Carnaval/Praia: Grupo Vindos D’África acusa autarquia e jurados de falta de transparência nos resultados

05-03-2024 13:59

Cidade da Praia, 05 Mar (Inforpress) – O presidente do Grupo Vindos D’África, José Gomes, acusou hoje, na cidade da Praia, a autarquia e os jurados de “falta de transparência” nos resultados do Carnaval 2024, alegando que houve várias ilegalidades na atribuição dos prémios.

José Gomes fez estas declarações em conferência de imprensa realizada para posicionar em relação à gestão do Carnaval da Cidade da Praia, tendo como pontos centrais a demora na divulgação dos resultados - violação de regulamento, desleixo ou premeditação quando atribuíram o prémio de "Mestre-Sala”.

“Não estamos contentes com o Carnaval da Praia, queremos fazer mais e sabemos que temos capacidade. Não estamos a reivindicar prémios, estamos a reivindicar transparência. Não houve verdade nem por parte do júri nem por parte da câmara, houve instrumentalização e omissão de resultados em benefício de outros grupos”, vincou aquele responsável para quem desde o ano passado tem reparado estas falhas.

Esse ano, por exemplo, o grupo Vindos d’África ganhou o prémio melhor “Mestre-Sala” só que o prémio foi atribuído publicamente ao Samba Jó que teve a pontuação de 27,9 e Afro Abel Djassi 28 e Vindos d´África 29,3.

Segundo José Gomes, o presidente do grupo Samba Jó foi notificado sobre este facto e aceitou devolver o prémio, mas até agora estão à espera da Câmara Municipal da Praia efectivar a devolução.

Esta falha, conforme aquele responsável, mostra que houve “muitas irregularidades” na atribuição de prémios no Carnaval da Praia esse ano, tendo sublinhado que já solicitaram à câmara municipal resultados dos outros grupos e até ainda não receberam, tendo alegado ser confidencial.

O grupo Vindos d´África aponta também a “falta de rigor e fundamentação” na atribuição das pontuações, falta de domínio do regulamento por parte do júri.

"Na ordem de desfile, deparamo-nos também com algumas situações em que os grupos se atrasam no desfile, não cumprindo o horário imposto pelo regulamento. Surpreendentemente, mesmo com essas infracções, alguns grupos acabam por vencer o carnaval, disse citando como exemplo o Samba Jó, que no ano passado teve duas horas de atraso e ainda assim foi declarado vencedor, apesar de o regulamento estabelecer que deveria ser desclassificado.

"Outro exemplo, o prémio de Coerência Temática, no qual o Vindos d'África foi vencedor, o que pressupõe que todos os enredos estavam em coerência. No entanto, perdemos rei, rainha, andor, música e figurino. Como é possível vencer a coerência temática assim?", questionou, salientando que o corpo dos jurados foi incoerente e não tem nenhum preparo para avaliar o carnaval.

Além disso, José Gomes indicou que, de acordo com o regulamento, é proibida a publicidade explícita durante o carnaval, com excepção da bateria e do pessoal de logística. O grupo que infringir esta regra está sujeito à desclassificação. No entanto, segundo o mesmo, o Samba Jó este ano fez publicidade explícita em todos os aspectos e não recebeu penalização.

Diante disto, afirmou ainda avaliar se vão desfilar ou não no próximo ano, porque, justificou, há “sinais claros de retrocessos” no Carnaval da Praia, ressaltando que o grupo tem vindo a sofrer por questões políticas sem fazer parte de nenhum corpo político.

TC/ZS

Inforpress/Fim

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