PM congratula-se com reconhecimento de Cabo Verde como país mais livre da África pelo segundo ano consecutivo (c/áudio)

29-02-2024 17:30

Lisboa, 29 Fev (Inforpress) - O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, congratulou-se hoje, em Lisboa, com o facto de Cabo Verde ter sido reconhecido, pelo segundo ano consecutivo pela Freedom House, como o país mais livre da África.

A reacção do primeiro-ministro aconteceu à margem da participação na 34ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2024, que decorre de 28 de Fevereiro a 03 de Março, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), Parque das Nações, em Lisboa, e que tem Cabo Verde como o destino internacional convidado.

“É um bom apontamento, um bom posicionamento da Cabo Verde, que pela segunda vez, segundo ano consecutivo, se posiciona como o país mais livre da África, e neste mundo conturbado em que as democracias, muitas delas sofrem ataques ou corrosão, é bom saber que a Cabo Verde se destaca”, frisou.

Ulisses Correia e Silva elogiou esse reconhecimento, destacando a importância de manter o país como um exemplo de democracia, boa governança e baixos níveis de corrupção e enfatizou que esses valores são fundamentais para o desenvolvimento contínuo da nação e devem ser protegidos e aprimorados.

O primeiro-ministro ressaltou esse reconhecimento é um dos activos do país ao se posicionar no cenário internacional como uma nação de referência em termos de valores democráticos e transparência.

Segundo o chefe do Governo, enquanto muitas democracias ao redor do mundo enfrentam desafios crescentes, é encorajador ver Cabo Verde se destacando como um exemplo positivo e um líder na região, defendendo os princípios democráticos e promovendo a estabilidade e o desenvolvimento.

Com esse reconhecimento, Ulisses Correia e Silva sublinhou que Cabo Verde reafirma seu compromisso com os valores democráticos e seu papel como uma voz importante no cenário global, ressaltando que o país está determinado a manter sua posição como um exemplo de sucesso em termos de liberdade e governança.

Cabo Verde, em primeiro, e São Tomé e Príncipe, em terceiro, estão entre os países mais bem classificados em África no respeito pelos direitos políticos e liberdades civis, surgindo Angola como “não livre”, no relatório divulgado hoje pela Freedom House.

As Maurícias são o segundo país mais bem classificado de África, de acordo com a 51.ª edição anual do relatório “Freedom in the World” (“Liberdade no Mundo”), hoje lançado pelo ‘think tank’ (grupo de reflexão) sedeado em Washington, que no caso do continente africano destaca o declínio da liberdade pelo décimo ano consecutivo.

O relatório inclui pontuações (0 a 100) e relatórios nacionais pormenorizados sobre os direitos políticos e as liberdades civis de 195 países e 15 territórios em todo o mundo.

Relativamente aos países africanos de língua oficial portuguesa, Angola e a Guiné Equatorial são classificados como “não livres”, a Guiné-Bissau e Moçambique como “parcialmente livres” e Cabo Verde (92) e São Tomé e Príncipe (84) como “livres”.

O Sudão do Sul (1), a Eritreia (3), a Guiné Equatorial (5) e a República Centro-Africana (5) são os países com a classificação mais baixa do continente.

O relatório refere que apenas 7% das pessoas em África vivem em países livres, enquanto 50% vivem em países não livres.

DR/CP

Inforpress/Fim

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