Fotojornalista João Paulo Tavares escolhe Portugal para começar a divulgação na diáspora de “Os 100tenários de Cabo Verde”

10-03-2024 10:29

Lisboa, 10 Mar (Inforpress) – O fotojornalista João Paulo Tavares quer divulgar a história dos centenários cabo-verdianos na diáspora e escolheu Lisboa, Portugal, para a primeira exposição de fotografias “Os 100tenários de Cabo Verde” que foi inaugurada este sábado.

O projecto chegou ao Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV) no âmbito da programação de “Março, Mês da Mulher” e vai ficar patente durante todo o mês, visando dar a conhecer ao público a forma de vida de cada secular e os seus desafios e anseios desses homens e mulheres com mais de 100 anos de vida.

“Representa uma homenagem às mulheres cabo-verdianas, mais precisamente as centenárias. É uma forma também de divulgar os nossos centenários e suas histórias para nossa diáspora, e aproveitar para fazer o mapeamento dos centenários aqui em Portugal. Já são três que na próxima vinda tentarei entrevistar visto que o tempo é pouco”, frisou João Paulo em declarações à Inforpress.

Através deste trabalho, o público poderá ver e ouvir, na primeira pessoa, o relato de vários centenários, já que cada foto da exposição tem um Qr-code, através do qual as pessoas poderão aceder virtualmente a uma página com fotografias e testemunhos em vídeo de todos os centenários falando sobre o passar 100 anos de vida em Cabo Verde ou noutros países.

Até ao momento, ao todo já foram entrevistados 38 centenários, na sua maioria, mulher, faltando chegar ainda às ilhas do Sal, Boa Vista e São Nicolau.

João Paulo Tavares, fotojornalista da Agência Cabo-verdiana de Notícias – Inforpress, é o mentor do projecto que “Os Centenários de Cabo Verde” que dá a conhecer as pessoas que ultrapassaram o marco dos 100 anos de vida e que na sua maioria tiveram existências simples, mas repletas de significado e estórias, que lhes abriram o caminho para uma vida longa e recheada de experiências e memórias.

Através deste projecto, João Paulo Tavares pretende despertar e fazer reflectir a comunidade nacional e a diáspora sobre esta que é uma autêntica “biblioteca viva” que Cabo Verde tem no país e além-fronteiras.

Para o autor, disponibilizar este repositório é “partilhar a história, os bons valores e hábitos dos mais velhos que, com certeza, contribuíram para que cheguem a esta idade”.

Depois das primeiras amostras públicas em Cabo Verde, foram muitos os pedidos para que a exposição fosse apresentada na diáspora, por isso, depois de Portugal a mesma será apresentada nos próximos tempos nos outros países de acolhimento da comunidade cabo-verdiana.

A inauguração da exposição contou com a presença do embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro.

DR/CP

Inforpress/Fim

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