
Cidade da Praia, 21 Jan (Inforpress) - O presidente do Sindicato dos Professores da Ilha de Santiago (Siprofis) apelou hoje à união para aprovação na globalidade do novo PCFR dos professores e solicitou ao Presidente da República a “promulgação urgente” do diploma.
Abraão Borges fez este apelo em conferência de imprensa, na cidade da Praia, para apresentar as mudanças introduzidas no Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR)-Estatuto do Pessoal Docente, aprovado na especialidade e “que marca uma primeira etapa para a valorização” da classe docente em Cabo Verde.
“Pedimos a união de todos os professores e da sociedade cabo-verdiana para apoiar a aprovação deste PCFR, Estatuto do Pessoal Docente, na globalidade, aos parlamentares, assim como também ao Presidente da República, para a promulgação desse documento o mais urgente possível”, concretizou.
Isto porque, continuou a mesma fonte, os professores “estão ansiosos” e esta ansiedade pode levar os mesmos “a outros quesitos” que “não desejamos”.
Abraão Borges saudou os “avanços significativos” alcançados com a aprovação na especialidade do Estatuto do Pessoal Docente, sublinhando que estas mudanças representam uma “conquista histórica” na valorização da classe docente em Cabo Verde, fruto de “negociações intensas” entre sindicatos, Governo e parlamento.
Instado sobre a discordância entre os sindicatos, apesar do PCFR ser considerado um avanço positivo, Abraão Borges respondeu que não responde por outros sindicatos, centrando-se em falar em nome dos professores que representa, sem interferir em questões de outras organizações.
Entre os principais ganhos apontados por aquele líder sindical, está o aumento salarial de 16% para todos os professores, além de um incremento adicional de cinco mil escudos para compensar reivindicações anteriores.
“Todos os professores serão abrangidos com este aumento salarial. Outro ponto que foi um pouco crítico foi a questão do incremento salarial na ordem dos dois mil escudos em que nós, os sindicatos, reivindicamos que era muito baixo, assim se entendeu que era necessário fazer um incremento maior e que passou para cinco mil escudos”, identificou.
Outro ponto “muito importante”, apontou Abraão Borges, é o subsídio pela não redução da carga horária.
“O subsídio era algo que os professores não levavam para a reforma no Estatuto em vigor, então, com o PCFR-Estatuto do Pessoal Docente, com as renovações, com as coisas introduzidas, os professores passarão a levar esse montante, ou seja, o subsídio pela não redução do cargo horário para a pensão, para a reforma do mesmo”, vincou o sindicalista.
Os professores do antigo Instituto Pedagógico (IP), também terão benefícios directos.
Segundo Abraão Borges, os salários base destes docentes passarão de 55.355 escudos para 65.000 escudos, podendo atingir até 80.000 escudos com os acréscimos relacionados ao tempo de serviço e outros subsídios.
Para os licenciados, o aumento será “igualmente significativo”, subindo de 78.000 escudos para 91.000 escudos.
Apesar das conquistas, o presidente do Siprofis destacou que “ainda há muito por fazer” e reafirmou o compromisso do sindicato em lutar por mais progressos no futuro e pediu a união da classe docente e da sociedade cabo-verdiana.
TC/AA
Inforpress/Fim
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