Santo Antão: Proprietário de carrinha Toyota hilux diz injustiçado devido ao erro do MAA

10-06-2024 20:55

Ribeira Grande, 10 Jun (Inforpress) – O proprietário de uma viatura hilux, apreendida pela Polícia Nacional com uma carga de lenha alegadamente ilegal, considerou-se hoje “injustiçado” devido a um “erro” cometido pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA).

Em declarações à Inforpress, Pedro Rodrigues explicou que comprou, no passado mês de Abril, num privado em Pico da Cruz, 1.500 quilogramas de lenha.

Segundo o proprietário, quem lhe indicou a compra foi o chefe da guarda de Pico da Cruz e, como é de praxe, depois da compra deslocou-se à delegação do MAA, em Água das Caldeiras, para requisitar o guia de transporte da lenha.

E nisso, conforme a mesma fonte, começou a sequência de “erros” e “tormento” desde que obteve o guia.

É que, segundo Pedro Rodrigues, o guia foi escrito à mão por uma funcionária do MAA que carimbou o documento mas não o assinou.

“E na terça-feira, 30 de Abril, quando o meu carro estava a transportar a lenha, o meu condutor foi surpreendido pela Polícia Nacional que apreendeu a viatura e a mercadoria. No entanto todos os documentos do carro estão em dia e o guia manuscrito com o carimbo do MAA também”, frisou.

Pedro Rodrigues salientou que na esquadra soube que o documento manuscrito e mesmo carimbado não tinha “nenhum valor” legal e nisso foi falar com o delegado e o administrador do MAA na Ribeira Grande.

“No MAA alegaram que o guia era duvidoso. Não resolveram o meu problema por alegar que poderia recorrer ao tribunal pedindo uma indemnização perante ao sucedido”, acentuou.

Pedro Rodrigues caracterizou a situação de “abuso de poder” e alegou que o carro está com todo os documentos legais e o objecto de detenção que é a lenha também tem o guia autorizando o seu transporte.

Segundo a mesma fonte o seu carro está a danificar, porque já são quase dois meses parado na esquadra da Ribeira Grande, com os 1.500 quilos de lenha, a suspensão da viatura está a danificar e mesmo os amortecedores já estão descarregados devido ao peso da mercadoria.

“Se o objecto da detenção que é a lenha, acho que deveriam pelo menos tirá-la do veiculo que está a danificar. Tenho contas no banco para honrar e uma família que depende de mim e sem meu veiculo como posso sobreviver”, questionou.

Pedro Rodrigues salientou ainda que nos últimos tempos tem vivido um “ping-pong”, do MAA mandam ir à polícia e deste o mandam para a Procuradoria e, de todas as tentativas, nunca tem uma resposta “concisa” do que se está a passar.

“Não estou a entender qual o motivo de um jovem estar a trabalhar e a sacrificar-se todos os dias em busca de uma vida condigna, simplesmente fecham o carro sem dizer o motivo. A única informação que tenho é que teve uma lenha roubada na localidade de Lagoa e estão a investigar”, disse.  

No entanto, Pedro Rodrigues defendeu que a sua mercadoria “não tem nada a ver” com o que aconteceu em Lagoa até porque, segundo o mesmo, a mercadoria foi comprada em Pico da Cruz que fica mais de cinco quilómetros de distância de Lagoa.

A Inforpress contactou o delegado do MAA na Ribeira Grande, Orlando Delgado, que alegou não estar a par do ocorrido porque, na altura, se encontrava de férias.

Do mesmo modo, a Inforpress tentou falar com o responsável da delegação do MAA em Água das Caldeiras, António Carlos Fortes, que também se recusou a prestar quaisquer esclarecimentos.

O comando da Esquadra da Polícia na Ribeira Grande também não quis falar sobre o sucedido porque precisa de autorização superior para o efeito.

LFS/HF

Inforpress/Fim

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