Instituto de Segurança e Saúde Ocupacional alerta para necessidade urgente da publicação de lista de doenças ocupacionais

28-02-2024 12:48

Cidade da Praia, 28 Fev (Inforpress) – O presidente do Instituto de Segurança e Saúde Ocupacional (ISSO) alertou hoje para a necessidade da aprovação e publicação de uma lista de doenças ocupacionais, bem como um estudo que defina as consequências do esforço excessivo no ambiente laboral.

João Carvalho falava à imprensa durante uma conferência alusiva ao Dia Mundial de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho (DORT) instituído anualmente a 28 de Fevereiro pela Organização Mundial do Trabalho (OIT).

De acordo com o presidente do Instituto, é urgente começar a trabalhar um sistema nacional de estatísticas do acidente no trabalho e aprovação de uma lista de doenças ocupacionais porque muitas vezes o trabalhador desconhece as causas das lesões.

João Carvalho salientou que um estudo internacional demonstrou que cerca de 350 mil pessoas perdem a vida devido a lesões por esforços repetitivos, derivado do excesso da carga horária e pressão para atingir maior produtividade no ambiente de trabalho.

“Há pouco tempo foi actualizado o decreto-lei dos seguros obrigatórios dos acidentes de trabalho, quando falamos do acidente de trabalho estamos a falar na doença ocupacional, então é uma necessidade urgente de ter esta lista de doenças ocupacional” reiterou, apelando às universidades a realizar o estudo.

O especialista asseverou ainda que pessoas sentadas por muito tempo à frente do computador e que tem a escrita como actividade, com o tempo desenvolvem dores denominado "tendinite", ou em termos gerais, lesões por esforço repetitivo resultando na perda da qualidade de vida do trabalhador.

Com base no estudo, afirmou que o sector bancário e administrativo é o mais afectado pela problemática uma vez que tem 150 vezes mais possibilidade de desenvolver ou adquirir lesões.

“É necessário mudar a cultura e forma de pensar quanto à necessidade de investir na melhoria de trabalho, maioria das vezes as empresas consideram um gasto desnecessário, mas é um gasto necessário que acaba por melhor a qualidade de vida do trabalhador, a produtividade e competitividade da empresa” advertiu, chamando a atenção dos actores laborais, Governo e empregadores.

LT/ZS

Inforpress/Fim

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