Crescimento económico reverte tendência decrescente no 4º trimestre de 2023, informa Governo

20-02-2024 11:36

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) – O Governo através de uma nota de imprensa informa que no 4º trimestre de 2023, o ritmo de crescimento económico inverteu a tendência decrescente do último trimestre, revelando uma conjuntura económica favorável.

O diagnóstico, segundo nota de imprensa divulgado hoje pelo Governo, resultou, principalmente, da síntese das apreciações positivas transmitidas pelos empresários dos ramos de comércio em feira e em estabelecimentos, do turismo, da construção e da indústria transformadora, conforme dados do INE.

Os preços, refere a mesma fonte, voltaram a cair no último trimestre do ano, sendo que, em Dezembro, a inflação média anual foi de 3,7% (ante, 7,9% no período homólogo), derivado fundamentalmente da evolução decrescente dos preços internacionais dos bens energéticos e dos bens alimentares no mercado internacional.

No sector externo, sublinha o documento, os dados da Direcção Geral das Alfândegas mostram que a balança comercial de bens registou um superavit de 12,1%, no 4º trimestre de 2023.

“As exportações de bens caíram 36,4% em valor e 60,3% em volume, nomeadamente de produtos do mar (-57,6% em valor e -64,0% em volume)”, lê-se na nota de imprensa.

Ainda o Governo, as importações de bens caíram 13,6% em valor e 3,1% em volume, devido aos desempenhos registados nas categorias de bens de consumo (-7,7% e -3,8% em valor e volume, respetivamente), bens intermédios (-14,0% em valor e +2,4% em volume) e combustíveis (-28,6% e -17,1%, respectivamente).

As importações de bens de capital, acrescenta, reduziram 15,1% em valor e 25,7% em volume, podendo impactar a dinâmica dos investimentos privados, particularmente nos sectores dos transportes, da construção civil, imobiliária e indústria.

No sector monetário, os dados acumulados até Novembro de 2023, mostram crescimento contínuo nos activos monetários, particularmente dos activos externos (+24,5%), originando um aumento de 5,5% da massa monetária (+7,3% em Novembro de 2022).

Ainda o Governo, as reservas internacionais líquidas, cresceram 12,8%, face ao período homólogo, tendo garantido 5,8 meses das importações estimadas para 2023.

O crédito à economia cresceu 5,8%, tendo o crédito ao sector privado crescido 5,5%, podendo impactar positivamente os investimentos privados, no período referente, apesar do aumento dos juros activos, por parte do Banco de Cabo Verde, acrescenta o documento.

De acordo com a nota de imprensa do Governo, o défice público (-0,3%) registou uma melhoria em 3,8 p.p., face ao mesmo período de 2022. A melhoria, explicou, deveu-se ao aumento das receitas (+12.160,8 milhões de CVE, em face à receita arrecadada em 2022), justificado essencialmente pela retoma da actividade económica.

Assim, os dados provisórios da Execução Orçamental, de Dezembro de 2023, apontam para um saldo global negativo de 707,6 milhões de CVE, o que representa um défice de 0,3% do PIB (uma melhoria de 3,8 p.p. em termos homólogos).

Tal resultado, esclareceu a mesma fonte, decorreu do acréscimo na arrecadação das receitas totais (+21,3%, comparativamente a Dezembro de 2022), com destaque para os impostos (+12,6%).

As despesas, no período, registaram um agravamento na ordem dos 4,6%, comparativamente a Dezembro de 2022.

O agravamento, elucida o Governo, decorre das actividades de funcionamento, bem como, para atenuar os efeitos causados pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, no âmbito das medidas de políticas para reforçar a resiliência do sistema petrolífero/energético e do sistema alimentar do país, face à escalada de preços a nível internacional, na decorrência da crise internacional.

Já o saldo corrente primário/PIB registou melhoria significativa comparativamente a 2022, situando-se em cerca de 9.242,4 milhões de CVE positivos (+3,6% do PIB) no concernente ao 4º trimestre de 2023.

“O aumento das receitas totais e a limitação estrutural do lado das despesas, traduziram-se numa diminuição das necessidades de financiamentos com impacto directo na dívida pública, cujo stock, em Dezembro de 2023, fixou-se em 296.098,2 milhões de CVE, ou seja, 113,9% do PIB, uma diminuição de 11,8 p.p. em relação ao mesmo período de 2022”, sublinha a nota que ressalta que tais dados indicam uma melhoria na situação fiscal do país.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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