Transtornos mentais estão associados a 90 % dos casos de suicídio - depressão responsável por 60 % - associação

16-02-2024 13:29

Cidade da Praia, 16 Fev (Inforpress) –   Cerca de 90 por cento (%) dos casos de suicídio estão associados aos transtornos mentais como esquizofrenia e uso de substâncias psicotrópicas, sendo o mais comum a depressão, responsável por 60 % dos incidentes.

Os dados foram avançados hoje pelo presidente da Associação A Ponte, José António dos Reis, durante uma mesa redonda organizada pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) com o tema “Suicídio: vamos conversar”.

Em Cabo Verde, embora a tendência de diminuição dos casos de 2010, a taxa continua elevada, revelou José António dos Reis, o que significa, precisou, que, em termos de estratégia, os aspectos particulares da saúde mental devem ser associados ao suicídio.

“Temos de trabalhar no sentido de melhorar estes indicadores, combater para redução do suicídio deve-se fazer num plano em que todos os actores tenham um papel importante. A intervenção deve ser feita em diferentes níveis como hospitalar, serviços desconcentrados na comunidade e envolvendo diversos sectores”, observou, realçando que nos dados de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS), Cabo Verde ocupava 27.º lugar a nível mundial e 11.º em África.

No entender deste responsável, a situação de concretização do suicido pode ser evitada “se estivermos atentos aos sinais”, que são emitidos pelas pessoas, sublinhando que cabe às instituições responsáveis em matéria de Saúde Pública, promover a capacitação e familiarização com os sintomas.

O administrador executivo do Instituto Nacional de Saúde Pública, Hélio Rocha, por seu lado, considerou que por se tratar de um desafio mundial, a problemática requer uma abordagem multidisciplinar, com implementação de medidas efectivas de identificação precoce e prevenção.

Ressaltou que embora a taxa de suicídio tenha maior prevalência entre os homens, as mulheres apresentam uma taxa mais elevada de plano de tentativas não fatais.

O que sugere, indicou, uma abordagem diferenciada com base no género, para que o trabalho de prevenção seja feito de forma mais concreta e assertiva.

Segundo o mesmo, a análise da coesão familiar, acesso aos cuidados de saúde mental, factores religiosos espirituais, flexibilidade cognitiva, habilidades de regulação emocional e relações interpessoais saudáveis desempenham um papel crucial na prevenção ao suicido.

LT/AA

Inforpress/Fim

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