Quinta edição do “Pedra de Lume In Concert” celebra música cabo-verdiana e integração africana na cratera das salinas

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Quinta edição do “Pedra de Lume In Concert” celebra música cabo-verdiana e integração africana na cratera das salinas
11/09/26 - 12:32 pm

Espargos, 11 Set (Inforpress) – A cratera das históricas Salinas de Pedra de Lume acolheu com casa cheia, na noite desta quinta-feira, 10, a quinta edição do “Pedra de Lume In Concert”, evento já consagrado no calendário cultural da ilha do Sal.

Enquadrado no programa comemorativo do Dia do Município do Sal, a noite teve como figura central o cantor salense Mirri Lobo, anfitrião da noite, que ao longo de mais de duas horas de espectáculo “embalou” o público presente na cratera ao som do seu vasto repertório e de duetos marcantes.

O artista da casa dividiu o palco com duas vozes femininas da música cabo-verdiana: a cantora sanvicentina Emy Benrós e a intérprete Jenifer Solidade.

Emy Benrós, que antecedeu a sua entrada em dueto com temas do seu próprio repertório num registo de reggae bem acolhido pelo público, juntou-se a Mirri Lobo para interpretar "Triste Ê Sabe".

Já com Jenifer Solidade, o anfitrião proporcionou um dos “momentos altos da noite” ao cantar o tema "Nha Cretxeu".

Em declarações à imprensa no final da sua actuação, Mirri Lobo fez um balanço “altamente positivo” da noite, enaltecendo as condições técnicas e a entrega das suas convidadas.

“Foi um concerto maravilhoso, com um som formidável, raro em concertos do tipo, o que me motivou ainda mais na actuação”, afirmou o artista, referindo-se a Jenifer Solidade como uma “eterna convidada” e a Emy Benrós como “uma promessa” que acompanhava desde a sua actuação num concerto intimista em São Vicente.

Por seu turno, Emy Benrós manifestou a sua satisfação pela estreia naquele palco e pelo calor com que foi recebida pela assistência.

A segunda parte do certame ficou reservada à actuação internacional da Orchestra Baobab, vinda do Senegal, que durante cerca de uma hora brindou o recinto com a sua assinatura musical de fusão afro-cubana, combinando ritmos das Caraíbas com a tradição da África Ocidental.

Em representação do grupo senegalês, Tcherno-Kuaté expressou o encanto da banda com a recepção no Sal e em Cabo Verde.

“É a primeira vez que estamos aqui, mas fomos amados por esta cidade. É muito bonito, é calmo, as pessoas são agradáveis e estamos muito felizes. Já tínhamos estado na Praia, mas este festival foi uma estreia e esperamos voltar um dia”, destacou o músico.

Presente no evento, o presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde, organizadora do evento, Jorge Spencer, assinalou a singularidade do momento e a importância estratégica da afirmação da identidade africana no festival.

“É sempre um momento ímpar, espectacular. Tivemos um grande homem da música cabo-verdiana, Mirri Lobo, que foi fantástico no palco com duas companhias maravilhosas”, começou por notar Jorge Spencer, sublinhando que a presença da orquestra senegalesa reforça a integração continental de Cabo Verde.

“Hoje é África, é o africano assumido e inserido em África. Vim mostrar a cultura de uma África forte, que também tenta aprender e mudar”, concluiu o responsável.

O “Pedra de Lume In Concert” reafirma-se assim como um dos pontos altos das festividades do município salense, aliando o património natural da ilha à promoção da cultura nacional e regional.

NA/CP

Inforpress/Fim

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