diáspora


14-06-2024 8:00

Cidade da Praia, 14 Jun (Inforpress) - A directora do Banco de Sangue do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) disse hoje que o principal desafio da instituição é conseguir doadores voluntários suficientes, e apelou ao engajamento de todos para salvar a vida daqueles que mais precisam.

Linette Fernandes falava em entrevista à Inforpress a propósito do Dia Mundial do Doador de Sangue, que se celebra hoje, 14 de Junho, sob o lema “20 anos celebrando a generosidade: muito obrigado doadores de sangue”.

A responsável do Banco de Sangue do hospital central da Praia sublinhou que é preciso que as pessoas estejam mais sensibilizadas para atingirem a meta de ter 100% de doação voluntária e a quantidade suficiente de sangue.

“O principal desafio é a doação voluntária suficiente, porque nós ainda estamos aquém do ideal, que é entre 2% e 5% da população do país doador. Muitas vezes dependemos de doações familiares para colmatar a falta de doações voluntárias. Por isso, é preciso que as pessoas se sensibilizem por esta causa e se dirigirem voluntariamente”, exprimiu.

Desde o início do ano, segundo Linette Fernandes, o Banco de Sangue recebeu no atendimento 1.258 voluntários, sendo 817 resultaram em doações, mas enfatizou que é preciso mais doadores para reposição do estoque, para colmatar a demanda de sangue.

“No ano passado o Banco de Sangue deste hospital contou em torno de 67 a 68% de doadores voluntários e este ano continuamos a trabalhar na sensibilização para vermos se conseguimos chegar à meta 100% de doadores voluntários estabelecida pela Organização Mundial da Saúde", disse a directora.

Neste momento, garantiu que o Banco de Sangue tem um estoque “razoável” de sangue, porém, necessita constantemente de doadores para reposição.

“O estoque de sangue nesse hospital está razoável, tendo em conta que Junho é um mês em que temos sempre muita afluência de doadores e de instituições parceiras que fazem as doações”, salientou.

Em relação a sensibilização, Linette Fernandes disse que o papel da comunicação social é “fundamental”, apesar da divulgação que fazem nas redes sociais durante todo o ano sobre a importância da doação de sangue.

“Estamos cada vez mais a divulgar e sensibilizar as pessoas através de palestras nas universidades e noutras instituições”, reforçou.

Linette Fernandes esclareceu que o doador passa por uma triagem médica antes de doar sangue, para ver se não tem risco de ter alguma doença contagiosa que possa ser transmitida ao doente, e, depois, são feitos os testes sorológicos do HIV, hepatite B e C e sífilis.

“Temos um questionário, eles preenchem e depois vamos fazer as perguntas para ver se perceberam as perguntas e se responderam bem às questões. E então, nessa primeira parte, já vamos triar. E assim vemos se algum deles tem um determinado risco para a doação”, explicou.

Para comemorar o Dia Mundial do Doador de Sangue, o Banco de Sangue tem realizado um conjunto de actividades, desde do início deste mês, nomeadamente, torneio de futsal com os parceiros e rastreio oncológico para o cancro da próstata e da mama aos doadores. 

Para culminar as actividades, a instituição vai organizar no sábado, 15 de Junho, uma marcha de sensibilização sobre esta temática.

A efeméride é comemorada com um acto central no HUAN em que serão homenageados os doadores e parceiros do Banco de Sangue.

O Dia Mundial do Doador de Sangue é uma data oficialmente designada pela Assembleia Mundial da Saúde, em 2005, para celebrar e agradecer os doadores voluntários de todo o mundo por doarem seu sangue e é um momento oportuno também para tomar medidas para alcançar o acesso universal a transfusões de sangue seguras.

DG/CP

Inforpress/Fim

14-06-2024 0:17

Pedra Badejo, 13 Jun (Inforpress) – Os moradores de Libencha e Ribeirão Moura, no município de Santa Cruz, viram hoje “chegar” às suas casas energia limpa e sustentável, permitindo-lhes assim ter melhores condições de vida.

