Ganhos no Índice de Corrupção representa concretização de boa governança e compromisso do Governo com transparência – MpD

08-02-2024 14:30

Cidade da Praia, 08 Fev (Inforpress) – O deputado Luís Carlos Silva destacou hoje que os ganhos alcançados pelo país no Índice de Percepção da Corrupção são a concretização da boa governança, integridade e compromisso sério do Governo em reforçar a promoção da transparência.

Luís Carlos Silva fez estas afirmações durante a declaração política do Movimento para a Democracia (MpD, poder) no segundo dia da sessão parlamentar deste mês que arrancou esta quarta-feira e termina esta sexta-feira, 09.

“Hoje, celebramos muito mais do que números de um índice, celebramos a concretização de um compromisso sólido com a integridade e a boa governança. São estes os factos que fazem de Cabo Verde, hoje, o 30º país menos corrupto do mundo e o 2º em África, com uma pontuação de 64 em 100”, congratulou-se.

Segundo o deputado do partido que sustenta o Governo, este é o melhor resultado de sempre de Cabo Verde e um momento grande que, a seu ver, confirma a transparência e o combate incessante à corrupção como um dos maiores activos do país.

Salientou que esta ascensão de Cabo Verde no Índice de Percepção de Corrupção é também um grande cartão vermelho a toda a narrativa da oposição de que o País está envolto num manto de intransparência e corrupção.

“Permitam-me fazer um balanço do notável percurso de Cabo Verde no Índice de Percepção da Corrupção de 2023. Em 2017, o primeiro resultado da governação do MpD, estávamos na posição 48, com 55 pontos, desde então foi sempre a melhorar. Tivemos um período de estagnação de 2019 a 2021, coincidentemente os anos da pandemia, mas a partir de 2022 voltamos a crescer, tendo em 2023 alcançado a melhor pontuação de sempre.

De acordo com Luís Carlos Silva, este processo está suportado por uma longa lista de medidas, iniciativas e políticas assertivas, quer criando novas instituições, quer reforçando o quadro legal e capacitando as instituições para uma acção mais firme.

“Não tenho dúvidas de que grande parte dos ganhos são os frutos desta nossa identidade, do esforço dedicado à transparência e à integridade na gestão do erário público. O País foi agraciado com a selecção para o 3º compacto do Millennium Challenge Account, recebeu a ilustre visita do Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e foi seleccionado para participar no programa Gateway da União Europeia”, apontou.

No entanto, reconheceu que, mesmo diante dessas conquistas notáveis, existem ainda sombrios males da corrupção, especialmente, indicou, quando se trata da gestão de obras públicas considerando que uma das principais armas para vencer este fenómeno é a educação.

O fenómeno da corrupção, ao contrário do que se pensa, não afecta somente os governos, mas também, indistintamente, cidadãos, entidades públicas e instituições privadas, provocando a concorrência desleal, comprometendo o crescimento económico e afugentando investimentos.

O deputado do MpD defendeu que, para controlar a corrupção, é preciso conjugar esforços de cidadãos, empresas e governos para um mesmo propósito visando promover um ambiente de integridade na esfera pública e privada.

“Neste ponto crucial, celebramos os nossos avanços, conscientes dos desafios que ainda enfrentamos. Não permitiremos que a sombra da corrupção obscureça o nosso caminho em direcção a um Cabo Verde mais próspero e justo e continuaremos a fortalecer as nossas instituições, promover a transparência e a integridade e lutar contra qualquer tentativa de minar os alicerces da nossa democracia.

Almejou, neste sentido, que o compromisso colectivo com a honestidade e a justiça continue a guiar os cabo-verdianos rumo a um futuro de prosperidade e equidade, ressaltando que, unidos, os cabo-verdianos são capazes de superar qualquer obstáculo e construir um Cabo Verde que honra os ideais dos seus cidadãos.

Cabo Verde é o segundo país menos corrupto de África, depois das ilhas Seychelles, ocupando o 31º lugar entre os 180 Estados e territórios a nível mundial, de acordo com o relatório divulgado no passado dia 30 de Janeiro, pela organização não-governamental Transparência Internacional (TI).

CM/HF

Inforpress/Fim

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