Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão

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Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão
04/03/26 - 09:31 pm

Telavive, 04 Mar (Inforpress) - As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram o início de uma nova vaga de ataques aéreos contra a capital iraniana, Teerão.

No quinto dia da guerra no Médio Oriente desencadeada pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, as FDI afirmam em comunicado que "lançaram uma nova vaga de ataques em toda a Teerão contra a infraestrutura militar pertencente ao regime iraniano".

As forças israelitas e norte-americanas reivindicaram nas últimas horas sucesso na destruição das capacidades militares iranianas, em particular lançadores de mísseis balísticos e ‘drones’, com que Teerão tem visado os países vizinhos, em retaliação pelos ataques sofridos.

Também hoje, as FDI anunciaram ter bombardeado um complexo militar e de segurança em Teerão, incluindo bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods e da milícia paramilitar Bassidj. 

A Força Qods é o ramo dos Guardas da Revolução (exército ideológico da República Islâmica) responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah.

Já a milícia Bassidj é uma força paramilitar voluntária criada pelo antigo líder supremo o 'ayatollah' Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos. 

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, afirmou hoje que os lançamentos de mísseis balísticos iranianos diminuíram 86% desde o primeiro dia da guerra contra o Irão, com uma queda de 23% apenas nas últimas 24 horas.

Numa conferência de imprensa em Washington, o general adiantou que os ataques com drones também registaram uma redução significativa, de 73% em relação aos primeiros dias do conflito.

Caine informou ainda que o Irão lançou “mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em toda a região” desde o início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos (EUA) e de Israel no sábado. 

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.

O Conselho de Liderança Iraniano dirige o país após a morte de Khamenei.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Segundo as autoridades iranianas, os ataques israelitas e norte-americanos causaram, até agora, mais de mil mortos.

Trump afiançou que a ofensiva ao Irão vai continuar por mais algumas semanas, até que todo o seu programa de mísseis, Marinha e capacidade nuclear sejam destruídos, e avisou que a “grande onda” de ataques ainda não foi lançada e pode chegar “muito em breve”.

Inforpress/Lusa/Fim

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