Cidade Velha: Autarquia assina protocolo de recriação histórica com a companhia de teatro “Fladu Fla”

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Cidade Velha: Autarquia assina protocolo de recriação histórica com a companhia de teatro “Fladu Fla”
29/08/25 - 07:31 pm

Cidade da Praia, 29 Ago (Inforpress) - A Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago e a companhia de teatro “Fladu Fla” rubricaram hoje, na Cidade Velha, um protocolo para recriação histórica da passagem de Sebastián de Elcano, promovendo a cultura e o turismo local.

A recriação histórica, marcada para 27 de Setembro, evoca o episódio de 1522, quando o descobridor espanhol Juan Sebastián de Elcano aportou na Ribeira Grande durante o regresso da primeira viagem de circum-navegação ao globo.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, Nelson Moreira, destacou a importância do projecto para dinamizar a economia local.

Conforme sublinhou, a assinatura do protocolo permite viabilizar a recriação histórica, que passará a constituir um marco anual na agenda cultural da Cidade Velha.

Moreira frisou ainda que a iniciativa procura afirmar o berço da Nação cabo-verdiana como espaço de referência cultural e turística a nível mundial, acrescentando que a autarquia mobiliza parceiros externos para garantir o financiamento e a sustentabilidade do evento.

Por sua vez, Simónica Sanches, presidente da companhia de teatro “Fladu Fla”, salientou que a parceria representa “um grande orgulho” para o grupo, sublinhando o empenho desta trupe em apresentar uma produção de qualidade.

“Estamos a preparar figurinos, ensaios e guião para garantir que seja um espetáculo memorável”, disse.

A dirigente lembrou ainda que a companhia de teatro já concretizou outras recriações históricas, mas que, sobre a temática de Sebastián de Elcano, será a primeira vez.

Orçado em três milhões de escudos, a recriação envolverá várias áreas da Cidade Velha, incluindo encenações sobre o passado escravocrata, desfiles e representações que procuram aproximar o público da memória colectiva cabo-verdiana.

“Não se trata apenas de uma encenação, mas de dar vida à história e reforçar a identidade cultural”, concluiu Sanches.

KF/AV//ZS

Inforpress/Fim

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