
Cidade da Praia, 10 Jun (Inforpress) – Vendedeiras afectadas pelo incêndio de Ponta Belém admitiram hoje avançar para protesto caso os apoios prometidos pelas autoridades não cheguem nos próximos dias, alertando para dificuldades financeiras e falta de respostas institucionais.
A possibilidade de manifestação foi avançada por comerciantes instaladas no espaço provisório criado após o incêndio de 31 de Maio, que destruiu mercadorias e meios de subsistência de dezenas de vendedores.
As afectadas afirmam que o atraso na concretização das medidas anunciadas tem agravado a situação social das famílias, muitas das quais dependiam exclusivamente da actividade comercial no mercado sinistrado.
Segundo relataram à Inforpress, continuam sem rendimentos suficientes para assegurar despesas básicas, incluindo alimentação, renda de casa e compromissos com fornecedores.
Uma das comerciantes, Águeda Monteiro Gomes, disse que a Câmara Municipal da Praia se limitou a recolher documentos de identificação, sem avançar informações concretas sobre a operacionalização dos apoios.
As vendedeiras questionam ainda a ausência de pedidos de dados bancários, ao contrário do procedimento adoptado pelo Governo para outras medidas de assistência.Outra preocupação prende-se com a falta de avanços na recuperação do espaço de Ponta Belém, apesar de os trabalhos de limpeza já terem terminado.
As comerciantes defendem maior clareza das autoridades municipais sobre o calendário de reconstrução da área afectada.
Apesar das queixas, as vendedeiras afirmam manter a expectativa de uma solução institucional, embora não descartem a realização de uma manifestação caso a situação se mantenha.
KF/JMV
Inforpress/Fim
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