Terapeuta holística considera necessário educar o público para evitar ruídos em torno da classe

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Terapeuta holística considera necessário educar o público para evitar ruídos em torno da classe
27/04/26 - 04:48 pm

Mindelo, 27 Abr (Inforpress) - A terapeuta holística Helga Fonseca considera ser preciso educar as pessoas para esta prática que inclusive faz parte da tradição do país, através das ervas, para evitar ruídos e que toda a classe seja depreciada. 

A falta de conhecimento sobre o papel destes profissionais, de acordo com Helga Fonseca, em entrevista à Inforpress, tem levado a que uma classe inteira seja “metida dentro do mesmo saco”. 

“Tem tido diferentes ruídos na comunicação, de uma forma depreciativa sobre o papel e o trabalho de uma classe inteira”, considerou Helga Fonseca, para quem algumas instituições têm ajudado a perpetuar esta desinformação. 

A terapeuta explicou que desde 2022 que é terapeuta holística e educadora emocional de “forma consciente” e que para chegar a esta designação foi preciso, entre outros aspectos, estudos. 

“Um chamado que veio de dentro”, de acordo com a profissional, que frisou que, além da jornada de vida, tem conciliado a sua formação em animação sociocultural, que a levava a trabalhar com pessoas e a entender o ser humano. 

“Ao contrário do que parece, nem queria ser terapeuta. Mas foi um chamado. Foi algo que vem realmente de dentro. Capacitei-me, fiz formações de área holística, integrativas, junto também com conhecimento que eu já tinha”, explicou Helga Fonseca. 

Diferente da medicina tradicional, a terapia holística foca na causa raiz dos desequilíbrios, não apenas nos sintomas, utilizando técnicas complementares como a técnica japonesa reiki, aromaterapia, florais, meditação e massagens para promover bem-estar e autoconhecimento. 

O seu trabalho, acrescentou, não é com intenção de substituir o psicólogo, pois têm papéis diferentes, já que a psicologia trabalha com base na ciência e o terapeuta holístico o lado espiritual. 

“Temos a tendência a separar o ser humano. É uma pessoa inteira e, temos vindo a separar a mente, a emoção, o corpo, a energia, o espírito, e cada um puxando a brasa para a sua sardinha”, considerou a terapeuta que frisou ainda não ser essa a sua forma de ver a vida. 

Apesar de afirmar não conhecer charlatões nessa área, sublinhou que como em todas as áreas, há os profissionais que trabalham com mais e menos ética que outros. 

SN/ZS

Inforpress/Fim

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