Associação Cabo-verdiana de Deficientes destaca papel dos membros e parceiros nos ganhos 

15-03-2024 14:18

Cidade da Praia, 15 Mar (Inforpress) – A presidente da comissão organizadora das celebrações dos 30 anos da Associação Cabo-verdiana de Deficientes (ACD) destacou hoje o “papel fundamental” que cada membro e parceiro desempenhou ao longo desses anos para a instituição alcançar os ganhos.

Joana Almada, que é também membro da direcção nacional da ACD, fez estas constatações na manhã de hoje durante uma conferência de imprensa para apresentação pública do programa de comemoração dos 30 anos da organização, que se assinala sob o lema “ACD, 30 anos em prol da inclusão e dignidade das pessoas com deficiência”.  

Entretanto, considerou que cada membro e cada parceiro teve um “papel fundamental” para o sucesso alcançado, e realçou que este envolvimento permitiu também enfrentar os desafios e adaptar-se às novas realidades.

Conforme adiantou, os sucessos e as realizações do dia são notáveis hoje em dia, com projectos transformadores de vidas que permitiram erguer famílias unidas pelos valores, iniciativas que beneficia comunidades inteiras assim como a vida das pessoas com deficiência.

Outro ganho alcançado nesses 30 anos e que merece ser destacado, segundo esta responsável, é a aprovação da lei da gratuidade para as pessoas com deficiência, desde o ensino pré-escolar até ao ensino superior.

Joana Almada que reconheceu os ganhos, disse ainda que muita coisa precisa ser feita para uma melhor integração e inclusão social das pessoas com deficiência na sociedade, mas mostrou-se confiante de que juntamente com o Governo e parceiros será possível debelar os desafios que ainda persistem.

Em relação às actividades comemorativas dos 30 anos da associação, sublinhou que vão ser desenvolvidas ao longo do ano uma série de acções, que culminará a 03 de Dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Segundo avançou, consta do programa a realização da terceira assembleia geral electiva, conferência internacional sobre inclusão das pessoas com deficiência em Cabo Verde, acções de consciencialização e advocacy em prol da inclusão nas comunidades e em escolas secundárias e universidades.

“Neste momento o nosso foco é a realização da assembleia geral, temos também em mente a atuação do estatuto da associação, que precisa de ser atualizado e modernizado para dar respostas”, referiu a presidente da comissão, que disse que a complexidade do estatuto tem dificultado a realização da assembleia que ao longo desses anos só conseguiram realizar duas eleições.

Para o mês de Abril, prevê-se a realização de uma gala para homenagear as entidades e personalidades que ajudaram a construir a Associação Cabo-verdiana de Deficientes ao longo destes 30 anos.

O desporto adaptado, confraternização dos membros e famílias, reforço do trabalho das unidades e do Centro Nacional Ortopédico, são, entre outras, actividades a serem desenvolvidas pela associação ainda no decorrer deste ano.

Joana Almada afirmou ainda que a associação fez “grande diferenç”a na sua vida e que hoje em dia as pessoas com deficiência são “mais respeitados” já que antigamente eram “muitos discriminadas”.

Criada em 1993, mas registada a 16 de Março de 1994, a Associação Cabo-verdiana de Deficientes é uma organização privada, sem fins lucrativos cujos objectivos são a reabilitação físico/motora e a inclusão social das pessoas com deficiência na sociedade cabo-verdiana.

AV/AA

Inforpress/Fim

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