Conforme contaram os moradores, este é um sonho acalentado há muitos anos, mas que nem tinham esperança de que era possível se tornar realidade, tendo em conta o valor que a Electra estava a cobrar para electrificar as 32 casas existentes nestas duas zonas.

Entretanto, segundo a moradora Margarida Cabral, graças ao engajamento da equipa camarária e parceiros estrangeiros, hoje a energia eléctrica já é uma realidade e o mais importante é que é uma energia totalmente limpa, permitindo assim a essas comunidades dar alguma contribuição na luta pelo combate às alterações climáticas.

Essa moradora contou que a vida nessas comunidades era um pouco “apagada”, porque não tinham condições de custear com as despesas.

Na aldeia, lembrou que somente uma moradora tinha um pequeno gerador e frequentemente se reuniam para amealhar algum dinheiro, para aquisição de combustível e assim poder usufruir de energia eléctrica para pelo menos ver o telejornal, carregar um telemóvel, ou mesmo para os filhos estudarem e pesquisarem alguma matéria escolar.

Mas, caso não fosse assim, a vida era totalmente “complicada”, exemplificando que nem peixe poderiam comprar para guardar porque não era possível conservá-lo no frigorífico ou na arca.

Igualmente, a moradora Maria Semedo evidenciou que era algo esperado há vários anos, mas somente agora foi possível e o que lhes resta é agradecer e cuidar do projecto, porque hoje já têm luz nas suas residências e não comparticiparam com nenhum valor, uma iniciativa que considerou como sendo “louvável”, principalmente pelo facto de ser energia renovável.

Com este ganho, ressaltou que agora os filhos não precisam de se deslocar a outras localidades para estudarem ou realizar algum trabalho de pesquisa, uma situação que lhes preocupava muito tendo em conta a onda de violência por que passa o mundo.

Esta moradora sublinhou que ainda existem outros desafios, nomeadamente o problema de água e de estrada em condições, mas estão confiantes de que todas essas situações vão ser resolvidas com o tempo.

Já o presidente da Associação Agro Barragem, Carlos Tavares, explicou que em cada casa instalaram três painéis solares, com a capacidade de fornecer 1000kw de luz e uma bateria de armazenamento com a mesma capacidade, permitindo essas comunidades estarem em pé de igualdade com as outras.

Sendo uma comunidade agrícola, este responsável avançou que agora vão fazer um melhor aproveitamento dos seus produtos, encorajados que estão agora para adquirirem equipamentos de conservação, cabendo a cada família fazer a gestão da sua energia.

O projecto foi implementado pela Câmara Municipal de Santa Cruz, em parceria com a Fundação Canárias para o Controle de Doenças Tropicais (FUNCCET).

Na ocasião, o presidente da fundação, Basílio Valladares Hernández, ressaltou que para o combate às alterações climáticas a opção tem sido apostar nas energias renováveis, defendendo que os projectos não devem ficar somente em promessas, mas sim serem realizados, explicando assim o motivo de terem envolvido neste processo.

Por seu turno, o presidente da câmara, Carlos Silva, ressaltou que o projecto enquadra-se também na política do combate às alterações climáticas, porque, sublinhou, está-se a falar de energia limpa e renovável, que é um dos maiores recursos que Cabo Verde dispõe, neste caso o sol.

E por ser um município agrícola, salientou que é necessário aproveitar o sol para transformar em energia e assim tratar a água do mar para poder ter com que praticar a agricultura, garantir o rendimento e desenvolvimento social, económico e ambiental.

Nas imediações destas duas comunidades o autarca informou que também há uma outra comunidade de difícil acesso e que não tem energia eléctrica, e está a pensar em trabalhar num projecto semelhante para a eletrificação das sete casas ali existentes.

O projeto surgiu no âmbito da participação dos técnicos da Câmara Municipal de Santa Cruz no Programa Internacional Campus África da Universidade La Laguna Tenerife e a empresa Solar Canarias foi a responsável pela materialização do projeto de energia renovável para as aldeias de Libencha e Ribeirão Moura, em Ribeira Seca.

