
Cidade da Praia, 25 Set (Inforpress) – O candidato à Presidência da República José Maria Neves afirmou hoje que a admissão da sua candidatura representa uma oportunidade para “mobilizar e inspirar” os cabo-verdianos, nas ilhas e na diáspora, perante os desafios do país.
José Maria Neves falava pela primeira vez à imprensa após a admissão da sua candidatura às presidenciais de 15 de Novembro, pelo Tribunal Constitucional, e defendeu a necessidade de união nacional e de mobilização de todas as competências existentes no país e na diáspora.
Na sua perspectiva, os seus cinco anos de mandato anterior lhe proporcionaram “experiência” para exercer uma magistratura de influência e criar condições para o diálogo e a construção de soluções para o país.
Segundo o candidato, Cabo Verde enfrenta desafios, como o envelhecimento da população, que exigirão reformas na segurança social, educação, saúde, ordenamento do território, desenvolvimento urbano e transportes, além das questões da mobilidade e das mudanças climáticas.
Apontou ainda os constrangimentos nos transportes inter-ilhas e defendeu maior mobilidade de pessoas e bens, bem como mais conectividade entre as ilhas.
Para José Maria Neves, o Presidente da República, embora não governe nem legisle, pode “inspirar e mobilizar” com vista a abrir caminhos e procurar entendimentos e consensos entre os diferentes níveis de poder e partidos políticos.
O candidato sublinhou, igualmente, a importância da diáspora, considerou-a um “pilar essencial” do Estado cabo-verdiano e defendeu uma ligação “mais profunda” entre as ilhas e as comunidades cabo-verdianas espalhadas pelo mundo.
“Só unidos, só juntos, poderemos vencer os desafios que temos pela frente”, afirmou Neves que aponta a mobilização de talentos e capacidades das ilhas e da diáspora como essencial para o crescimento inclusivo, a prosperidade e o desenvolvimento do país.
Instado sobre a campanha eleitoral, disse esperar um debate “elevado, centrado em ideias e propostas”.
Manifestou respeito pelos outros quatro candidatos admitidos e defendeu uma jornada democrática capaz de contribuir para reduzir a abstenção.
O candidato sustentou ainda que o Presidente da República deve permanecer acima dos poderes e exercer funções de regulador, árbitro e moderador, garantindo o funcionamento das instituições e a estabilidade política e institucional.
“Nos próximos tempos temos de inovar, temos de encontrar novas soluções e temos de dar o salto”, declarou, advogando maior rapidez na tomada de decisões e eficácia na execução.
O Tribunal Constitucional admitiu as candidaturas de Joana Rosa, José Maria Neves, Gilson Alves, Antero Tavares e Casimiro de Pina.
LC/HF
Inforpress/Fim
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