Conselho Nacional do PAICV reunido para analisar dossiê autárquico e questões internas do partido

17-02-2024 14:27

Cidade da Praia, 17 Fev (Inforpress) – O Conselho Nacional do PAICV está reunido na cidade da Praia para analisar e avaliar o processo de preparação das eleições autárquicas previstas para o último trimestre deste ano e analisar questões internas do partido.

O dossiê autárquico só vai ser analisado no período da tarde deste sábado, mas o presidente do partido, Rui Semedo, que falava aos jornalistas no início da reunião, prevê que até finais do mês de Março tudo estará resolvido, sendo que a ambição do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV - oposição) é de vencer as eleições.

Rui Semedo explicou durante a reunião que o Conselho Nacional vai fazer o ponto da situação do trabalho já feito, para que o órgão competente, no caso a Comissão Política, possa decidir sobre os nomes dos candidatos.

“O Conselho Nacional não é o órgão com competência para tomar essa decisão. Quem tem a competência para tomar essas decisões é a Comissão Política que tem acompanhado e vai decidir oportunamente”, disse.

Actualmente, o PAICV é poder em apenas oitos dos 22 municípios do país, quais sejam, Praia, São Domingos, Ribeira Grande de Santiago, Santa Cruz e Tarrafal, na ilha de Santiago, São Filipe e Mosteiros, na ilha do Fogo, e Boa Vista.

Durante a reunião, que tem a duração de dois dias, os membros do Conselho vão analisar questões internas do partido, designadamente o relatório do secretariado e questões que têm a ver com as contas, os planos, os orçamentos e o plano de actividades para os próximos tempos.

O momento será também aproveitado também para fazer uma avaliação da situação sócio-económica do país, que segundo Rui Semedo, tem sido marcada pela perda de poder de compra dos cabo-verdianos, o desemprego e a emigração em massa de jovens.

“É verdade, nós vivemos uma situação que o país conhece da quebra do poder de compra das pessoas. Na situação do desemprego, na situação de dificuldades diversas que as pessoas enfrentam, na situação dos jovens, designadamente os jovens formados que não têm oportunidades de emprego no país e que estão a emigrar à procura de oportunidades fora do país”, disse.

Outras preocupações como a insegurança, a questão dos transportes, que, segundo Rui Semedo, estão em situações “cada vez mais grave” fazem parte dos assuntos a serem analisados na reunião pelo Conselho, que pede “respostas urgentes” para estas situações

“É preciso garantir a conexão, a conectividade das ilhas, a circulação das pessoas e bens e o desenvolvimento económico. Mas temos a crise, o que chamamos a crise de governação, que tem a ver com a transparência, por um lado, tem a ver com a qualidade da democracia, tem a ver com a prestação de contas, com utilização racional, rigorosa e criteriosa dos recursos públicos.

Neste particular, o presidente do PAICV voltou às contas do Estado que, conforme reiterou, indicam que ficaram por ser justificadas as despesas que foram feitas no quadro da covid com os fundos mobilizados para o efeito.

“E são valores elevados, muito avultados. São mais de oito milhões de contos que o Governo não conseguiu avaliar. Mas as contas do Estado de 2021 indicam que o Governo deixou prescrever as dívidas de operadores que tinham para com o fisco em valores que ultrapassam os três milhões de contos. E isso demonstra que o governo está a ser desleixado e pouco rigoroso na utilização ou na gestão dos recursos públicos”, afirmou.

A reunião do Conselho Nacional do PAICV, iniciada hoje para terminar domingo, 18, está a acontecer em formato híbrido, com participação dos conselheiros presencial e ‘online’, solução que foi encontrada, segundo o partido, para fazer face às dificuldades de transportes para os conselheiros deslocarem-se para a cidade da Praia.

MJB/CP
Inforpress/fim

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