Praia: Familiares da jovem de 27 anos assassinada em Eugénio Lima saem às ruas no sábado para exigir respostas (c/áudio)

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Praia: Familiares da jovem de 27 anos assassinada em Eugénio Lima saem às ruas no sábado para exigir respostas (c/áudio)
11/09/26 - 01:31 pm

Cidade da Praia, 11 Set (Inforpress) - Familiares de Vânia, de 27 anos, realizam este sábado, uma marcha com saída de Eugénio Lima em direcção ao Palácio da Justiça, na cidade da Praia, para exigir respostas sobre a investigação à morte da jovem.

Em declarações à Inforpress, a prima da malograda Edmira Vieira explicou que a manifestação acontece na véspera de se completarem três meses da morte de Vânia, ocorrida a 13 de Junho, na sua residência.

Vânia foi encontrada caída no chão e sem vida na sua casa, em Eugénio Lima, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.

“Resolvemos fazer esta manifestação para ver se as investigações andam. Não sabemos quem matou Vânia, queremos justiça”, avançou, acrescentando que a família pretende saber o que está a ser feito para esclarecer o caso.

Segundo relatou Edmira Vieira, foi ela quem encontrou a prima morta naquela manhã.

Conforme contou, foi à residência por volta das 08:00, mas ela não atendeu a porta, tentou por chamada, a Vânia também não respondeu, então resolveu regressar por volta das 09:00, tendo entrado pela parte de trás da casa, onde encontrou a prima já morta.

O filho de Vânia, de cinco anos, não se encontrava na residência no momento do crime.

Edmira Vieira lamentou que, três meses depois, a família continue sem saber quem foi o autor do homicídio e manifestou preocupação com a possibilidade de o responsável continuar em liberdade.

“A pessoa deve estar nas ruas, e não sabemos quem é a próxima vítima”, alertou, reforçando que a família já foi para a Polícia Judiciária (PJ) várias vezes procurar informações, mas ainda nada.

A familiar adiantou ainda que, após o levantamento do corpo, elementos da PJ estiveram na residência para realizar as análises ao local, mas, segundo disse, não voltaram posteriormente.

Segundo Edmira Vieira, a PJ entrou em contacto com ela na quinta-feira, 10, avançando que o processo já tinha sido remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A morte de Vânia, segundo a prima, deixou profundas marcas na família. Edmira revelou que continua a receber acompanhamento psicológico, por ter sido muito próxima da vítima, a quem considerava também a sua melhor amiga.

A familiar realçou ainda a situação do filho de Vânia, que, aos cinco anos, ficou sem a mãe depois de já ter perdido o pai, também vítima de homicídio, quando tinha apenas dois anos.

“Esta criança perdeu o pai nas mesmas condições, homicídio, quando tinha apenas dois anos de idade e agora a mãe”, lamentou, esclarecendo, contudo, que os dois casos não estão relacionados.

LT/CP

Inforpress/Fim

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