Óbito: Funeral de “mister” Djédji da EPIF realiza-se hoje no cemitério da Várzea 

17-02-2024 14:44

Cidade da Praia, 17 Fev (Inforpress) - O funeral do professor José Maria Lobo, mais conhecido por Djédji, falecido sexta-feira, 16, vitima de doença prolongada, realiza-se hoje, às 17:00, no cemitério da Várzea, na cidade da Praia.

De acordo com fonte familiar, as cerimónias fúnebres principiam a partir das 16:00, com missa de corpo presente na igreja Matriz do Plató.  

Após do acto fúnebre, a visita acontecerá na sede da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), ao lado do Estádio da Várzea.

Djédji foi fundador e mentor da Escola de Preparação Integradada de Futebol (EPIF) instituição que trabalha há mais de 30 anos na promoção da prática do desporto, na capacitação e na reinserção de crianças e de jovens em situação difícil.

A morte do Mister Djedji deixou a comunidade desportiva e futebolística consternada, apontando que Cabo Verde perdeu “o maior dinamizador” do futebol jovem e um educador da juventude.

Em declarações à Inforpress, desde os Estados Unidos da América (EUA), Dino Moreira, que foi um dos primeiros monitores da EPIF, disse que, para além de um desportista, Cabo Verde perdeu “um grande ser humano”.

“Cabo Verde perdeu um grande ser humano (…) o futebol cabo-verdiano ficou mais pobre”, lamentou Dino Moreira, apontando que como legado Djédji deixa seus ensinamentos, seus valores e suas emoções.

Silvéria Nédio, a seleccionadora nacional do futebol feminino, sublinhou que o malogrado fez muito pelo futebol das camadas jovens e que agora resta fazer uma grande homenagem àquele que deu muito para o desenvolvimento do desporto-rei no país.

“Temos que elevar o nome de Djédji a um patamar mais alto, há muitas coisas que podemos fazer. É muito triste, na alma fica a tristeza de todos os alunos da EPIF”, notou Silvéria Nédio, considerando que Djédji deixou um “grande legado”, sobretudo para os primeiros integrantes da Escola.

“Nos últimos tempos, mesmo que de longe, acompanhava os treinos, junto dos monitores. O que fica é o grande respeito e consideração que todos nutrem por ele”, contou.

O internacional cabo-verdiano Tigana, um dos primeiros integrantes da EPIF e actualmente monitor da Escola, escreveu na sua página de Facebook que perdeu um “pai” que sempre lhe transmitiu “bons valores e ensinamentos”.

“Parte para eternidade uma pessoa que foi um pai para mim desde criança até a fase adulta. Me transmitiu valores e ensinamentos que fez de mim o que sou hoje”, escreveu Tigana.

Para além de personalidades, os clubes de futebol praiense lamentaram o passamento físico de Djédji, com o Sporting da Praia, na sua página oficial, a escrever que faleceu uma pessoa que dedicou toda a sua vida ao futebol de formação e ao desporto.

Já o Boavista da Praia considera que o futebol em Cabo Verde, particularmente em Santiago, perde uma figura ímpar na descoberta e na formação de jovens talentos.

“O Boavista da Praia, sempre teve uma elevada consideração e enorme respeito, pelo importantíssimo trabalho desenvolvido, pelo professor Djédji, e como o próprio sempre afirmava, seria eternamente grato ao Boavista, clube que reconheceu, manifestou e agradeceu à EPIF pelo enorme papel e singular contributo do professor ao futebol”, lê-se na página de facebook do clube axadrezado.

O sucesso da EPIF e do trabalho desenvolvido pelo mister Djédji, como é carinhosamente chamado pelos seus pupilos, é notório pelo percurso de jogadores como Stopira, Zé Luís, Platini Babanco, Jovane Cabral, Patrick Andrade e Kuca, todos internacionais cabo-verdiano.

OM/CP

Inforpress/Fim

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