Brava: Associação Biflores pronta para implementar soluções baseadas na natureza para combater o risco hidroclimático

16-02-2024 17:35

Nova Sintra, 16 Fev (Inforpress) - O técnico de conservação terrestre da Associação Biflores Carlos Bango garantiu hoje que a associação está pronta para materializar o projecto denominado “implementando soluções baseados na natureza para combater o risco hidroclimático”.

À Inforpress, Carlos Bango explicou que o projecto é financiado pela organização francesa Small Islands Organisation (SMILO), que apoia pequenas ilhas com menos de 150 quilómetros quadrados (km²) no seu desenvolvimento sustentável e gestão dos seus recursos.

A mesma apoia a gestão integrada dos territórios insulares nas áreas da água e saneamento, resíduos, energia, biodiversidade, paisagens e património.

De acordo com a mesma fonte, a associação candidatou-se com este projecto que visa utilizar a natureza a seu favor, tendo em conta que na Brava as zonas altas têm muita potencialidade de captação de águas do nevoeiro, que é frequente e com muita intensidade.

“Este projecto também serve para o combate ao desaparecimento de espécies endémicas e, com isso, utilizaremos a natureza a seu favor, fazendo com que as águas captadas sejam utilizadas para restaurar as áreas que estão mais degradadas”, sublinhou.

Segundo este responsável, neste momento o grupo já participou num intercâmbio nas Canárias e fez a aquisição de materiais, garantindo que possuem condições básicas para iniciarem a produção dos captadores e implementarem a ideia já nos próximos dias.

Carlos Bango realçou que, apesar de alguns agricultores e pastores da ilha Brava terem estado a fazer captação de água de forma rudimentar, a associação se apercebeu que era possível melhorar a infraestrutura e maximizar a potência da captação de água, para poder tirar mais proveito.

“Queremos envolver ao máximo as pessoas e a comunidade que fazem actividades económicas como a agricultura e a pecuária. Com isso, terão mais disponibilidade de recursos hídricos e melhor trabalho para recuperação de áreas degradadas. As zonas altas também possuem muitas diversidades, porque são húmidas e facilmente grandes espécies se adaptam nessas regiões”, finalizou.

DM/CP

Inforpress/Fim

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