Santa Catarina: EMAEI cria projecto para preparar inclusão de alunos com défice cognitivo no mercado de trabalho

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Santa Catarina: EMAEI cria projecto para preparar inclusão de alunos com défice cognitivo no mercado de trabalho
08/05/25 - 06:13 pm

Assomada, 08 Mai (Inforpress) – A coordenadora da EMAEI de Santa Catarina, Ana Eloisa Moreno, anunciou hoje o desenvolvimento de um projecto para promover a integração de crianças com défice cognitivo no mercado de trabalho e na sociedade.

A coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) disse à Inforpress que o projecto já foi submetido ao ministério da Família e busca oferecer alternativas para esses alunos, actualmente limitados ao ensino até o 8.º ano, possam desenvolver as suas habilidades e alcançar maior autonomia.

A proposta prevê a criação de um centro multifuncional, cujo nome seria “Inclusão Viva”, que oferecerá apoio especializado às crianças com Currículo Específico Individual (CEI), visando prepará-las para a vida futura de maneira mais independente.

Este projecto pretende contar com o apoio dos ministérios da Família e da Educação, Câmara Municipal de Santa Catarina, mas também outras instituições que possam vir a abraçar esta iniciativa.

“Queremos mudar esse paradigma de que, após o 8.º ano, essas crianças fiquem em casa sem perspectivas. O nosso objectivo é capacitá-las para poderem trabalhar e conquistar a sua autonomia, contribuindo para a sua auto-estima e inclusão social”, explicou Moreno.

O centro, conforme ressaltou, contará com diversas instalações, incluindo sala de vida diária, para tarefas como a cozinha pedagógica, espaços para actividades artísticas como a música, teatro, além de ambientes sensoriais, parque inclusivo e orto-pedagógico.

Segundo Ana Eloisa Moreno, essas áreas visam estimular o desenvolvimento de habilidades práticas e sociais, essenciais para a inserção no mercado de trabalho.

Moreno destacou ainda que, actualmente, não há pessoas com deficiência com défice cognitivo empregadas no município, o que reforça a necessidade de acções concretas.

“Queremos criar condições para que essas crianças possam viver de forma mais autónoma, sem depender exclusivamente das suas famílias ou de pensões sociais. Ter um emprego e um salário próprio fará com que se sintam mais valorizadas”, afirmou.

A coordenadora diz estar convicta de que o projecto vai merecer a atenção das entidades em que o mesmo já foi enviado, defendendo que o esforço conjunto de todos os envolvidos, caso o projecto for financiado e colocado em prática, vai garantir uma inclusão mais efectiva e digna para as crianças com Necessidades Educativas Especiais com o CEI.

MC/HF

Inforpress/Fim

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