Investigadora cabo-verdiana promete tudo fazer para que sua participação no US Fulbright “seja um sucesso”

13-03-2024 14:57

Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) – Sónia Semedo, a primeira investigadora cabo-verdiana seleccionada para o programa US Fullbrigth, prometeu hoje tudo fazer para que a sua participação no referido projecto nos Estados Unidos seja um sucesso e abra novas porta para outros investigadores nacionais.

Sónia Semedo, que é física e lecciona na Universidade de Cabo Verde, fez estas declarações à imprensa após ser recebida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, tendo afirmado que se sente honrada por ter sido escolhida para integrar o prestigiado programa Fulbright Visiting Scholar.

Destacou a importância do programa Fulbright Visiting Scholar, que é uma iniciativa de intercâmbio científico promovida pelo Governo dos Estados Unidos, destinada a investigadores que se notabilizam pela sua excelência académica, capacidade de liderança e empenho cívico.

“Essa honra traz também muita responsabilidade porque sou o primeiro cabo-verdiano, mas também uma mulher, então a minha escolha significa que eu tenho que ir lá fazer com que o projecto seja um sucesso para que as portas continuem abertas para os próximos que irão participar, ou seja, não levo só o meu nome pessoal, levo o nome da minha instituição a Uni-CV, o nome do nosso país”, afirmou.

“Queria agradecer a minha instituição, a Universidade de Cabo Verde na pessoa do reitor por todo o suporte que tem dado, por permitir-me também ter uma licença de três meses para ir aos Estados Unidos porque sabemos que durante o ano lectivo é sempre complicado deixar que o docente saia, mas ele reconheceu que isto é do interesse nacional e académico”, acrescentou.

Conforme explicou, o programa terá uma duração de cinco meses sendo que durante três meses estará integrada numa das universidades americanas na cidade de Boston, para intercâmbios, aprendizagem de melhores práticas sobre a utilização da internet das coisas na agricultura, informando que os restantes dois meses será para implementar em Cabo Verde as recomendações.

Por seu turno, a secretária de Estado de Ensino Superior, Eurídice Monteiro, que esteve presente no encontro, considerou que este programa é muito competitivo e representa para Cabo Verde uma oportunidade de ter pela primeira vez uma investigadora cabo-verdiana a participar num programa global que abrange diversos países mundiais.

“Essa oportunidade incrível de participação de uma investigadora cabo-verdiana abre também o contacto com instituições americanas que fazem investigação e é essa dimensão também, que nos interessa não apenas o aproveitamento que cada investigador poderá reter dessa iniciativa, mas também sobretudo o impacto que esta iniciativa tem para as suas instituições, para o país a nível da promoção científica”, declarou.

Destacou a necessidade de Cabo Verde estar inserido na rede global de produção de conhecimento, exposição sobretudo a nível da difusão do conhecimento que é também produzida a partir de Cabo Verde.

“Podemos ver a partir deste exemplo da professora Sónia que há muita produção interessante que se possa conseguir através de Cabo Verde e que que se possa especificar através das nossas especificidades porque temos um país com as suas singularidades próprias. Então, precisamos estudar este país, precisamos ir onde existem tecnologias e saber ciência de ponta avançada e fazer parte dessas redes para obter cada vez mais informações e conhecimentos”, reforçou.

Por sua vez, o embaixador dos Estados Unidos em Cabo Verde, Jeff Daigle mostrou-se satisfeito com a concretização deste projecto, afiançando que esta iniciativa específica proporcionará aos investigadores cabo-verdianos a oportunidade de conduzirem pesquisas em universidades norte-americanas e, reciprocamente, permitirá que universidades cabo-verdianas acolham pesquisadores dos Estados Unidos, enriquecendo assim o tecido académico e científico de Cabo Verde.

Por sua vez, o embaixador dos Estados Unidos em Cabo Verde, Jeff Daigle mostrou-se “satisfeito” com a concretização deste projecto, informando que a cada ano cerca de oito mil pessoas a nível mundial são seleccionadas para participarem no referido programa de grande prestígio e impacto.

“O objectivo deste programa é a promoção da paz no mundo e incentivar o respeito mútuo através da troca de experiências académicas”, declarou, indicando que este programa será alargado no próximo ano permitindo que universidades cabo-verdianas acolham pesquisadores dos Estados Unidos, e as universidades americanas acolham igualmente investigadores americanos enriquecendo assim o tecido académico e científico de Cabo Verde.

CM/ZS

Inforpress/Fim

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