
Cidade da Praia, 22 Jan (Inforpress) - O vice-primeiro-ministro, ministro das Finanças e ministro da Economia Digital, Olavo Correia, afirmou hoje que o Mind7 Cabo Verde é um instrumento estratégico do Governo para concretizar a “ambição de transformar Cabo Verde numa Nação digital”.
O Governo de Cabo Verde deu início, hoje, ao Mind7 Cabo Verde — Pensar Digital, Nação Digital, uma iniciativa que visa alinhar o Estado, a economia e a sociedade em torno da transformação digital do país.
Segundo Olavo Correia, ser uma Nação Digital vai muito além da simples desmaterialização de serviços.
“Não é ter um ou dois serviços digitais, é ter uma nação inteligente, com identidade digital única, assinatura digital, pagamentos digitais, segurança cibernética e serviços públicos prestados preferencialmente de forma digital”, afirmou.
O governante sublinhou que o princípio fundamental da nova governação digital passa por fazer circular os dados e não as pessoas, defendendo que o cidadão não deve ser obrigado a transportar informações de uma instituição pública para outra.
“Se os dados já estão no Estado, o Estado não pode pedir ao cidadão para ir buscar o dado ao próprio Estado”, frisou.
Olavo Correia apontou a interoperabilidade entre instituições públicas, e entre o sector público e o privado, como uma das chaves para combater a burocracia, aumentar a transparência e melhorar a produtividade.
Salientou ainda que a digitalização transversal terá impacto em todos os sectores, desde a saúde e educação até ao turismo, economia azul, finanças e governação.
O vice-primeiro-ministro reconheceu, no entanto, que Cabo Verde ainda não reúne todas as bases para ser plenamente uma Nação Digital.
Defendeu investimentos contínuos em infraestruturas públicas digitais, conectividade, cibersegurança, competências, inclusão digital e, sobretudo, na mudança de mentalidade, salientando que “o maior desafio não é a tecnologia, é o Mind7”.
Por sua vez, o gestor do Projecto de Inovação Morabeza (PIM), Milton Paiva, explicou que o Mind7 é um espaço de alinhamento estratégico, dirigido sobretudo a lideranças públicas e privadas, com uma abordagem de cima para baixo.
Segundo disse, o fórum vai trazer experiências internacionais de países que conseguiram reduzir drasticamente a burocracia, digitalizar empresas e criar milhares de empregos na economia digital.
Milton Paiva indicou que Cabo Verde se encontra na fase de mobilização de recursos, com mais de 200 milhões de euros disponíveis através de parceiros internacionais, e que o grande desafio agora é “fazer acontecer”.
Nesse sentido, anunciou que, em 2026, o Projecto de Inovação Morabeza vai investir em financiamento, criação de mercado e desenvolvimento de competências, com destaque para fundos de apoio a jovens, mulheres e inovação digital.
Ambos os responsáveis defenderam que a transição para uma Nação Digital é um processo de médio e longo prazo, mas consideraram que Cabo Verde reúne condições para se afirmar como referência africana, criando oportunidades de emprego qualificado para os jovens e tornando o país mais competitivo, transparente e atrativo para viver e investir.
CG/SR/JMV
Inforpress/Fim
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