Mindelo, 24 Abr (Inforpress) - O candidato da UCID a primeiro-ministro disse na quinta-feira, 23, que se o seu partido tiver força política no parlamento vai construir um estádio nacional e um centro comercial e de formação profissional na ilha.
João Luís, líder da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) e cabeça-de-lista pelo círculo de São Vicente, fez estas declarações durante a apresentação pública da candidatura.
Segundo o candidato a primeiro-ministro nas eleições do dia 17 de Maio, a ilha já foi referência no desporto, mas perdeu essa dinâmica devido à falta de investimento. Defendeu, por isso, a construção de uma infra-estrutura desportiva moderna, com apoio de parceiros internacionais.
“O estádio nacional da Praia foi construído pela China, a custo zero para Cabo Verde. Com parcerias semelhantes, São Vicente também poderá ter uma infra-estrutura com várias valências para servir os jovens e as comunidades”, afirmou.
A UCID propõe ainda a deslocalização da Cadeia Central da zona da Ribeirinha para uma área com menor pressão urbana, libertando o espaço para a construção de um centro comercial e de um centro de capacitação profissional.
“Queremos um centro de referência para a formação de jovens de São Vicente, do Barlavento e de todo o país”, destacou.
João Santos Luís reiterou que a regionalização é “a única saída para Cabo Verde”, acusando os sucessivos governos de a travarem “por receio de perda de poder”. Defendeu uma descentralização efectiva, com mais autonomia e recursos para as ilhas.
O candidato sublinhou ainda que a UCID apresenta uma visão de Estado leve, que não penaliza empresários nem famílias, e que aposta na revisão da Constituição para melhorar a qualidade de vida.
Também intervieram Zilda Oliveira, número dois da lista, e António Monteiro, terceiro candidato.
António Monteiro disse que Cabo Verde precisa de uma “mudança radical”, pelo que apelou à responsabilidade dos eleitores de São Vicente para conseguirem equilibrar o sistema no parlamento, dando à UCID “maior capacidade de intervenção, de exigência e de fiscalizar” a governação do País.
“O desafio que temos nesta eleição é nobre. É de relançamento da democracia de Cabo Verde, porque já temos 35 anos de partidos a impor as suas vontades no parlamento. Já é tempo de romper com as maiorias absolutas, que têm prejudicado o país”, sintetizou.
Para o antigo presidente da UCID, é tempo de romper com as maiorias absolutas que têm prejudicado o país”, afirmou.
Por sua vez, Zilda Oliveira disse que a candidatura responde ao desejo de mudança, defendendo que São Vicente pode ser decisivo ao eleger até cinco deputados da UCID.
Nas legislativas de 17 de Maio, 72 candidatos concorrem em 13 círculos eleitorais, dez no país e três na diáspora, através de cinco partidos: PAICV, MpD, UCID, PTS e PP.
Nas eleições de 18 de Abril de 2021, o MpD venceu com maioria absoluta, elegendo 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
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