
Porto Novo, 11 Jan (Inforpress) – A decisão sobre a providência cautelar interposto, em Dezembro, pelo ex-presidente da Associação Regional de Futebol de Santo Antão Sul para anular a eleição dos actuais órgãos directivos, pode ser conhecida a 14 de Janeiro.
A Inforpress soube que a decisão dos tribunais sobre a providência cautelar pode ser conhecida na próxima quarta-feira, pondo fim à confusão reinante à volta da eleição, no dia 05 de Dezembro, dos novos dirigentes associativos, promovida por uma comissão de gestão criada, para o efeito, pela maioria dos clubes.
Em meados de Dezembro, a ex-direcção da Associação Regional de Futebol de Santo Antão Sul interpôs uma providência cautelar junto do Tribunal Judicial da Comarca do Porto Novo para anular actos da comissão de gestão, incluindo a eleição dos actuais órgãos sociais.
O ex-presidente da associação de futebol, Fernando Lima, requereu aos tribunais a anulação do processo que levou à eleição dos novos órgãos directivos conduzida, no seu entender, de forma ilegal por uma comissão de gestão, numa altura em que estava ainda a cumprir mandato.
A comissão de gestão, embora tivesse sido eleita pelos clubes, não tem base estatutária e o órgão competente para convocar as eleições deveria ser a mesa da assembleia-geral, que estava no exercício de funções, alegou.
No entendimento da ex-direcção, que só terminaria o mandato em Fevereiro de 2026, a eleição não tem qualquer base legal, considerando ainda que a forma como o processo foi conduzido configurou “um assalto” à associação regional de futebol.
A própria Federação Cabo Verdiana de Futebol informou, nessa altura, que não reconhecia quaisquer actos praticados pela comissão gestão, que inclui a eleição dos novos órgãos sociais, pondo em causa a legitimidade dos actuais órgãos.
Esta posição ficou demonstrada durante a eleição do novo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol, que se verificou este sábado, em que o voto da Associação Regional de Futebol de Santo Antão Sul foi exercido por um dirigente da equipa, que diz estar ainda a cumprir mandato.
O presidente da direcção, eleito em Dezembro, Lenine Rocha, mesmo tendo-se deslocado à Praia, não foi permitido votar, facto que revela que a FCF não reconhece os actuais dirigentes.
A actual direcção, apesar da providência cautelar, está a promover as provas regionais.
Lenine Rocha diz-se confiante em que os tribunais vão acabar por validar as eleições do dia 05 de Dezembro e legitimar os actuais órgãos, eleitos, a seu ver, pela maioria dos clubes com base nos estatutos da associação regional de futebol.
Os actuais dirigentes alegam que Fernando Lima havia colocado o cargo à disposição.
JM/HF
Inforpress/Fim
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