MC/JMV
Inforpress/Fim
 

14-06-2024 1:25

Cidade da Praia, 14 jun (Inforpress)-O presidente da Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD) considerou hoje ser importante a adopção de uma educação ambiental de “todos” que visa o combate à desertificação no país.

Em entrevista à Inforpress, a propósito do Dia Mundial de Combate à Desertificação, que se assinala a 17 junho, o presidente da ADAD, Januário Nascimento, chamou a atenção das autoridades e da sociedade civil para a necessidade de adopção de práticas que permitam a protevção do ambiente.

Recomendou neste caso uma “aposta forte” na plantação de árvores, adequadas para o solo, mas sobretudo no cuidado que se deve ter com essas plantações.

“A começar pelas escolas, envolvendo também os parceiros nacionais e internacionais, para que essa grande luta contra a desertificação seja eficaz, visto que está intimamente ligada também às alterações climáticas”, disse Januário Nascimento.

Para o presidente da ADAD é preciso unir esforços para salvar o planeta, neste caso, mencionou a sustentabilidade em todas as atividades, isto é, sensibilizar as pessoas pela necessidade de cuidar do meio ambiente.

Assunto que segundo o mesmo será abordado no Fórum Salvar o Planeta e 30 Anos da convenção sobre a Desertificação a ser realizada hoje na Universidade de Cabo Verde.

“Este evento representa um esforço conjunto de diversas entidades, incluindo organizações governamentais, académicas e da sociedade civil, para abordar as questões pertinentes relacionadas com a preservação do ecossistema marinho e terrestre, em consonância com a Década das Nações Unidas para a Recuperação de Ecossistemas (2021-2030)”.

OS/JMV
Inforpress/Fim
 

13-06-2024 22:05

Santa Maria, 13 Jun (Inforpress)- A terceira edição do Cabo Verde Investment Forum chegou hoje ao fim, depois de dois dias de trabalhos, tendo este ano conseguido arrecadar mais de mil milhões de euros em novos projectos destinados a diferentes ilhas.

O evento, que contou com cerca de 300 participantes de várias latitudes, para além de personalidades como os ministros do Turismo de Angola e de Portugal e representantes da agência congénere do Senegal, revelou uma mudança de paradigma no investimento turístico, com uma forte aposta no turismo residencial e no sector da saúde para várias ilhas.

Conforme o vice-primeiro ministro e ministro das Finanças e do Fomento Empresarial, Olavo Correia, há também novidades em termos da captação de investimentos, e o mesmo no que toca ao ecossistema de financiamento.

“Cerca de 1 bilhão de euros, cerca de 300 participantes, centenas de encontros e depois vimos aqui todo o ecossistema financeiro nacional e internacional disponível para financiar bons projectos cabo-verdianos, mas também de estrangeiros que procuram Cabo Verde para investir”, sublinhou.

Para o ministro das Finanças o Fundo Solidário Africano vai injectar cerca de 45 milhões de euros na Pró Garante, como accionista, “para ter mais recursos no ecossistema e poder apoiarmos os microempresários, pequenos e médios empresários cabo-verdianos em termos de novos projectos de investimentos”.

Olavo Correia destacou os jovens e mulheres que apresentaram projectos cabo-verdianos, e que “demonstraram aquilo que estão a fazer a partir do país para o mundo inteiro”.

“Portanto, foi um fórum que permitiu-nos ganhar energia para fazermos aquilo que Cabo Verde precisa, ou seja, escala, velocidade, impacto nos projectos estruturantes transformativos, para que possamos criar oportunidades de emprego e treinamento para os jovens”, continuou.

A mesma fonte frisou que deixou uma mensagem para que toda a equipa que trabalha no Governo “seja um facilitador, não crie complicações, evite burocracias desnecessárias e ajudar para que os empresários possam ganhar em termos de ambição,” e possam fazer mais e melhor para Cabo Verde.

