Diagnóstico do Sector Privado para Cabo Verde visa promover uma economia sustentável - director nacional de Política do Mar

06-03-2024 17:56

Mindelo, 06 Mar (Inforpress) - O director nacional de Política do Mar, Anísio Évora, disse hoje, no Mindelo, que as recomendações relatório Diagnóstico do Sector Privado para Cabo Verde (CPSD) visam promover uma economia sustentável, criando um ambiente favorável ao investimento.

Anísio Évora falava na abertura do workshop intitulado ''Cabo Verde: Destravando o crescimento azul'', integrado nas actividades de disseminação do Diagnóstico do Sector Privado para Cabo Verde, realizado em conjunto pela Corporação Financeira Internacional (IFC) e pelo Banco Mundial, em coordenação com o Ministério das Finanças e Desenvolvimento Empresarial.

O diagnóstico resultou de uma análise abrangente da economia cabo-verdiana e identificou destacou-se a rica biodiversidade de Cabo Verde e o potencial da economia azul para desenvolver novas cadeias de valor, tanto nas pescas, como na aquacultura.

Para o director nacional de Política do Mar, a apresentação desse diagnóstico, “representa um marco importante” porque convida as pessoas a compreender a dinâmica actual do sector privado em Cabo Verde, e neste caso concreto, o sector das pescas e aquacultura, mostrando as suas potencialidades e desafios, pois centrar-se-á nas oportunidades para desencadear o investimento privado em sectores tradicionais da economia azul, com potencial de crescimento, até certo ponto, ainda desconhecidos.

O responsável lembrou que Cabo Verde, enquanto país insular, oceânico e tropical, tem adoptado estratégias de desenvolvimento assentes no aproveitamento dos recursos naturais, designadamente os recursos oceânicos, com apoio de parceiros estratégicos internacionais e em alinhamento com as políticas da Organização das Nações Unidas.

Por isso, sustentou, a relevância da economia azul para Cabo Verde mostra-se especialmente evidente já que o mar é uma fonte de crescimento económico que contribui para a segurança alimentar, o emprego, a mobilidade de pessoas e de bens, entre outras potencialidades.

Neste contexto, explicou Anísio Évora, reconhecendo o potencial de crescimento do seu capital natural costeiro e marinho, o Governo traçou como objectivo a implementação de políticas no sentido de fazer do país um estado que valoriza o oceano e as suas potencialidades sustentáveis, transformando os espaços marítimos e marinhos em fontes importantes para a criação de riquezas, na lógica da prospeção e exploração dos recursos sustentados no conhecimento científico e no desenvolvimento tecnológico.

Assim, segundo o director nacional de Política do Mar, as recomendações propostas no Diagnóstico do Sector Privado para Cabo Verde visam promover uma economia sustentável, criando um ambiente favorável ao investimento nesses sectores, fornecendo aos potenciais investidores informações claras e transparentes sobre regulamentações e incentivos e sobre as perspectivas de longo prazo do capital natural azul.

“A implementação dessas acções propostas permitirá ao Governo de Cabo Verde atrair investimentos privados em cadeias de valor essenciais, libertando assim o potencial da pesca extrativa e mitigando os riscos para os empresários que aventuram na aquacultura”, afirmou acrescentando que o diagnóstico também analisa o ecossistema da economia azul do país com o objectivo de desenvolver cadeias de valores associados e reforçar as ligações com a indústria do turismo e o sector privado nacional.

Segundo a economista e representante do Banco Mundial (BM), Zineb Ben-Karim, o Diagnóstico do Sector Privado de Cabo Verde é um relatório do BM que busca identificar oportunidades para um crescimento adicional de valor em sectores chaves da economia.

A mesma fonte explicou que a elaboração do relatório é o culminar de uma série de encontros que realizaram no ano passado com o sector privado e com a associação de pescadores.

“Dentro desse relatório, há três sectores que foram destacados, claro, a economia azul, por isso estamos aqui hoje. Temos o turismo sustentável, as indústrias criativas e culturais, e, finalmente, os serviços digitais”, exemplificou, relançando que o workshop serve para fazer uma apresentação mais detalhada de cada capítulo do relatório, ouvir os diagnósticos, recomendações e conclusões dos experts e entender a perspectiva das entidades governamentais, do sector privado e das associações para ver como potenciar essas três áreas extremamente importantes para o país.

CD/CP

Inforpress/Fim

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