
Mindelo, (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Vicente defendeu hoje a conta de gerência de 2025 que disse tratar-se de um documento elaborado por profissionais especializados, sendo assim as críticas da oposição têm carácter “essencialmente político”.
Segundo Augusto Neves, a conta de gerência é um “acto contabilístico” preparado por contabilistas e técnicos de finanças, razão pela qual a lei determina que a Assembleia Municipal faça apenas a apreciação do documento.
“O legislador manda a Assembleia apreciar e não aprovar, porque sabe que os eleitos não são especialistas nesta matéria e não dominam, necessariamente, as questões contabilísticas”, afirmou.
O presidente da edilidade referiu que a câmara disponibilizou toda a informação necessária aos membros da Assembleia Municipal e colocou a equipa de contabilidade à disposição para esclarecer eventuais dúvidas, mas lamentou que alguns eleitos não tenham recorrido a esse mecanismo.
“Vêm aqui para fazer toda uma onda política, tentando acusar a Câmara Municipal e procurando justificações para fazer política. Nós, tranquilamente, continuamos a fazer o nosso trabalho”, declarou.
O autarca destacou que a fiscalização efectiva da conta de gerência será realizada pelas entidades competentes, nomeadamente o Tribunal de Contas, para onde o documento deverá seguir “o mais rapidamente possível”.
Nesse sentido, Augusto neves assegurou que a autarquia tem mantido contactos com o Tribunal de Contas, informando sobre o envio do documento, que sofreu algum atraso devido a vários constrangimentos administrativos.
De acordo com o responsável municipal, a situação não é exclusiva de São Vicente, mas comum a várias câmaras municipais do país, que se encontram igualmente a concluir os respectivos exercícios de prestação de contas.
“Estamos conscientes de que tudo aquilo que entrou e saiu da tesouraria está devidamente registado. Todas as receitas e despesas têm de constar obrigatoriamente da conta de gerência”, garantiu Augusto Neves.
Por isso, reiterou que as avaliações feitas pelos partidos políticos não constituem motivo de preocupação para o executivo municipal, por considerar que se tratam de intervenções de natureza política.
O edil revelou ainda que a câmara está a trabalhar com técnicos especializados na implementação de novos programas informáticos de gestão financeira, processo que também contribuiu para o adiamento da submissão da conta de gerência.
Apesar disso, considerou que os prazos legais para a elaboração destes documentos são apertados é preciso mais tempo para a realização do exercício contabilístico.
“É um trabalho minucioso, que exige rigor e atenção aos detalhes. Muitas vezes, o prazo disponível acaba por ser curto para concluir todo o processo da melhor forma possível”, concluiu.
LN/JMV
Inforpress/Fim
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