“A nossa obrigação enquanto governantes e enquanto gestores públicos é tudo fazer para que possamos fazer mais, fazer melhor e fazer mais rápido para esta nação que é Cabo Verde”, sustentou.

O vice-primeiro-ministro concluiu afirmando que Cabo Verde tem de ser uma economia diversificada, capaz de criar oportunidades nos mais diversos domínios e de ser também uma economia resiliente aos choques internos e externos.

Para o presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde Tradeinvest, José Almada Dias, em termos de volume de investimentos, o fórum termina com novos projectos assinados, avaliados em mais de mil milhões de euros.

“Há aqui ganhos, apesar de termos encurtado o fórum, desta vez foi um dia e meio, mas conseguimos ter um número maior, mais de 30% de reuniões agendadas na plataforma”, frisou.

Segundo a organização, o “CV Investment Fórum” já é uma marca consolidada, e agora o desafio consiste na Internacionalização do evento, estando programados para ainda este ano outros fóruns na diáspora, concretamente em Boston a 02 de Julho, São Paulo, Brasil em meados de Setembro e em Lisboa no mês de Outubro.

No próximo ano, o evento irá expandir-se para o continente africano, começando por Angola e Senegal.

NA/JMV
Inforpress/Fim

13-06-2024 19:49

Espargos, 13 Jun (Inforpresb)- A paróquia de Santo António, em Espargos, criada a 13 de Junho de 2014, comemorou hoje, dia do seu santo padroeiro, o seu décimo ano de elevação paroquial, com missa solene presidida pelo bispo Dom Ildo Fortes.

Conforme o bispo da Diocese de Mindelo, são dez anos que esta localidade foi elevada à categoria de paróquia, mas são dezenas de anos como realidade eclesial.

“Dada a evolução, dado ao crescimento da população, há dez anos que criamos esta paróquia, ficando o Sal com duas paróquias. A mais antiga é de Nossa Senhora das Dores, que já remonta ao século XIX, e agora é a de Santo António”, explicou.

Para Dom Ildo Fortes, “é uma oportunidade de agradecer-se, por toda a história por trás, com “tanta gente e padres”, que permitiram estar ali hoje para “celebrar este jubileu da paroquia”.

“Nós não vivemos só do passado, temos de ser capazes de projectar e somos chamados a olhar o futuro, independente da circunstância onde nós vivemos, com muita esperança, porque quem vive da fé, vive animado”, sublinhou.

Durante a sua homilia, o bispo destacou alguns pontos importantes que disse “achar importante” passar aos fiéis, como forma de se “espelharem” naquele que foi capaz de entregar a sua vida por causas nobres”.

Santo Antônio, conforme o religioso, é um dos “grandes” santos, um dos mais populares que há no mundo, que no próximo ano vai se celebrar os 830 anos do seu nascimento em Lisboa.

“Santo António, sua vida não foi mais do que 36 anos, mas temos a sensação que foi um homem que viveu 100 anos (…) fez-se padre da Ordem dos Agostinhos, depois, apaixonado pelo testemunho dos missionários que foram para a África, ele decide tornar-se franciscano e ir para a África, para dar a sua vida”, continuou.

Santo António, continuou, é um exemplo de coragem, de ousadia e de quem vive para servir os outros e “é este homem que hoje queremos aqui sublinhar”.

Por fim, Dom Ildo Fortes lembrou que o evangelho de hoje “é o de Nosso Senhor Jesus Cristo que diz aos cristãos, vós sois sal da terra, bem a propósito, e luz do mundo”.

“O Papa João Paulo II, quando aqui pousou em 1990, dizia isso mesmo. Para a gente do Sal, que tem o nome de uma ilha que é significativa, é o desafio da missão, dar sabor à sociedade”.

“As vezes estamos numa sociedade onde não há sabor, onde há pessoas que perderam o sentido da vida e Santo António foi, no seu tempo, assim como nós hoje somos chamados a ser, aqueles que ajudam os outros a encontrar razões para viver”, concluiu.

NA/JMV
Inforpress/Fim