São Filipe: Coordenador regional da ALOU destaca necessidade de reforço de acções formativas sobre inteligência artificial e transformação digital

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São Filipe: Coordenador regional da ALOU destaca necessidade de reforço de acções formativas sobre inteligência artificial e transformação digital
27/04/26 - 05:12 pm

São Filipe, 27 Abr (Inforpress) – O coordenador regional da ALOU Fogo e Brava, Paulo Semedo, realçou hoje a necessidade de reforçar acções formativas dedicadas ao debate sobre inteligência artificial e transformação digital, sublinhando a sua crescente relevância.

Paulo Semedo fez estas declarações no final do workshop empresarial sobre o uso das tecnologias, promovido pela empresa de telecomunicações ALOU, no âmbito das celebrações do Dia do Município e da Bandeira de São Filipe. 

A actividade, que reuniu especialistas, empreendedores e representantes de diversos sectores, foi marcada por debates e interacções consideradas produtivas, permitindo reflectir sobre o impacto crescente da tecnologia no desenvolvimento local e na modernização dos negócios.

Paulo Semedo vincou que iniciativas deste tipo reforçam o papel das instituições parceiras na promoção do conhecimento e na criação de condições para o desenvolvimento digital no país.

“O balanço é muito positivo, tendo em conta o tema escolhido, as interacções e o envolvimento dos participantes. Isto dá-nos satisfação porque estamos a contribuir para o desenvolvimento local e para aquilo que é a nossa parceria com os agentes da região”, afirmou.

Sobre a inteligência artificial, aquele responsável sublinhou que esta tecnologia não funciona de forma isolada, defendendo a necessidade de investimentos contínuos em infra-estruturas e conectividade.

“A inteligência artificial não consegue andar sozinha. É preciso uma base sólida, plataformas e infra-estruturas. O contributo da Cabo Verde Telecom tem sido precisamente esse: apostar na digitalização e na conectividade”, referiu.

Semedo reconheceu, no entanto, que persistem desafios significativos, sobretudo a resistência à mudança por parte de alguns sectores empresariais e a predominância de negócios informais.

“Em Cabo Verde ainda há muitos negócios à moda antiga e uma certa resistência às novas tecnologias. Esse é um dos maiores desafios: mudar o mindset e criar condições para que as pessoas possam aderir à transformação digital”, explicou.

O coordenador defendeu ainda a realização de mais iniciativas ao longo do ano, como workshops e acções de formação contínua, de forma a manter o tema da inteligência artificial presente na agenda pública e empresarial.

“Não podemos limitar estes debates a um único evento anual. É necessário dar continuidade, levar o conhecimento à comunidade e criar mais espaços de aprendizagem”, concluiu.

KA/ZS

Inforpress/Fim

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