em condições para acudir as pessoas na localidade de Julangue e outras zonas mais abaixo, onde improvisaram uma estrada na ribeira, mas que não possui grandes condições para circulação de viaturas.

Em caso de emergência, revelou que é preciso carregar os doentes nas costas ou em jumentos até onde encontrarem estrada circulável e no caso de mortes, contou que os moradores juntam-se para darem um jeito na via permitindo assim a passagem do funeral.

Manuel Monteiro também é um agricultor desta ribeira que começou a lamentar o estado da via improvisada, relembrando que ribeira nenhuma deve servir de estrada ou caminho vicinal para as pessoas circularem, apelando assim a uma intervenção “mais urgente” possível no sentido de as autoridades construírem uma via que dá para viaturas e pessoas circularem em segurança.

“Ribeira não é estrada, não é caminho. É lugar para a água passar”, afiançou, sublinhando que a desculpa tem sido falta de terreno para construir a estrada, mas este, revoltado, considerou que é “falta de boa vontade política”.

Pois, sustentou que caso o Governo quisesse fazer esta estrada não ia importar com os terrenos, mas sim somente com o objectivo que este (o Governo) queria alcançar, e mesmo se for a falta de terreno, informou que todos os agricultores dessa ribeira já se mostraram disponíveis em ceder parcelas de terreno para que possam ter uma via condigna”, tanto para as pessoas como para o escoamento dos seus produtos.

Já José Tavares diz lamentar a situação de hoje não terem oportunidade de produzirem como antes, mas também de ver algumas parcelas de terrenos abandonadas por falta de água, e mostrou pelas proximidades um campo com cenoura, mas que se encontra cheio de ervas daninhas, porque “não vale a pena manter as plantações limpas se não há água que garanta a produção”.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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