Cidade da Praia, 15 Jan (Inforpress) – Cabo Verde vai reforçar o Programa de Governança e Acção Climática com o financiamento adicional de 4,1 milhões de euros, cerca de 452,1 mil contos, e prolongamento por mais 18 meses, anunciou hoje o Governo.
O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva falava à imprensa hoje na cidade da Praia, após a IV reunião do Comité de Pilotagem (CoPil) do programa “Acção Climática”, tendo garantido que a extensão do programa permitirá ao país “fazer mais e fazer melhor” na matéria.
Isto, esclareceu, através da criação de melhores condições para a implementação da Lei do Clima, com a aprovação de novas regulamentações e do reforço da capacitação institucional.
“Vamos poder reforçar o nosso programa de Diplomacia Climática, aqui há um conjunto de acções também definidas, desde a formação, a definição da estratégia e o reforço da nossa capacidade de negociação”, explicou, adiantando ainda o aumento da capacidade de negociação de Cabo Verde nos fóruns internacionais.
Gilberto Silva avançou, igualmente, que o programa permitirá fortalecer a mobilização de recursos financeiros, com a ambição de o país passar a dispor de uma entidade nacional acreditada junto do Fundo Verde para o clima, o que facilitará o acesso a financiamentos internacionais para a acção climática.
O ministro indicou também o impacto do programa a nível local, com o reforço das acções junto dos municípios e a elaboração de estratégias municipais de acção climática, permitindo que a resposta às mudanças climáticas chegue ao nível municipal e intramunicipal.
Apontou o reforço das instituições ligadas ao mar e à saúde, nomeadamente na avaliação do contributo do oceano em Cabo Verde para a captação de CO2 (dióxido de carbono), e na análise dos impactos das alterações climáticas na saúde pública, bem como o fortalecimento da comunicação e da sensibilização para aumentar a literacia climática no país.
“Um ganho no sentido de nós marcamos o nosso orçamento em relação à acção climática. Este orçamento de 2026 já tem marcadores e já avaliamos e vimos que cerca de 10% do nosso orçamento está dedicado a acções que têm a ver com o clima”, sublinhou.
Relativamente aos resultados de 2025, Gilberto Silva destacou as acções desenvolvidas junto dos municípios, os avanços na preparação da legislação climática e o reforço do quadro de governação, sublinhando que o Plano Estratégico de Apoio Climático tem sido reconhecido como uma boa prática entre os pequenos Estados insulares.
Na ocasião, o embaixador do Grão-Ducado do Luxemburgo em Cabo Verde, Jean-Marie Frentz, disse que a acção climática está no centro da parceria entre os dois países, sublinhando que o programa apresentou “resultados muito bons” nos seus primeiros três anos de implementação.
Jean-Marie Frentz explicou que o apoio luxemburguês continuará a incidir no reforço da governação, na capacitação e formação de recursos humanos, na produção e disseminação de conhecimento e na implementação de projectos concretos de adaptação em cinco municípios.
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