
Espargos, 03 Ago (Inforpress) – A ilha do Sal acolhe acções de sensibilização e prevenção da Violência Baseada no Género (VBG), no âmbito de um projecto que reforça a prevenção, o atendimento e a reintegração de vítimas em cinco ilhas do país.
A iniciativa é coordenada pela Fundación Religiosos para la Salud (FRS), em parceria com a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Maria (CFSCM) e os Irmãos Capuchinhos de Cabo Verde, com financiamento da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).
As actividades visam sensibilizar a população para a problemática da VBG, promovendo a mudança de atitudes, o respeito mútuo e o reforço do compromisso colectivo com uma sociedade mais justa e igualitária.
Em declarações à comunicação social, a coordenadora do projecto em Cabo Verde pela FRS, Vitória Seuani, explicou que a intervenção contempla acções de prevenção junto das comunidades, dos liceus e, pela primeira vez na ilha do Sal, dos institutos de formação profissional.
“O projecto abrange diferentes áreas e tem a ver com a prevenção em comunidades e liceus, assim como dentro de institutos de formação profissional. A ideia é passar mensagens para que cada participante seja também uma ponte com a sua família, comunidade, parceiro e amigos”, afirmou.
Segundo a responsável, a aposta na formação dos estudantes destes institutos pretende incentivar uma mudança de comportamentos baseada na empatia e no respeito pelo próximo.
“Esperamos mexer um pouquinho com o coração e com a cabeça das pessoas. Passamos mensagens para viver com empatia com o resto da sociedade, sem focar apenas no facto de ser homem ou mulher, mas sim focar no ser humano. Esperamos que levem essa mensagem e a manifestem com a família, a comunidade e o vizinho”, acrescentou.
As acções inserem-se na segunda fase do programa financiado pela cooperação espanhola. A primeira decorreu entre 2023 e 2025 nas ilhas de Santiago, Fogo e Santo Antão.
Nesta nova etapa, o projecto foi alargado às ilhas do Sal e da Boa Vista e passou a integrar novas componentes de intervenção social, entre as quais a reintegração socioemocional de agressores.
“Esta segunda fase abrange mais ilhas e mais frentes de trabalho. Por exemplo, é um projecto que trabalha também com a parte de reintegração socioemocional de agressores, algo que não tinha sido trabalhado na primeira fase”, salientou Vitória Seuani, manifestando a expectativa de continuar a expandir as actividades e o alcance do programa no arquipélago.
NA/JMV
Inforpress/fim
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