
Mindelo, 21 Jan (Inforpress) – O ministro do Mar disse hoje que pretende atingir entre 21 e 25 formandos, do quadro do ministério, com bolsas para o curso de mestrado em Economia Azul e Circular, que arranca na segunda-feira.
Jorge Santos falava após a apresentação da 1.ª edição do curso de mestrado em Economia Azul e Circular, que será realizado pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE), em colaboração com instituições parceiras como o Ministério do Mar, a União Europeia, o Instituto Camões e a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM).
Segundo o governante, já estão inscritas 42 pessoas, das quais já foi assegurado o financiamento de 15 bolsas de estudo.
Mas, neste momento, o Ministério do Mar pretende aumentar o número de bolsas e vai incentivar as suas unidades orgânicas a “sacrificar parte do seu orçamento para a qualificação dos seus técnicos”.
“Pretendemos ter entre 21 e 25 formandos com bolsas dentro do quadro do ministério, através dos fundos de Segurança Marítima e Autónomo de Pescas, mas também através de empresas do sector, como a CABNAVE e a ENAPOR, bem como dos institutos autónomos que temos, que contam com técnicos a formar, como o Instituto do Mar (IMar), a Escola do Mar (EMar) e o Instituto Marítimo e Portuário (IMP)”, afirmou.
Conforme Jorge Santos, cada um desses fundos já tem um número de bolsas que vai financiar como uma actividade não só de segurança marítima, mas também das pescas, no âmbito da economia azul.
Segundo o ministro, o objectivo é garantir um número de bolsas no seio do ministério, que integra várias instituições com várias pessoas inscritas no curso.
Além disso, explicou, está a tentar viabilizar também algumas bolsas junto do Ministério da Educação, no âmbito do Sistema Nacional de Bolsas de Estudo.
Isto, clarificou, tendo em conta que poderão surgir formandos do sector privado ligados à pesca, aos transportes marítimos, à transformação e a toda a actividade da economia azul.
“Já estamos nessa negociação. Vai haver um protocolo a ser assinado entre os nossos ministérios, no sentido de se conseguir financiar o máximo possível de bolsas, dessas 42 candidaturas, para viabilizar este mestrado que começa já dentro de dias”, acrescentou.
O presidente do ISCEE, José Lopes, assegurou que o instituto irá colocar toda a sua “experiência académica e pedagógica” ao serviço do sucesso desta 1.ª edição do mestrado. Garantiu ainda que será uma formação sólida, em conformidade com as exigências e requisitos aceites internacionalmente.
Segundo José Lopes, o curso de mestrado em Economia Azul e Circular tem a duração de dois anos, sendo a parte curricular composta por 12 unidades curriculares, desenvolvidas no primeiro ano lectivo, e o segundo ano reservado à preparação da dissertação, com orientação técnica de docentes qualificados.
“Fazem parte da equipa docente professores com o grau de doutor nas suas áreas de especialidade e com idoneidade técnica reconhecida no País e no exterior”, assegurou.
Acrescentou ainda que cinco das 12 unidades curriculares serão leccionadas por docentes pertencentes a “prestigiadas universidades estrangeiras”, como a Universidade de Coimbra (Portugal), a Escola de Economia de Londres (Inglaterra) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil).
CD/ZS
Inforpress/Fim
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