
Assomada, 13 Dez (Inforpres) – O SISCAP manifestou hoje “satisfação e gratidão” ao Ministério da Agricultura e Ambiente pelo cumprimento do pagamento dos retroativos salariais aos trabalhadores da DGASP, referentes ao período de Janeiro a Dezembro de 2024.
A posição foi expressa pelo presidente do Sindicato da Indústria, Serviço, Comercio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Francisco Furtado, durante uma conferência de imprensa realizada hoje em Assomada.
Segundo o dirigente sindical, o pagamento dos retroativos resulta da implementação do Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), que deveria produzir efeitos a partir de 01 de Janeiro de 2024, mas cuja aplicação ao quadro da Direção-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP) só ocorreu em janeiro de 2025, o que originou a necessidade de regularização salarial.
Francisco Furtado explicou que, a nível nacional, o montante global pago ronda os 33 mil contos, correspondentes a 12 meses de retroativos.
Em Santa Catarina de Santiago e São Salvador do Mundo, o valor ascendeu a cerca de 2.500 contos, tendo sido pago na totalidade aos 62 funcionários abrangidos nestes dois concelhos.
“O cumprimento deste compromisso demonstra respeito pelos direitos adquiridos dos trabalhadores e contribui para a sua motivação e melhor desempenho”, sublinhou o presidente do SISCAP, acrescentando que trabalhadores motivados produzem mais e contribuem para o desenvolvimento do ministério.
O sindicalista destacou ainda que, embora alguns processos estivessem em fase final de confirmação, a informação disponível indica que a grande maioria dos trabalhadores já recebeu os valores em falta, estando assegurado que todos serão pagos.
Na ocasião, o SISCAP agradeceu igualmente aos órgãos de comunicação social pela cobertura dada às reivindicações dos trabalhadores, nomeadamente no passado dia 31 de Dezembro de 2025.
Francisco Furtado aproveitou o momento para apelar à continuidade do diálogo com o Govenro, anunciando que o sindicato está a preparar um novo caderno reivindicativo para 2026, esperando contar com a mesma abertura e compromisso por parte do Governo.
O dirigente sindical considerou ainda que o exemplo do Ministério da Agricultura e Ambiente deve ser seguido por outros ministérios e autarquias, defendendo que o pagamento de retroativos salariais é um direito dos trabalhadores e não deve ser ignorado.
DV/AA
Inforpress/Fim
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