
Nova Iorque, 25 Jan (Inforpress) - O representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em São Tomé e Príncipe considera o arquipélago lusófono africano "a oportunidade de investimento mais promissora do mundo", como defendeu hoje em declarações à Lusa.
"Para os investidores que olham para além da lógica cansativa da extração e dos lucros a curto prazo, São Tomé e Príncipe pode ser um dos locais mais estratégicos para investir nos próximos meses", disse Luc Gnonlonfoun, vincando que "a oportunidade de investimento mais promissora do mundo é uma nação insular" que os investidores não conhecem.
Numa economia global obcecada pela escala, São Tomé e Príncipe é fácil de ignorar numa economia global obcecada pela escala, argumentou o especialista do PNUD, apontando um conjunto de vantagens competitivas do pequeno arquipélago africano.
"São Tomé e Príncipe é o primeiro país do mundo a ter 100% do seu território classificado como Reserva Mundial da Biosfera pela Unesco, o que significa que a atividade económica, por definição, pode conciliar crescimento com conservação, o que, para os investidores, oferece algo raro: clareza regulatória de longo prazo ancorada na sustentabilidade, não em ciclos políticos imprevisíveis", argumenta o responsável do PNUD em São Tomé e Príncipe.
O arquipélago, aponta, tem "um dos ecossistemas mais distintos do mundo, com fauna e flora endémicas que não se encontram em nenhum outro lugar" e uma zona económica exclusiva com 160 vezes o tamanho do território, para além do cacau, que oferece oportunidades de investimento não apenas para a exportação de materiais crus, mas sim para a criação de valor localmente.
"São Tomé e Príncipe não é subdesenvolvido, é deliberadamente preservado", argumenta, apontando o turismo entre as áreas que os investidores internacionais devem olhar para garantir retornos sustentáveis e de longo prazo.
Para Luc Gnonlonfoun, a atenção que os investidores internacionais estão a dar a investimentos 'verdes' é também uma vantagem para o arquipélago.
"Os investidores são cada vez mais avaliados não apenas pelos retornos, mas também pelo impacto, governação e credibilidade, e São Tomé e Príncipe pode não oferecer escala, mas oferece um ecossistema de investimento coerente, sendo um lugar onde as energias renováveis, o turismo sustentável, os projetos de economia azul e a agricultura de alto valor não são prioridades concorrentes, mas parte de uma única visão nacional", sustentou.
Investir no país, conclui, "não é caridade, é uma porta de entrada precoce em mercados que definirão a próxima fase do desenvolvimento global, porque há a oportunidade de investir não apenas no crescimento, mas num futuro que ainda faz sentido".
Inforpress/Lusa
Fim
Partilhar