Portugal: Centenas participam em manifestação em Lisboa contra o racismo e xenofobia

24-02-2024 20:10

Lisboa, 24 Fev (Inforpress) – Centenas de pessoas de várias nacionalidades, incluindo cabo-verdianas, participaram hoje, em Lisboa, numa manifestação para apelar ao voto contra o discurso de ódio, a xenofobia e racismo, organizada pelo Grupo de Acção Conjunta Contra o Racismo.

“Vota contra o racismo” foi o mote do Grupo de Acção Conjunta Contra o Racismo, que disse “não” aos avanços de uma extrema-direita perigosa que pode sair nas eleições legislativas de 10 de Março.

De acordo com o activista cabo-verdiano e um dos promotores da manifestação, através do Kilombo – Plataforma de Intervenção Anti-Racista e de O Lado Negro da Força, José Rui Rosário, trata-se de uma manifestação promovida como as outras que têm acontecido nos últimos meses em Portugal.

“Esta é mais uma luta que faz com que as pessoas venham às ruas, desta vez, para lutarmos contra aquilo que nós achamos que é essencial, ou seja, contra o racismo, a xenofobia e o fascismo”, afirmou José Rui Rosário, considerando que é importante que os partidos que defendem essas causas tenham isso em atenção durante a campanha e que a população também esteja bem consciente que o voto pode mudar as coisas.

O Grupo de Acção Conjunta Contra o Racismo é um conjunto de 61 colectivos contra o racismo, a xenofobia e o fascismo, incluindo a organização de cabo-verdiano Associação Cavaleiros de São Brás, determinados a lutar por um Portugal, uma Europa e um mundo mais inclusivos e inter-culturais, contra todas as opressões e formas de discriminação.

Para além de Lisboa, a manifestação aconteceu em mais sete cidades portuguesas, nomeadamente Porto, Faro, Coimbra, Guimarães, Braga, Alentejo e Viseu, com a participação de mais de 60 organizações, movimentos e associações de todo o país.

A manifestação acontece nas vésperas no início da campanha eleitoral que começa este domingo, 25, para as legislativas antecipadas em Portugal que acontecem a 10 de Março.

Essas eleições acontecer depois de o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dissolvido o parlamento na sequência da crise política motivada pelas suspeitas de corrupção no seio do governo português e pedido de demissão, aceite, do primeiro-ministro, António Costa.

DR/JMV
Inforpress/Fim

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