Classificação do país exige compromisso contínuo com democracia, justiça e direitos humanos – MpD

01-03-2024 14:02

Cidade da Praia, 01 Mar (Inforpress) – O Movimento para a Democracia (MpD, poder) considerou hoje que a classificação de Cabo Verde como país mais livre de África exige um compromisso contínuo com os princípios da democracia, dos direitos humanos, justiça social e participação cívica.

O secretário-geral do partido, Luís Carlos Silva, reagia assim ao 51º relatório anual divulgado pela “Freedom in the World” (Liberdade no Mundo), lançado pelo “think tank” (grupo de reflexão), que no caso do continente africano destacou o declínio da liberdade pelo décimo ano consecutivo.

No documento, Cabo Verde aparece como primeiro da lista com 92 pontos, seguido de São Tomé e Príncipe no terceiro lugar com 84 pontos, enquanto Angola e Guiné Equatorial são considerados como “não livres”, Guiné-Bissau e Moçambique como “parcialmente livres”.

“Com uma pontuação de 92 em 100, Cabo Verde posicionou-se à frente de países de renome global como Espanha, França, Itália, Reino Unido e Estados Unidos. Este feito não só nos enche de orgulho, mas também destaca o compromisso inabalável do nosso País com os princípios da liberdade, democracia e direitos humanos”, pontuou, justificando ser uma conquista que merece reconhecimento.

Luís Carlos Silva destacou que a classificação “não surge do acaso”, especialmente no cenário que o mundo vivencia, caracterizado por “desafios constantes e significativos” relacionados ao populismo, extremismo, eleições falhadas e particularmente, realçou, a decomposição da democracia por conflitos armados e golpes de Estado.

Enquanto muitos países enfrentam um declínio na liberdade, disse que Cabo Verde rejeita este caminho, permanecendo “um farol de esperança e exemplo de resiliência democrática”.

“A posição de destaque de Cabo Verde não é apenas um motivo de celebração, é também um lembre da importância de continuarmos a cuidar, proteger e aprimorar a nossa democracia. Somos parte de um grupo restrito de países considerados livres, e isso exige um compromisso contínuo com a promoção dos direitos humanos, da justiça social e da participação cívica” reiterou, apelando ao espírito de união de todos os cabo-verdianos

O partido que sustenta o Governo adiantou ainda estar ciente dos desafios e responsabilidades que recaem sobre a nação, mas garantiu que o futuro reserva otimismo e confiança de Cabo Verde mais “livre justo e próspero”.

No relatório da Freedom House, a liberdade em África diminuiu, uma vez que 14 países registaram uma diminuição da pontuação contra cinco que registaram melhorias.

Referiu que apenas 7 por cento (%) das pessoas em África vivem em países livres, enquanto 50% vivem em países não livres.

LT/AA

Inforpress/Fim

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