Mindelo, 29 Ago (Inforpress) – A Câmara Municipal de São Vicente, em concertação com o Governo, anunciou hoje, no Mindelo, um pacote de medidas emergenciais à volta de 150 mil contos para apoiar as famílias e empresários atingidos pela tempestade Erin.
A informação foi avançada pelo presidente da autarquia, Augusto Neves, em conferência de imprensa em que indicou que duas semanas após o acontecido as equipas no terreno constataram prejuízos avultados para os empresários e famílias.
Neste sentido, segundo a mesma fonte, em concertação com o chefe do Governo, Ulisses Correia Silva, e com o corpo administrativo da câmara municipal, decidiu-se formalizar mais um pacote de medidas administrativas para “ajudar, apoiar e aliviar as famílias sanvicentinas”.
A primeira medida, enumerou, é perdoar todas as dívidas das rendas dos mercados municipais e da Praça Estrela e isentar o pagamento das referidas rendas por um período de um ano.
As medidas passam também por isentar o pagamento da taxa de lixo aos comerciantes dos mercados municipais e da Praça Estrela e o pagamento da taxa de lixo a todos os comerciantes da ilha, ambos por um período de um ano.
Augusto Neves apontou ainda mais quatro resoluções, também por um período de um ano, sendo estas, isentar o pagamento do imposto de circulação aos veículos de transporte público, nomeadamente táxis, yaces, juvitas, autocarros e caminhões de carga, e também isentar o pagamento de toda a licença comercial por um período de um ano.
As licenças de construção e renovação das licenças de construção, assim como a cobrança das bancas da Praça Estrela e mercados municipais igualmente estão isentas de pagamente.
A aplicação destas medidas está orçada à volta de 150 mil contos, um valor que, conforme a mesma fonte, foi discutido com o primeiro-ministro e que “pode ser recuperado facilmente” pela edilidade nos próximos anos.
“Poderemos ultrapassar, por isso eu acho que não haverá dificuldades, mas é o momento de juntos, todos, assumirmos essa grande responsabilidade e apoiar todas aqueles, ou todas as famílias que realmente necessitam”, considerou.
Para o autarca, esta foi a forma encontrada para aliviar e despreocupar os afectados e para a retoma das actividades comerciais.
Entretanto, disse acredita que irá exigir que a câmara municipal “trabalhe um pouco mais”, mas, sublinhou, “com todo o mundo funcionando, trabalhando, a ilha retomará com a maior brevidade possível a sua normalidade”.
LN/AA
Inforpress/Fim
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