Porto Novo, 25 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro enalteceu hoje o “grande impacto” que a nova fábrica de cimento pozolânico de Santo Antão trará para ilha e para o país, prevendo-se a sua operacionalização a partir de Abril.
Ulisses Correia e Silva, que falava no final de uma visita às instalações da fábrica, na zona de Fundão, no município do Porto Novo, disse que se está perante um empreendimento “de grande impacto para Santo Anão e Cabo Verde”, que, numa primeira fase, vai produzir para o mercado nacional.
A nova fábrica de cimento pozolânico, que representa um investimento avaliado em dez milhões de euros, constitui, segundo o chefe do Governo, “uma resposta a algo que Santo Antão se ambicionava há muito anos” de ter a possibilidade de “valorizar as pozolanas e produzir o cimento de boa qualidade”.
Ulisses Correia e Silva referiu-se ao "grande impacto" deste projecto, a cargo da cimenteira portuguesa Cimpor, de colocar no mercado nacional “um produto de grande qualidade” e de gerar empregos directos e indirectos.
O governante disse acreditar que, com a dinâmica de construção civil em Santo Antão e no país, haverá muito procura deste produto, prevendo que a dinâmica aumente ainda mais com as obras de ampliação do porto e do aeroporto do Porto Novo.
Disse ainda que no quadro da visita a Santo Antão, iniciada no sábado, 24, analisou com a autarquia porto-novense toda a preparação do município para “se adaptar para aos grandes investimentos” em perspectiva, como a construção das pontes e da avenida marginal, ambas na cidade do Porto Novo.
O primeiro-ministro disse ainda acreditar que a instalação da nova fábrica de cimento pozolânico é dos investimentos de que Santo Antão precisa para reter a sua população.
“Sem dúvida, havendo economia, há emprego e havendo emprego as pessoas têm mais propensão de ficar”, sublinhou Ulisses Correia e Silva, para quem “Santo Antão se posiciona muito bem no turismo” e que o aeroporto e o porto adaptado a navios de cruzeiros vão reforçar esta tendência.
A instalação da nova fábrica de cimento pozolânico resulta de um contrato de concessão assinado, em 2023, entre o Governo de Cabo Verde e a Cimpor.
JM/AA
Inforpress/Fim
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