Fogo: Cooperativa das Mulheres Remanescente do Vulcão precisa de muito apoio e de promoção – coordenadora

01-03-2024 14:48

São Filipe, 01 Mar (Inforpress) – A Cooperativa das Mulheres Remanescente do Vulcão, com sede em Achada Furna, precisa de “muito apoio” e de promoção das suas actividades, disse a coordenadora internacional projecto de apoio ao micro empreendedorismo feminino, Irene Cassaniti.

As actividades do projecto de apoio ao micro empreendedorismo feminino, ambientalmente sustentável no sector do turismo rural visando a resiliência dos sectores vulneráveis são encerradas hoje e, na quinta-feira, 07, os promotores e parceiros visitaram a cooperativa das mulheres remanescente do vulcão, um espaço onde as mulheres trabalham e partilham as dificuldades do trabalho de escultura da pedra vulcânica.

“Abrimos o espaço como uma forma de tentar empurrar um pouco as mulheres que tem muitos desafios no dia a dia”, advogou Irene Cassaniti, para quem a cooperativa é um espaço onde os turistas podem visitar e conhecer o trabalho das mulheres e descobrir o que está por trás de uma pequena lembrança muito conhecida nas ilhas, mas que não dá para entender todo o trabalho e o valor que está dentro do mesmo.

A cooperativa funciona em Achada Furna na antiga Casa do Queijo e, além de adquirir souvenir, os turistas podem tomar um lanche, mediante pedido antecipado, referiu a coordenadora, afirmando que a cooperativa precisa de “muito apoio” e de promoção para toda a zona de Achada Furna, já que o projecto também apoiou uma outra mulher que produz queijo.

“É outra forma de dar a entender aos turistas, não só a vida das pessoas do mundo rural, mas as dificuldades efectivas que estão por detrás de um queijo que é comprado por 120 escudos ou uma ‘casinha de pedra de vulcão’ que custa 200 escudos’ que para um turista pode ser pouco, mas tem um valor muito maior”, disse.

Hoje, no quadro do programa de encerramento do projecto, são inaugurados os quiosques de Estância Roque (Santa Catarina) e Cutelo Alto (Mosteiros), construídos em parceria com as associações de desenvolvimento comunitário das duas localidades.

No caso de Estância Roque, além do quiosque, o projecto promoveu formação para as pessoas que acolhem turistas nas próprias casas proporcionando outras experiências aos turistas como a preparação de camoca e uso de plantas medicinais.

“Criamos à volta das comunidades experiências que o turista pode fazer autonomamente e deixar algum recurso para comunidade e famílias”, referiu a mesma fonte, salientando que todas as comunidades têm um ‘tracking’ ligado e que de Estância Roque pode seguir para Chã das Caldeiras.

Nesta comunidade existe uma gruta que é um lugar muito sugestivo, mas que é pouco conhecido e divulgado e seria interessante, segundo a mesma fonte, colocá-la no circuito porque cria outro perfil para visitar Estância Roque e descobrir a riqueza natural.

Irene Cassaniti disse que a ideia foi sempre trabalhar na óptica de criar uma rede para potenciar o que existia e criar espaços onde faltava, já que muitas vezes os turistas não vão a determinadas localidades porque não existem actrativos na comunidade.

O encerramento acontece na comunidade de Cutelo Alto com a inauguração do quiosque construído pelo projecto, em parceria com a associação local, e, doravante, passa a funcionar para fornecer refeições, artesanato local, café e doce produzido pelas mulheres da comunidade.

“As associações e cooperativas que precisarem de apoio irão sempre encontrar parceiro no Persone Como Noi e na Organização das Mulheres de Cabo Verde”, disse.

A ONG italiana Persone Como Noi trabalha há 15 anos em Cabo Verde e pretende implementar outros projectos a nível do turismo rural e, neste momento, tem em curso um projecto em Tarrafal de Santiago, referiu a coordenadora, para quem a “ideia é continuar a apoiar Cabo Verde e a OMCV”.

O projecto "Apoio ao micro empreendedorismo feminino ambientalmente sustentável no sector do turismo rural visando a resiliências dos sectores vulneráveis" foi promovido pela ONG italiana Persone Como Noi e a Organização das Mulheres de Cabo Verde com o financiamento da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento.

JR/AA

Inforpress/Fim

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