São Nicolau: Projecto “Parto Humanizado” tem contribuído para “zerar mortalidade neonatal” na Ribeira Brava

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São Nicolau: Projecto “Parto Humanizado” tem contribuído para “zerar mortalidade neonatal” na Ribeira Brava
26/03/25 - 02:52 pm

Ribeira Brava, 26 Mar (Inforpress) – O delegado de Saúde da Ribeira Brava, Élvio Pereira, considerou hoje que a implementação do projecto “Parto Humanizado” tem contribuído para “zerar a mortalidade neonatal” no município.

Segundo Elvio Pereira, antes de 2020 a delegacia registrava uma média de 25 partos por ano, e sempre havia casos de óbitos e houve ano em que até se registrou quatro óbitos neonatais, o que, segundo o mesmo, “era muito para realidade da ilha”.

Neste sentido sublinhou, inspirado num projeto semelhante em Santo Antão, a Delegacia de Saúde da Ribeira Brava implementou o projeto “Parto Humanizado”.

O mesmo incluiu a formação de profissionais de saúde, aquisição de novos equipamentos e implementação de medidas como o acompanhamento pré-natal de qualidade e a avaliação de risco das grávidas.

“Todo o trabalho começa desde o pré-natal, com  um bom seguimento, avaliação de risco, condutas com base científica, encaminhamento atempado de casas grávidas de risco médio a alto risco, porque aqui na ilha  apenas tem parto de casas grávidas de risco, então, neste  âmbito, desde 2020 não se tem  tido mais casos de óbitos”, destacou o clínico.

Élvio Pereira sublinhou ainda que após “vários anos em busca de financiamento”, no ano passado a delegacia conseguiu um apoio do Escritório das Nações Unidas, que permitiu a criação de uma Sala de Parto Humanizado, no centro de saúde da Ribeira Brava.

Segundo acrescentou, trata-se de um ambiente “confortável, seguro e agradável”, equipado com musicoterapia, TV, ar condicionado, água quente e fria, com direito a acompanhante para que as gestantes possam ter “opções não farmacológicas para o alívio da dor".

Apesar dos resultados positivos, Élvio Pereira ressaltou a importância de manter o trabalho contínuo para garantir que a taxa de mortalidade se mantenha em zero.

WM/AA

Inforpress/Fim

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