Cidade da Praia, 29 Ago (Inforpress) – O ministro das Infra-Estruturas, Ordenamento do Território e Habitação considerou hoje que há "um aproveitamento indevido e populismo" em torno do Monumento da Liberdade e Democracia e adiantou que o projecto será inaugurado a 13 de Janeiro de 2026.
O monumento, orçado em 150 mil contos e que está a ser erguido na Rotunda da Achada Grande Frente, na cidade da Praia, tem gerado muito debate e controvérsia pelo seu montante, mas também pelo momento em que está a ser implementado.
Em entrevista ao Jornal da Noite da Televisão de Cabo Verde (TCV), Victor Coutinho realçou que se trata de um projecto de “alto valor simbólico”, inaugurado a 13 de Janeiro de 2026, para homenagear e perpetuar a conquista da liberdade e da democracia pelo povo cabo-verdiano.
Segundo disse, “é graças à liberdade e à democracia que está a ser representada neste monumento que vai homenagear este grande feito do povo cabo-verdiano, que viveu 50 anos de independência e, destes, 35 em democracia, o maior activo que o país tem.
Victor Coutinho explicou que a ideia do monumento surgiu em 2020, tendo sido lançado em Março de 2024 o concurso público para a elaboração e execução do projecto e, em Abril deste ano, foi assinado o contrato e iniciada a consignação da obra, com os trabalhos a decorrer desde então.
O ministro reconheceu que o projecto tem suscitado críticas e contestação, mas rejeitou que se trate de uma prioridade mal-executada.
"Acho que há algum populismo, algum aproveitamento, indevido à situação. A raiz do problema da pobreza, não se resolve com esse valor, nem um dos casos graves que temos no país não se resolvem com esse valor, mas ajuda naturalmente”, afirmou considerando que uma cidade tem memória, tem alma, tem história e este monumento inscreve-se nessa dimensão.
Coutinho lembrou ainda que não é a primeira vez que o país investe em projectos de simbolismo histórico, recordando o Memorial Amílcar Cabral, construído em 2000, com um financiamento de cerca de 50 mil contos.
“O valor da democracia é incomensurável, os ganhos que nós temos e estamos a dar à cidade um monumento de alto valor”, acrescentou.
Assegurou que o projecto é financiado com recursos do Tesouro do Estado e com apoio de parcerias público-privadas, e deverá ser inaugurado no dia 13 de Janeiro de 2026, numa cerimónia que marcará as comemorações dos 35 anos da democracia e da liberdade em Cabo Verde.
AV/HF
Inforpress/Fim
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